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domingo, 5 de julho de 2015

SEGURA NA MÃO DE DEUS

REFLEXÃO DOMINICAL

14º DOMINGO DO TEMPO COMUM
5.7.15 – Ano B
1ª Leitura - Ez 2,2-5; 2ª Leitura - 2Cor 12,7-10; Evangelho - Mc 6,1-6
SEGURA NA MÃO DE DEUS E VAI

Caríssimos irmãos em Jesus Cristo.

Deus e o profeta Ezequiel:
       
Será que Deus se preocupa com aqueles que O traem?
        Sim. Embora Deus os chame de “cabeça dura”, “coração de pedra”, “bando de rebelde”, não quer perde-los. Por isso prepara um profeta, o Ezequiel. Um espírito o desperta colocando-o de pé, isto é, em posição de quem está pronto para uma missão.
        Ezequiel ouviu a voz de Deus e saiu em busca dos israelitas que haviam se afastado de Deus formando uma “nação rebelde”.
        O interessante é que Deus embora queira todos de volta, deixa transparecer que o importante é que se dê oportunidade a esses para que retornem ao seio do Senhor, mas que, caso não aceitem, usando de uma expressão comum entre nós, diria: “se arrangem”.
          Diz o Senhor, quer te escutem ou não – pois são um bando de rebelde-, o importante é que saibam que você, profeta, este lá.          A época é do Antigo Testamento. Mas como aproveitar do propósito de Deus hoje, no momento em que vivemos, onde praticamente todos foram cristãos católicos e um grande percentual deixou sua fé de origem para agregar a outras seitas ou religiões cristãs e não cristãs? Não serão esses também “cabeças duras” e “rebeldes”?
        Nessa missão de Ezequiel Deus mais ou menos expressa o que acontece hoje, mas num sentido contrário. Hoje os católicos, incluindo padres, quando alguém abandona a religião preferem por omissão dizer: “A vontade é deles, façam como quiserem”, e não se faz nenhuma tentativa para tê-los de volta. Deus de certa forma permitia que os “cabeças duras” do AT o abandonassem, mas não deixava de mandar seus profetas irem atrás para ao menos tentar convence-los a retornarem.
        Se nossa Igreja fizesse essa tentativa e permitisse aos diáconos permanentes e freiras que exercessem seus ministérios nas paróquias com o carisma e entusiasmo que lhes são peculiares, e o sacramento da ordem do diácono, quem sabe muitos nem tivessem abandonado a religião católica, e dos que abandonaram teriam a oportunidade do convite para o retorno à Igreja de Cristo.
São Paulo:
Se eu como diácono sofro pela minha ausência cotidiana do exercício do meu ministério, e algumas vezes a fraqueza toma conta de mim, imaginem, então, dos que querem ajudar e não possuem nenhum ministério.
       A palavra de Paulo vem, então, trazer conforto a todos os que passam por fraquezas ensinando que muitas vezes essa fraqueza faz parte do desafio para uma reação forte na busca das realizações, dos ideais.
      São Paulo testemunha que pediu ao Senhor que o libertasse desse sofrimento não físico, e Deus responde: “'Basta-te a minha graça. Pois é na fraqueza que a força se manifesta”.

        Lembro-me do sermão da montanha: “Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa” Mt 5,11
        São Paulo, então, fazia da fraqueza sua força de agir. 
        Irmãos e irmãs. Em qualquer circunstância da vida de vocês, não façam da fraqueza motivo de derrota, mas motivo para reagir, lutar, para vencer materialmente nesta vida e assegurar a vitória no Reino dos Céus. Jamais esqueçamos: CRISTO HABITA EM NÓS.
Jesus:
Mateus parece estar complementando Paulo com o Evangelho de Jesus.
O próprio Jesus, na sua terra, foi olhado como qualquer um: “Este homem não é o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, de Jose, de Judas e de Simão? Suas irmãs não moram aqui conosco?' E ficaram escandalizados por causa dele. Todo porque ele falava bem, ensinava com sabedoria, operava milagres.
Jesus reage dizendo: “Um profeta só não é estimado
em sua pátria, entre seus parentes e familiares”, e por isso não conseguiu fazer milagres, embora tenha curado alguns doentes e percebido que faltava naquele lugar a fé.
Sabem, as vezes não são somente os nossos, da nossa cidade que não nos consideram, mas estranhos que se chegam por circunstâncias e passam a liderar os fracos de fé e de personalidade.
O aborrecimento de Cristo foi tanto naquele tempo por aquele episódio que advertiu seus apóstolos: Se em algum lugar não vos receberem nem vos escutarem, saí dali e sacudi o pó dos vossos pés em testemunho contra ele” Mc 6,11.
Contudo, irmãos, o que Jesus quer mesmo é que lutemos, não desanimemos. Aqui ou ali, sempre haverá alguém que te acolha sem que você precise renunciar suas raízes cristãs. “Segura na mão de Deus Segura na mão de Deus. Pois ela, ela te sustentará, sustentará. Não tema segue adiante e não olhes nunca mais para trás. Segura na mão de Deus e vai”.
Louvado seja N.S. Jesus Cristo
Dc Narelvi

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