Evangelização

Artigos

Perguntas e Respostas

Comentário sobre os temas nas respectivas postagens

Para outros comentários e sugestões clicar o link COMENTÁRIOS DIVERSOS

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

O PADRE E O ATOR



O PADRE E O ATOR
SEM DESCONSIDERAR A MARAVILHA SACRAMENTAL DA  MISSA E SUA ETERNA E INFINITA PRESENÇA DE JESUS,
UMA COMPARAÇÃO BEM APROPRIADA DE PARTICIPAÇÃO ENTRE A PEÇA TEATRAL E  UMA SANTA MISSA.
UM PUXÃO DE ORELHAS PARA OS CATÓLICOS.
Leiam e reflitam!
Havia dois irmãos. Um resolveu ser Padre, e foi para o seminário. O outro preferiu seguir carreira de Ator. Muitos anos se passaram sem que se vissem. O tempo passava e cada um deles dedicava-se ao ofício que escolhera.
Alguns anos mais tarde, finalmente os dois se encontraram na casa dos pais. O mais velho usava batina. Fora ordenado sacerdote.
O mais novo Ator formado, representava obras de atores famosos.
Nessa ocasião, os dois irmãos combinaram que um visitaria o outro quando estivesse exercendo a sua "Profissão".
Algum tempo depois, sentado no meio da plateia diante do palco onde dentro de instantes seu irmão entraria em cena, o Padre esperava.
Quando as cortinas se abriram o Padre viu um cenário bem montado, palmas vibrantes, atenção e silêncio, o som harmonioso da orquestra, tudo perfeito.
A apresentação foi um sucesso. Quando as cortinas se fecharam, todos de pé, não paravam de aplaudir.
Muitos foram ao camarim do Ator para parabenizá-lo. Comentavam trechos da peça...tiravam lições para suas vidas.
Chegou o dia em que o Ator visitaria o Padre.
Encontrou-se, então, sentado na Igreja, cercado por uma fria assembleia, num auditório não muito confortável. Olhava para o altar onde um cenário sem muita criatividade parecia não ser trocado há anos.
De repente, alguém tomou um violão e pôs-se a cantar, acompanhado de algumas pessoas que sem muito animo, ali se encontrava.
Foi então que surgiu seu irmão. Lá na frente, o "Padre" leu alguma coisa. Mas não se pode entender muito bem o que iria acontecer, nem a importância disso nos dias de hoje.
Não havia palmas. Por outro lado em nenhum momento houve silêncio completo.
No final da missa, o Padre voltou para a sacristia.
Só o irmão Ator foi cumprimentá-lo.
O Padre perguntou-lhe:
-Por que as coisas são assim? Lá no teatro as pessoas eram tão atenciosas. Aqui tudo parece ser diferente. Que acontece?
E o irmão Ator disse :
- É que lá representamos mentiras, e as pessoas aceitam como verdades, e aqui vocês representam verdades e as pessoas acham que são mentiras!!
(autor desconhecido)
http://www.juraemprosaeverso.com.br/TextosDeConteudoMoralCivicoOuEducativo/OPadreeoator.htm

domingo, 26 de fevereiro de 2017

CARNAVAL: COISA DO BEM OU DO MAL

Será que o carnaval é coisa do bem ou do mal? Depende.
        Primeiro, vamos afastar a idéia de que carnaval é invenção da Igreja.
        Segundo pesquisadores, a história do carnaval é um tanto confusa, não se sabendo, ao certo, da sua origem.
        Louvo-me num dos maiores teólogos recentemente falecido, D. Estevão Bittencourt, que na revista Pergunte e Responderemos, nº  5, ano 1958, página 213[1], ao falar sobre a etimologia da palavra aponta como uma das explicações o termo do latim carne vale, isto é, “adeus carne” ou “despedida da carne”, cuja derivação “carnaval” indicaria que o consumo de carne era considerado licito pela última vez antes dos dias de jejum quaresmal. Outros usam a expressão carnem levare, isto é, “suspender ou retirar a carne”. Cita o Papa São Gregório como quem teria dado ao último domingo da Quaresma o titulo de “dominica ad carnes levandas”, daí, carneval ou carnaval e fala num terceiro grupo de origem pagã com relação ao deus Dionísio ou Baco com uma forma de cortejo chamado de currus navalis, donde a fórmula "carnavale", costume anterior a era cristã.         
        Outra fonte fala sobre membros da nobreza e os escravos que se misturavam nas ruas festejando com comida, bebida, máscara e música durante a “Saturnália” (homenagem ao deus Saturno), quando se invertia a hierarquia do poder, assumindo nos festejos o papel de rei o Rei Momo, um escravo da classe mais baixa de Roma. 
        “Com o fim do Império romano e a ascensão do cristianismo, na Idade Média, essas festividades correram o risco de acabar. A Igreja Católica quis cancelar as Saturnálias, mas sem desagradar completamente a seus fiéis. Então, no ano 325, ficou decidido que os 40 dias antes da Páscoa deveriam ser guardados apenas para orações e jejuns - intervalo de tempo que ficou conhecido como Quaresma. As festividades foram movidas para antes do início desse período e ganharam o nome de "Carnevale", que em latim significa "adeus à carne". Por isso o carnaval é uma festa móvel.” [2]
        Pois bem. O carnaval em si não é pecado. Dançar não é pecado nem proibido. Por exemplo, Maria irmã de Aarão e outras mulheres tocavam tamborins e dançavam (Ex 15,20); O salmo 86,7 diz: “Louvai-o com tímpanos e danças, louvai-o com a harpa e a flauta”; Na parábola em Mt  15,25, o filho mais velho ao voltar para casa ouviu musica e dança; “Davi e todo o Israel dançavam diante de Deus, de toda a sua alma, cantando com acompanhamento de cítara, de harpas e tamborins, de címbalos e trombetas (I Crônicas 13,8).
        Portanto o carnaval, com os foliões comportando-se com dignidade e respeito numa festa de alegria e de amizade, é coisa do bem.
        Mas, se envolvidos com drogas, orgias, bebedeiras, crimes, em trajes seminus ou sem traje algum aí é coisa do mal que poderá levar ao pecado.
        Depende, portanto, do folião fazer do carnaval uma coisa do bem ou do mal.
       



[1] http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2007/02/15/%E2%80%9Cqual-a-origem-do-carnaval-e-qual-a-atitude-da-igreja-diante-dele%E2%80%9D/

[2] www.independenciaoumorte.com.br/node/154

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

MISSA TRIDENTINA






Boa tarde Diac Narelvi Carlos Malucelli! Qual sua opinião sobre esta afirmação dessa página católica? Entre outras afirmam a missa tridentina como leal a Cristo e a liturgia de Paulo VI como não válida baseada em cultos luteranos. Obrigado desde já. DEUS ABENÇOE
SANTAS MISSAS TRIDENTINAS NO BRASIL
A Santa Missa Tridentina de São Pio V, também conhecida como Missa Tradicional ou Missa em Latim, é a Missa do Santo Sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo, do rito válido, a Missa que se manteve preservada das reformas do Concílio Vaticano II e dos abusos litúrgicos.
Os Sacerdotes que celebram a Missa Tridentina são fiéis a Nosso Senhor Jesus Cristo e as Mensagens do Céu mais fidedignas nos recomendam essa maravilhosa Santa Missa, na qual a Igreja está sendo restabelecida contra os abusos do modernismo.
Aos interessados em participar da Santa Missa Tridentina, forneço abaixo os endereços das Igrejas no Brasil:
Página Facebook da Missa Tridentina em SP: https://www.facebook.com/missatridentina.sp/

RESPOSTA.
Leonardo, boa tarde, Na paz de Cristo.
Vamos separar: a) Missa Tridentina (Concilio de Trento), o ritual comum antes do Vaticano II. A Missa em latim, com o sacerdote de frente para o altar e de costas para a assembleia, cantos gregorianos...; b) Missa com liturgia de Paulo VI, pós concilio vaticano II com o sacerdote de frente para o povo e de costas para o Santíssimo e outras inovações sem prejudicar o essencial.

Na verdade, a não ser em discussão acadêmica, a Missa continua sendo a mesma com as diferenças marcantes que conhecemos: celebrada no vernáculo da região, o celebrante de frente para a assembleia, com introdução de cantos e gestos pela assembleia.

Obviamente que tanto a Missa tridentina como a atual de Paulo VI, mantém o mesmo sentido de ação de graças, com celebração da paixão, morte e ressurreição de Jesus.

Alguns defensores da Missa Tridentina (Concilio de Trento) alegam algumas diferenças muito sutis como, v.g., antes, o sacrifício incruento acontecia no Altar, o sacerdote celebrava in persona Christi, de frente para Deus e de costas para a assembleia; depois com a Missa de Paulo VI toda a assembleia era celebrante e o sacerdote apenas presidia essa assembléia, por isso ao invés de Altar seria uma Mesa. E outras explicações doutrinárias interessantes, mas que não modificam a Santa Missa de sempre.

Portanto, o que assusta os tradicionalistas, é a maneira nova de participar da Santa Missa inclusive com a introdução de danças, outros instrumentos musicais além do órgão, palmas, pois que na verdade embora pareça em principio que danças, palmas, e outras manifestações externadas pelos fiéis não se coadunem com a paixão e morte de Jesus, tenha-se em conta que a Santa Missa não fica na paixão e morte de Jesus, mas termina com a sua ressurreição, e sua ressurreição é motivo de alegria.  Já ouvi um comentarista perguntar: “vocês aplaudiriam Jesus sofrendo e morrendo na cruz? Aqui, naturalmente que os ânimos alegres são conflitantes e incoerentes. Mas... Não esqueçamos que tudo depende do momento da Missa. 

Dizer que os sacerdotes que celebram a Missa Tridentina são fiéis a N.S.J.C, e que as mensagens do Céu são mais fidedignas do que as Missas atuais, é errado e seria o mesmo do que afirmar que os sacerdotes que celebram a Missa atual (de Paulo VI) não seriam fieis a Jesus Cristo e que as mensagens do Céu não seriam confiáveis é exagero porque o verdadeiro sentido da Missa não está desvirtuado. 

Outro ponto, dizer que a Missa de hoje não seria válida porque baseada em culto luterano, também não procede. Talvez essa comparação seja resultado de uma ideia de que havia na organização da nova maneira de celebrar, influencia protestante e que teria a presença de “seis” pastores protestantes mesmo que sem participação ativa.

De qualquer forma, a Missa Tridentina continua válida tanto quanto a de Paulo VI, com suas belezas espirituais e presenciais, livres para todos os cristãos.

Sem duvida, a Missa sempre é e será a mesma. E para quem gosta e tem saudades da Missa Tridentina (em latim), procure alguma Igreja que faz essa celebração e verás como é linda, maravilhosa e de uma espiritualidade profunda.

O assunto é muito mais amplo, por isso recomendo aos interessados maior aprofundamento.

FONTE: http://santopapabentoxvi.blogspot.com.br/2011/03/missa-tridentina-x-missa-de-paulo-vi.html

Recomendo participar da Missa Tridentina em Curitiba Igreja da Ordem
Endereço: Rua Mateus Leme, 01 - São Francisco – CURITIBA PR.
Horários de Missa: Todo terceiro e quarto domingo do mês às 10:00h
Contato: leandro.monteiro7@hotmail.com
Responsável: Padre Anderson Bonin
Dc Narelvi.

domingo, 22 de janeiro de 2017

SUICIDIO.



Boa tarde Diac Narelvi Carlos. Poderia o senhor esclarecer qual o posicionamento da igreja mediante ao suicídio? Muito abrigado! Deus o ilumine.


Caro amigo e irmão Leonardo.


Situação difícil a ser enfrentada, principalmente pelos familiares, é o suicídio que certamente provoca além da dor da perda de um ente querido, uma insegurança com relação a vida após a morte. 


Quando nascemos recebemos o dom da vida. Deus nos deu a vida e não cabe a nós tira-la. Por isso o quinto mandamento  da Lei de Deus proibir matar alguém ou a si mesmo.  Daí a responsabilidade de cada um preservar a vida humana em qualquer circunstância. 


O Catecismo da Igreja Católica diz bem: “Somos administradores e não proprietários da vida que Deus nos deu”.


Sabe-se lá o que passa pela cabeça do suicida que o leva a extrema decisão.


A posição da Igreja Católica é contra o suicídio que num primeiro plano e segundo a própria  bíblia, é pecado. 


Contudo, não se pode concluir, a priori, que o suicida é um condenado às penas do inferno, visto que o julgamento é unicamente de Deus.


A Igreja limita-se a ensinar os preceitos de Deus e o caminho para a Salvação por Jesus Cristo. No caso do suicídio ela faz uma interpretação convincente de que a salvação ou não de quem pratica esse ato extremo depende das circunstâncias momentâneas. 


Ainda a respeito o catecismo ressalva que quando o suicídio é praticado, por exemplo, para servir de exemplo aos outros, diga-se, ainda, como uma maneira de desafio ou repudio a Deus, é pecado mortal.


Entretanto, se a pessoa é levada ao suicídio por “distúrbios psíquicos graves, a angústia ou o medo grave da provação, do sofrimento ou da tortura podem diminuir a responsabilidade do suicida”.


Considere-se que o único pecado que não é perdoado é aquele cometido contra o Espírito Santo, que no caso enquadra-se na hipótese do penúltimo parágrafo. Logo, todo o pecado é perdoado pelo arrependimento e pela misericórdia de Deus.  Em sendo assim, o suicida pode alcançar o perdão e a salvação conforme ensina o CIC: Não se deve desesperar da salvação das pessoas que se mataram. Deus pode, por caminhos que só Ele conhece, dar-lhes ocasião de um arrependimento salutar. A Igreja ora pelas pessoas que atentaram contra a própria vida.”


Por isso o suicida merece sepultamento cristão e que sejam celebradas missas e orações pela sua alma. 


Lembre-se que Judas Iscariotes, um dos apóstolos, depois de trair Jesus desesperado praticou o suicídio. Alguém pode assegurar que Judas perdeu a salvação? 


Catecismo da Igreja Católica, §§ 2280-2283.2325

Deus é misericordioso. Dc Narelvi

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

FELIZ ANO NOVO CRISTÃO - 2017



A dinâmica do tempo foi delineada por Deus desde a Criação do Mundo conforme se depreende do Gênese: “Sobreveio a tarde e depois a manhã”.  “Um dia diante do Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia” (II Pd 3,8), ou “Para tudo há um tempo, para cada coisa um momento debaixo dos céus. Tempo para nascer, morrer, plantar, colher, chorar, rir, calar, falar, amar, odiar, guerrear, viver em paz, etc.” (Ec 3,1-8). 

Portanto, nossa vida aqui na terra depende de momentos.  Daí o surgimento de um calendário que o homem estabeleceu para contar os dias, meses e anos de modo a fazer com que fiquemos mais situados no tempo, de grande utilidade para as necessidades civis e religiosas.

E assim evoluiu desde os Astecas, os Maia, os Romanos passando pelo Imperador de Roma Julio Cesar com o Calendário Juliano que nós utilizamos até hoje como calendário cristão que tem como ano 1, aquele em que Cristo nasceu, além dos calendários dos não cristãos como os judeus e muçulmanos.

Ainda no Eclesiástico 3,11 vemos que todas as coisas feitas por Deus são boas a seu tempo e estão compiladas em nossos corações para a vida inteira, sem que, contudo, possamos compreendê-las de um extremo a outro devido as nossas limitações.

Significa então estimados irmãos que a historia do passado alimenta o presente e nos projeta para o futuro vivendo intensamente o dia de hoje. Somos cristãos e contemplamos o calendário cristão civil como meio de organizar nossas ações.

Logo, como religiosos cristãos, aproveitamos o tempo que nos é disponibilizado aqui na terra para uma etapa vindoura após nossa morte quando experimentaremos um tempo eterno que dependendo da nossa escolha será como declarou São Paulo, para receber a coroa dos justos no Céu; ou longe de Deus num estado de alma que conhecemos como Inferno.

Compreendemos, então, o sentido dos votos de feliz ano novo que não se reserva única e exclusivamente para os bens materiais, mas acima de tudo e especialmente, para uma vida espiritual no paraíso celeste junto de Deus e todos os santificados.

Por issso o desejar UM FELIZ ANO NOVO sem levar em conta as tendências ideológicas, religiosas, de crenças, levados somente pela solidariedade humana sem prestar atenção às raízes do tempo e da historia tem seu valor estimulante e efeitos positivos de congraçamento.

Contudo, não se pode deixar de meditar sobre o sentido mais profundo da mensagem que sai da exclusividade materialista para adentrar na intimidade espiritual com Deus e com a vida terrena cheia de PAZ.

Falamos sobre os auspícios de UM ANO NOVO CRISTÃO por que a origem está em Deus e no cristianismo. 

O CRISTÃO não pode ficar limitado aos cartões ou mensagens previamente gravadas, nem pode partir de quem não desfrute em seu coração dos princípios básicos da vida, do respeito, da moral, da fraternidade, da honestidade, e com a profundidade sobrenatural da fé demonstrada e vivida como consequência de uma religiosidade consciente e responsável. Afinal, nosso calendário é cristão, e somos cristãos. 

Por conseguinte, não tem sentido a mensagem de um feliz ano novo quando, por exemplo, bombardeiam nos horrores das guerras, pregam o fanatismo religioso criminoso matando e ferindo inocentes “em nome de Allah” e cometem barbáries contra a humanidade, nem daqueles que mesmo tendo sido um dia acolhidos como cristãos renegaram os princípios e valores do cristianismo e se encontram submersos na vida profissional do pecado praticando crimes e causando maldades aos próprios irmãos. 

Resta então, a mim e a vocês que julgamos ter consciência da nossa fé em Jesus Cristo e procuramos vive-la com sinceridade e respeito ao Sagrado, aproveitar do nosso calendário da vida e medi-lo neste final de ano para saber até onde nos revestimos das graças do Senhor colocando-as em prática para uma vida verdadeiramente fraterna. 

Com essa dimensão material, religiosa e espiritual, podemos, aí sim, desejar um FELIZ ANO NOVO CRISTÃO na certeza de que o viver bem cada coisa a seu tempo nos dará o prazer e alegria desta vida terrena, nos conduzirá para o caminho da vida plena na comunidade em que vivemos e para junto de Deus.
FELIZ ANO  NOVO!
dc Narelvi