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domingo, 11 de maio de 2014

ESPAÇO PARA PERGUNTAS

Você, CATÓLICO OU NÃO,  poderá apresentar AQUI suas perguntas sobre dúvidas religiosas e questionamentos. 
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As respostas serão apresentadas no blog ou email.
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RESSURREIÇÃO DE CRISTO



Reflexão: Páscoa da Ressurreição 2.014
Domingo, 20/04/2014

 Prezados amigos e irmãos em Jesus Cristo.

Esta nascendo hoje uma nova igreja. Religiões sempre existiram com seus fundadores que procurando interpretar o divino ditavam suas idéias. Alguns ligados a deuses ou espíritos que segundo a história habitavam as rochas, as árvores, os rios, animais, deuses gregos e deuses romanos, de quem se esperavam compensações através de oferendas, canções, danças, sacrifícios, magias, até de sacrifícios humanos e tantos outros rituais.
         Sintonizamos-nos em Abraão que em obediência a Deus deixou o politeísmo e foi fundador do judaísmo considerada a primeira religião monoteísta (adorava um único Deus, Javé, Senhor absoluto do céu e da terra, Criador de todas as coisas visíveis e invisíveis) de onde derivaram o cristianismo e o islamismo. A profecia do Messias consta do Antigo Testamento, transmitida por homens como Isaias, Moisés e Abrão. O cristianismo surgiu com Jesus Cristo revelado que foi como o Messias prometido, não aceito como tal pelo judaísmo e islamismo que ainda aguardam “o seu messias”.
“A fé cristã professa que o Deus revelado a Abraão, a Moisés e aos profetas envia à terra seu filho como messias salvador. Ele nasce numa família comum, morre, ressuscita e envia o Espírito Santo para permanecer no mundo até o fim dos tempos. Desde o início o Cristianismo organiza-se como Igreja, sob a autorizada dos apóstolos e dos seus sucessores. Os discípulos espalham-se pelas regiões do Mediterrâneo, inclusive Roma, e fundam várias comunidades”.
         De inicio Jesus poderia não ser o Messias, afinal, como reconhecê-lo como o Filho de Deus prometido?
         É uma história bíblica longa que se soma a tradição e ao magistério da Igreja. O marco final e incontestável de que Jesus é verdadeiramente o Messias esta na sua ressurreição uma vez que antes, tantas profecias já apontavam para Ele, inclusive pela participação de Maria no Plano de Deus, escolhida para gerar humanamente um Filho sob a ação do Espírito Santo, cujo nome escolhido foi JESUS.
         O Novo Testamento, então, para os cristãos, é uma conclusão do Antigo Testamento que tem toda a sua história direcionada para Jesus.
         Portanto, o NT marca exatamente a historia de Cristo, escrito que foi sob a inspiração de Deus por homens que conviveram com Jesus como os apóstolos e discípulos, e também por seguidores contemporâneos.
         Nenhum dos grandes filósofos, religiosos ou fundadores de religiões da antiguidade e da modernidade chegou à ressurreição. Nasceram, cresceram e morreram. Cristo foi o único profetizado que nasceu, cresceu, morreu e ressuscitou.
         Portanto, a Páscoa da Ressurreição tornou-se para os cristãos a maior e expressiva data da cristandade, maior até do que o próprio Natal de Jesus porque se o seu nascimento trouxe uma expectativa de fé na sua divindade, a sua ressurreição deixou a certeza de que é verdadeiramente o Messias, o próprio Deus encarnado.
         Hoje somos conduzidos à alegria do Ressuscitado, convencidos pela Tradição, pelo Magistério da Igreja e principalmente pela Bíblia. E encontramos nos textos do AT e NT provas alicerçadas na fé, principalmente nos Evangelhos, Palavra viva de Jesus, testemunhada por quem com Ele conviveu até Pentecostes e assistiu a sua ascensão, de que de fato Ele é o Messias Ressuscitado, nosso Deus e Salvador.
         Páscoa cristã, portanto, é a passagem de Jesus Cristo da morte para a vida, a Ressurreição. Para uma vida nova, convertida, deixando para trás o pecado e tudo o que desagrada a Deus. 
         O Papa Bento XVI na Vigília Pascal de sábado, assim pregou:

“A Páscoa é a festa da nova criação. Jesus ressuscitou e nunca mais morre. Arrombou a porta que dá para uma nova vida, que já não conhece doença nem morte. Assumiu o homem no próprio Deus. (…) Abriu-se uma nova dimensão para o homem. A criação tornou-se maior e mais vasta. A Páscoa é o dia De uma nova criação, mas por isso mesmo, neste dia, a Igreja começa a liturgia apresentando-nos a criação antiga, para aprendermos a compreender bem a nova.”

         São Paulo em 1 Cor 15, 14 coloca a ressurreição como o alicerce da nossa fé num Jesus Messias, Deus e Salvador: “Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé”.
         No Evangelho de Mc 16, 5-7, Maria Madalena e Maria, a mãe de Tiago, e Salomé, foram as primeiras pessoas a saber da ressurreição. Ao visitarem o túmulo o encontraram vazio e um anjo lhes disse: “Vós procurais Jesus de Nazaré, que foi crucificado? Ele ressuscitou. Não está aqui ... Ide, dizei a seus discípulos e a Pedro que ele irá à vossa frente, na Galiléia. Lá vós o vereis, como ele mesmo tinha dito”.

A Igreja também conta nos tempos de hoje com seus anjos anunciadores nas pessoas dos bispos, padres e diáconos, religiosos e religiosas, e um número enorme de fiéis leigos evangelizadores que fazendo o papel daquelas mulheres,  e convictos do Ressuscitado, cumprem a missão de correr atrás dos amigos de Jesus com o mesmo propósito de encontra-Lo, não na Galiléia mas nas Missas, principalmente as dominicais pois que ressuscitou num domingo, onde Ele já espera, no Sacrário. Afinal, “tendo você ressuscitado com Cristo, esforçai-vos por alcançar as coisas do alto, onde está Cristo, sentado à direita de Deus”. Cl 3,1-4

Feliz Páscoa
Diác. Narelvi

domingo, 4 de maio de 2014

RECONHECER JESUS NA EUCARISTIA - Evangelho.


REFLEXÃO DOMINICAL
3º Domingo da Páscoa – Ano A – 04.05.2014
1ª LEITURA: At 2,14.22-33
2ª  LEITURA: 1Pd 1,17-21
EVANGELHO: Lc 24,13-35
Prezados amigos e irmãos em Jesus Cristo.
EVANGELHO: Lc 24,13-35
             Mais uma vez domingo. Dois discípulos caminham para chegar a Emaus, perto de Jerusalém.  E conversavam. Assunto: Jesus!
            Sem perceber alguém se aproxima e integra-se à dupla. Os discípulos estavam tão incorporados ao assunto que não reconheceram Jesus que foi logo puxando prosa.
            Conversa daqui, conversa dali, Jesus fazendo-se de desentendido ouvia até que resolveu interromper chamando-lhes a atenção porque não creram em tudo o que os profetas falaram e questionou se tudo aquilo não era de fato para acontecer!  E aproveitou o resto da caminhada para resumir a história da Salvação do AT e que levava a pessoa de Jesus.
            Irmãos e irmãs, imaginem o quanto agradável era para os discípulos ouvir daquele homem a história do Nazareno. Fim da viagem. O convite era inevitável: ficai conosco, já é tarde e anoitece. Jesus aceita e chega a hora da refeição.
            Foi aí, quando Jesus tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e deu um pedaço para cada um que os discípulos despertaram para a realidade: aquele homem era Jesus que ao ser reconhecido, desapareceu. O que antes parecia aos discípulos um quebra-cabeça começou a se organizar e entenderam tudo, inclusive o porquê que seus corações “ardiam” quando ouviam Jesus.
            Trazendo a narrativa para o nosso momento, será que muitas vezes, enquanto rezamos, participamos das Santas Missas, fazemos nossas devoções, conversamos com os amigos ou em família, não ficamos falando sobre Jesus como se ele estivesse tão distante quando na verdade ele está bem ao nosso lado?
            Nas Missas quantas vezes assistimos sem participar, nos esquecendo que ali, bem no Sacrário, está Jesus?
            Não importa irmãos que sejamos parecidos com os discípulos de Emaus, mas que estejamos sempre falando e pensando em Jesus, degustando a Palavra de Deus nas homilias, mantendo em nossos corações o palpitar dos sentimentos de amor por nossos irmãos para, ao comungar, em cada comunhão eucarística, reconhecer a presença de Jesus.
Na paz de Cristo
                                                                                                                                            Dc Narelvi

RESGATADOS PELO SANGUE DE CRISTO - 2ª Leitura.



REFLEXÃO DOMINICAL

3º Domingo da Páscoa – Ano A – 04.05.2014:

1ª LEITURA: At 2,14.22-33

2ª  LEITURA: 1Pd 1,17-21

EVANGELHO: Lc 24,13-35

Prezados amigos e irmãos em Jesus Cristo.

2ª PARTE: 1Pd 1,17-21

No ato dos apóstolos que refletimos Lucas falando de Pedro. Agora é Pedro que faz sua própria carta dando seu testemunho digno de um primeiro chefe da Igreja cristã primitiva mais tarde chamada de Católica.

Sua mensagem nos conduz ao tratamento que damos para Deus. Um Deus divino ou deus ocasional. O amamos sobre todas as coisas cumprindo prioritariamente a sua vontade e seus mandamentos extensivamente à pessoa de Jesus Cristo reconhecendo-o como Deus?

Graças a Deus! Nossa Senhora! Seriam invocações sinceras ou virou ditado popular.

São Pedro quer saber, afinal, se respeitamos a Deus.

Infelizmente, Deus, Jesus, o Espírito Santo, a Igreja, a religião, estão sendo relativizadas. Parece que todos gostam de citar o nome de Deus mesmo sem compromisso com Ele, sem religiosidade alguma, muitos até ostentam crucifixos em correntes no pescoço como enfeites sem nenhum sentido religioso.

É, as vezes até parece que Deus virou enfeite!

Observem “personalidades” artísticas, políticas, cantoras,  dando seus palpites sobre espiritualidade notadamente descomprometida de uma  crença religiosa convicta atrevendo-se a fazer citações e interpretações  doutrinarias completamente equivocadas e contraditórias ascendendo uma vela para Deus e outra para o diabo por pura ignorância religiosa. Ora defendem a vida e ao mesmo tempo o aborto; a família e descambam para uma família de homem com homem e mulher com mulher, e com a força dos meios de comunicações alguns documentários e novelas  fazem parecer o que é repugnantemente imoral com algo sedutor e maravilhoso. Deus não quer isto. Deus não permite isto.

O v. 17 traduz bem  o que é respeitar Deus. Respeita Deus quem o invoca de acordo com as obras por Ele feitas e ensinadas. Respeita Deus quem em Jesus também O respeita. A obra de Jesus é uma só, não permite que cada um saia por aí interpretando o que não lhe compete e não entende, fazendo do pecado um pecado de estimação como se fosse conduta aceitável, sem risco de penalidade, agindo como verdadeiro apóstata.  

Não dá para falar do dia sem lembrar da noite, nem da riqueza sem lembrar da pobreza, nem do Jesus vivo sem lembrar que antes ele morreu. Estamos falando dos erros que muitos cometem com relação ao Sagrado para ajudar a refletir e  chegar à graça, à santidade.

Os que amam de verdade a Jesus e sua Igreja e tudo o mais que vem de Deus, vivem a felicidade e sabem que não é o ouro nem a prata ou outras coisas banais deste mundo, perecíveis ou passageiros, que nos levam a Deus, mas o precioso sangue de Cristo, cordeiro sem mancha (v. 18), Cristo que já existia antes da criação do mundo destinado pelo Pai para a conversão e salvação dos homens. É por ele que chegamos ao Céu e quando Pedro fala no precioso sangue de Cristo nos leva à Eucaristia que milagrosamente se torna Cristo vivo no altar ponto central da Casa de Deus pelas mãos consagradas dos padres.

Como disse São Pedro, a vossa fé e esperança estão em Deus, e não nas vulgaridades demoníacas.

Na paz de Cristo

Dc. Narelvi

A MORTE NÃO O DOMINOU - 1ª Leitura.



REFLEXÃO DOMINICAL

3º Domingo da Páscoa – Ano A – 04.05.2014

1ª LEITURA: At 2,14.22-33

2ª  LEITURA: 1Pd 1,17-21

EVANGELHO: Lc 24,13-35

Prezados amigos e irmãos em Jesus Cristo.

1ª PARTE: At 2,14.22-33

         Estamos na primeira leitura, num momento em que o autor Lucas fala sobre a iniciativa e liderança de Pedro que nos conforta sobre a morte, tão certa e tão muitas vezes inconformada mas que colocada sob o espírito de Cristo transforma-se em algo natural e aceitável pela confiança no que nos espera no mundo na vida depois da morte.

            Não existe uma verdade para cada pessoa uma vez que o destino é o mesmo para todos, crentes ou não, ateus ou não. A verdade é uma só e todos a experimentaremos. E o interessante de tudo é que essa verdade somente a teremos com a continuação da vida post mortem visto que, ao contrário, jamais saberíamos.

            Mas a certeza de fé, os ensinamentos de cristo, os milagres e aparições, as fontes da doutrina cristã bíblia e tradição confirmadas pelo magistério da Igreja, sabemos que a morte não é o fim.

            Pedro se dirige à multidão citando Jesus como um homem vindo de Deus que ensinou a prática do bem, operou milagres garantiu à humanidade a Salvação,  cujas proezas todos eles conheciam, e que mesmo assim permitiu que fosse morto na cruz pelos ímpios, acusando os ouvintes de tê-lo matado.

            Contudo, chama a atenção para o importante que foi a sua ressurreição.

            Irmãos e irmãs. Jesus morreu mas ressuscitou. Significa que a morte carnal não é definitiva. Não me refiro aqui a reencarnação, mas a uma única vida, a uma única morte e em seguida o julgamento: o céu ou o inferno dependendo da opção que cada um tenha feito em vida.

            Em seguida à morte, a alma se desprende para comparecer de imediato diante de Deus. A alma é imortal. E esse estado de imortalidade permite que um dia, no momento que somente Deus sabe embora a Bíblia fale no dia do Juízo Final,  acontecerá a nossa ressurreição, a ressurreição do corpo que glorificado juntar-se-á à sua alma. É o sentido do v. 27: “Porque não deixarás minha alma na região dos mortos nem permitirás que teu Santo experimente a corrupção”.

            Jesus ensinou os caminhos da vida. Seus apóstolos e sucessores legítimos em comunhão com a Igreja Católica  souberam perpetuar seus ensinamentos que hoje ainda são ensinados na catequese, leitura e estudos bíblicos, nas Missas, nos encontros de formação, pastorais e movimentos que levam ao crescimento e aperfeiçoamento da alma.

            Por isso irmãos e irmãs, não forcemos a nossa natureza fazendo de conta que a morte de um ente querido não nos abala. Entretanto, o homem de fé tem a certeza de que esse sofrimento humano supera-se pela confiança na vida eterna cuja nova vida de santidade depende de cada um competindo a nós outros ainda sobreviventes a missão de orar pela nossa conversão e conversão de nossos irmãos fazendo nossas intercessões.

            A morte não é o fim, mas limite para a vida eterna. Quem vive a experiência de Cristo não sofrerá nem será derrotado pela morte, mas alegrar-se-á pela nova vida.

Na paz de Cristo
                                                                                                                                            Dc  Narelvi  

domingo, 27 de abril de 2014

HERANÇA QUE VEM DE DEUS



REFLEXÃO DOMINICAL

Jo 20, 19-31; At 2,42-47; 1Pd 1,3-9

2º Domingo da Páscoa – 27.04.2014

3ª PARTE:  2ª Leitura, 1Pd 1,3-9

Queridos amigos e irmãos em Jesus Cristo.

            São Pedro em sua carta nos fala numa herança incorruptível que Deus reserva a todos sem exceção, mas que a recebe somente aqueles desejam ser seus herdeiros.

            Essa herança não é algo que se deteriora, que se desvaloriza, mas que é perpétua para ser usufruída no Céu embora, para os justos, já possa ser aproveitada aqui na terra.

            A salvação é um dom, um presente de Deus oferecido, mas não imposto. O homem é livre para responder SIM ou NÃO para Deus. As consequencias da resposta vocês as conhecem.

            Enquanto vivemos neste mundo, passamos por momentos felizes e tristes, atribulações, e até por crises que abalam nossa fé. Mas Pedro lembra em sua carta que esses momentos de aflições existem, e servem de provações. A questão está em ser paciente, acreditar nos desígnios de Deus que sempre proverá nossas necessidades.  Pedro ainda compara a provação como a submissão do ouro ao fogo cujo resultado demonstrará se é verdadeiro ou não.

            Jesus está ai! Dizemos, e é verdade, que Ele ressuscitou e subiu aos céus, mas nossa crença confirma que continua presente entre nós, na Eucaristia, em todos os lugares enfim, pois Ele é Deus.

            Não o vemos, mas o sentimos e nos alimentamos Dele na Santa Ceia.  Como diz São Pedro, “Sem ter visto o Senhor, vós o amais. Sem o ver ainda, nele acreditais.”

            Mas se quiser vê-lo visite o Sacrário da Igreja Católica bem perto de você, onde poderá conversar, confessar, desabafar e agradecer e pedir pelas suas necessidades.

Jesus te ama!

Dc Narelvi.

EXEMPLOS DA IGREJA PRIMITIVA



REFLEXÃO DOMINICAL
2º Domingo da Páscoa


Jo 20, 19-31; At 2,42-47; 1Pd 1,3-9
2ª PARTE:  1ª Leitura, At 2,42-47
Queridos amigos e irmãos em Jesus Cristo.
             O Atos dos Apóstolos escrito por São Lucas é um livro que retrata o trabalho missionário da Igreja Primitiva registrando a primeira caminhada da Igreja. E quantos testemunhos maravilhosos encontramos. Tão fortes que servem de sustentação da doutrina cristã católica até hoje.
            Jesus não estava mais presente a não ser espiritualmente, pois que já havia ressuscitado.  Seus discípulos, apóstolos, bispos presbíteros e diáconos davam continuidade aos ensinamentos do Mestre.
            Sentimos na leitura que apesar da pregação de profundo conteúdo doutrinário espiritual, sem menosprezar ao que chamamos de doutrina social ou direitos humanitários que eram igualmente defendidos, nem todos foram capazes de aceitar. Tanto que já de inicio na leitura bíblica vemos que “os que haviam se convertido” souberam perseverar e viver a fraternidade, a ceia eucarística e encontravam forças nas orações.
            Havia realmente uma fraternidade cristã até colocando em comum seus bens e uso do dinheiro segundo a necessidade de cada um.
            A frequencia ao Templo era diária e pelas casas partilhavam alimentos louvando a Deus. E a cada dia o Senhor aumentava o numero dos que seriam salvos.
            Irmãos e irmãs. Hoje devido as circunstâncias das distâncias, compromissos com o trabalho, estudos, e tantos outros afazeres mudaram um pouco a rotina dos primeiros cristãos, mas não a ponto de abandonar a vivência cristã.
            A lição do livro de hoje é um convite para que os católicos retomem suas consciências religiosas e sejam mais fiéis à Igreja e seus compromissos sacramentais, Missas dominicais, amor verdadeiro aos irmãos principalmente os que mais sofrem.
            Que não se busquem pretextos para modificar os princípios imutáveis da Igreja como fazem algumas pessoas que embora batizadas não aceitam as leis de Cristo e doutrina da Igreja dando um jeitinho de manipular o Evangelho e a Igreja segundo suas conveniências, criando como eu disse certa vez, uma “igrejinha particular” para fugir aos verdadeiros compromissos e viver erros religiosos como sem precisar casar, sem sacramentos, sem missa a não ser quando lhe da na telha, sem falar naqueles que tendo deixado de ser católicos fazem opção pelo evangelho da prosperidade, seguem um Deus curandeiro, milagreiro, deixando de lado a missão principal de Jesus e de seus sucessores que é preocupar com a própria salvação e de seu povo.   
            Felizmente não podemos generalizar porque graças a Cristo ressuscitado, aos méritos dos apóstolos, bispos, presbíteros e diáconos, e leigos formidáveis engajados nas diversas pastorais e ministérios que sempre estiveram à frente da Igreja dirigindo e orientando o Povo de Deus que busca a felicidade e a salvação, podemos também dizer que nesses mais de dois mil anos de catolicismo um numero expressivo de pessoas acrescentou aos que se salvam.
            Passamos por crise de fé, infidelidade religiosa, multiplicação de seitas cristãs e, admitamos, algumas falhas humanas existem, até no meio clerical, mas nada para aqueles que têm fé, que são verdadeiramente crentes em Jesus e perseveram em comunhão poderá vulnerar a Igreja de Cristo que hoje se alegra com a canonização de dois ilustres papas santos contemporâneos: São João 23 e São João Paulo 2º.
            Irmãos e irmãs, somos chamados a imitar Cristo e os cristãos primitivos hoje em nossa comunidade, afinal, a Igreja  continua a mesma.
Papas São João 23 e São Paulo 2º rogai por nós.
Dc Narelvi