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domingo, 15 de outubro de 2017

SABADO OU DOMINGO - EX 20,8-11



 PERGUNTAS E RESPOSTAS.
Um leitor anônimo lançou o desafio: Leia êxodo 20:8-11 ...e tire suas conclusões...
Diz respeito ao assunto SÁBADO OU DOMINGO SEGUNDO CID MOREIRA que está no link  abaixo:
 http://diacononarelvi.blogspot.com.br/2012/04/sabado-ou-domingo-segundo-cid-moreira.html?showComment=1508089921886#c5774175349647013278
Vamos lá!
Ex 20, 8. Lembra-te de santificar o dia de sábado. 9. Trabalharás durante seis dias, e farás toda a tua obra. 10. Mas no sétimo dia, que é um repouso em honra do Senhor, teu Deus, não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem teu servo, nem tua serva, nem teu animal, nem o estrangeiro que está dentro de teus muros. 11. Porque em seis dias o Senhor fez o céu, a terra, o mar e tudo o que contêm, e repousou no sétimo dia; e por isso. o Senhor abençoou o dia de sábado e o consagrou.”.
Amigo e irmão em Cristo.
Não apenas no Ex 20,8-11, mas em outras passagens do AT fala no sábado. Jesus guardava o sábado, sabia?
No texto exposto no assunto "SÁBADO OU DOMINGO SEGUNDO CID MOREIRA" do blog e outros que escrevi explicam bem o sentido do sábado e do domingo e como passou a ser guardado o domingo. 
O sábado que aparece no v. 8 deriva do grego shabbat, que no judaísmo significa descanso que deve ocorrer “num sétimo dia”, não necessariamente o sábado ou o domingo do nosso calendário. “Esse ´dia` após a criação não se trata de um dia literal. A princípio, por ter Deus encerrado a criação o seu descanso ou o cessar de suas obras não poderia se resumir a um mero dia de 24 horas”.
Daí que “A essência do 4º mandamento não é o dia da semana denominado “sábado”, mas que no 7º dia ocorra um “descanso”, “cessação” ou “interrupção” do trabalho. 
Concentrando então a criação do mundo nesses “seis dias”, Deus quer que se “descanse”, respeite o “sétimo dia” como SHABBAT = DESCANSO.
Portanto, santificar o dia de sábado do v. 8 não induz precisamente ao dia da semana, mas a um sétimo dia para descanso conforme esclarecem os vv. 10-11, assim como poderia cair ao invés do sábado ou domingo, noutro dia qualquer da semana nos limites do nosso calendário.
Reforçando, seis dias como se fossem sequenciais foi uma maneira do escritor do êxodo narrar que Deus criou o mundo não de uma vez só, mas gradativamente, algo de cada vez até chegar ao homem, não se podendo mesmo que se esforce, imaginar que foram a cada 24 horas. 
Para entender melhor. Pense bem!
O Êxodo foi escrito entre 1.440 a 1400 aC pouco tempo em proporção à idade da criação do mundo que aconteceu a bilhões de anos, você não acha? 
Segundo ainda a ciência, no calendário humano o homem inteligente só existe na terra há 12 mil e a Era Cristã, apenas 2.017 anos.  Compreendeu?  E a ciência não retira a autoria do Criador.
Só para continuar comparando, faz mais tempo a existência dos escritos do NT do que os escritos do AT (êxodo no caso).
Para Deus não existe tempo nem contagem de tempo. Portanto, Deus não criou o mundo exatamente em seis dias de vinte e quatro horas, para descansar domingo, embora você não seja obrigado a pensar diferentemente do texto bíblico nesta parte. 
Ora, o escritor do êxodo (Moisés), viveu aproximadamente entre os anos de 1440 a 1400 ac. Logo, não presenciou nem testemunhou o inicio do mundo. Inspirado por Deus seu objetivo foi registrar que DEUS É O CRIADOR e isto não podemos negar sendo completamente irrelevante se foi em seis, sete dias, milênios ou milhões de anos. É bom repetir que DEUS NÃO USA CALENDÁRIO.
Naquela época não existia calendário para definir que o sétimo dia seria o sábado. Da palavra grega shabbat derivou mais tarde a palavra sábado. 
Abro um parêntesis para lembrar que o primeiro calendário surgiu por volta de 2.700 aC na Mesopotâmia. Muitos, mas muitos anos mesmo depois que o mundo e os homens já haviam sido criados.
Portanto, sair do sábado para guardar o domingo é uma questão de semântica bíblica que o Cristianismo, pela valorização que Jesus deu ao sábado seguido pelos apóstolos e sucessores apostólicos, adotou. Além do mais, por que Jesus ressuscitou num domingo, DOMINGO É O DIA DO SENHOR POR EXCELÊNCIA. 
Para se chegar ao calendário oficial que adotamos que é o Gregoriano passou por estudos e diversas e profundas mudanças.  (O Calendário Gregoriano é um calendário que teve a sua origem na Europa no século XV, promulgado pelo Papa Gregório XIII 1 (1502-1585) em 24 de Fevereiro do ano 1582 em substituição ao calendário juliano, mais antigo, implantado pelo líder romano Júlio César (100 a.C.- 44 a.C.) em 46 a.C., sendo utilizado oficialmente pela maioria dos países. Mais uma das contribuições da Igreja Católica para o mundo).
 
Finalizando, conforme ensina São Paulo em sua carta aos Colossenses, 2,14-17, JESUS CRISTO É A NOVA REALIDADE EM DEUS, e aboliu não somente essa ideia maluca (desculpem!) de não comer carne de porco ou peixe sem escamas, como o ferrenho apego ao sábado (do nosso calendário). Diz São Paulo: "14. cancelando o documento escrito contra nós, cujas prescrições nos condenavam. Aboliu-o definitivamente, ao encravá-lo na cruz. 15. Espoliou os principados e potestades, e os expôs ao ridículo, triunfando deles pela cruz. 16. Ninguém, pois, vos critique por causa de comida ou bebida, ou espécies de festas ou de luas novas ou de sábados. 17. Tudo isto não é mais que sombra do que devia vir. A realidade é Cristo.”.
 
Agora sim, concluindo:
Para quem se prende ao dia do sábado (ou domingo), lembre-se que não basta guarda-los, mas a todos os mandamentos de Deus e da Igreja deixados em segundo plano por muitos, o que é pecado.
Portanto, se você, irmão, preferir continuar guardando o nosso sábado, continue, mas não acuse o nosso shabbat  dominical de errado.
Um fraternal abraço.Dc Narelvi.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

CREMAÇÃO.



Prof. Amigo e Diácono gostaria de saber sua opinião sobre cremação! O que diz a nossa Igreja sobre esse assunto?
Mirian Andrade.

Estimada ex-aluna e irmã em Cristo Mirian. Primeiramente, obrigado pela sua participação e parabéns pela pergunta. 

A cremação embora já esteja bem aceita e usada para resolver o sepultamento dos mortos continua ainda sendo rejeitada por muitos.
Iniciemos dizendo que pelo Código de Direito Canônico, no cânon 1176 § 3º, A Igreja aconselha vivamente que se conserve o piedoso costume de sepultar o cadáver dos defuntos; mesmo assim, não proíbe a cremação, a não ser que tenha sido escolhida por razões contrárias a doutrina cristã”.

E o Catecismo da Igreja Católica no paragrafo 2301 ressalva: A Igreja permite a incineração quando com ela não se questiona a fé na ressurreição do corpo”.

Sem duvida enterrar os mortos é um costume milenar além de uma questão até de saúde pública, mas principalmente por temor a Deus e piedade e respeito com o falecido. Portanto, hoje todos enterram seus mortos dentro da normalidade do grau de civilização de uma sociedade humana.  E dentre os cristãos, com maior razão, o sepultamento demonstra o respeito pelo ente mesmo porque sabemos que o corpo é Templo do Espírito Santo.

Veja para argumentar, o livro do Eclesiástico, 38.16: “Meu filho derrama lágrimas sobre um morto… sepulta o seu corpo segundo o costume, não descuide de sua sepultura.”

Portanto, todos merecem um sepultamento digno e o cristão tem direito além do enterro, a celebração das exéquias

Além do mais, esse respeito ao sepultamento também é levado pela nossa crença na ressurreição dos mortos embora saibamos que o corpo sepultado breve sofrerá os efeitos da decomposição física.  

Ademais, esse dever cristão resulta ainda da 7ª Obra de Misericórdia Corporal: Enterrar os mortos

Aqui entramos na questão da cremação.

Primeiramente sabemos que na ressurreição todos os corpos ressuscitarão, dos crentes, descrentes, ateus, não importando se foram sepultados, desapareceram em incêndio ou afogamento ou qualquer outra circunstância, nada, nada impedirá a ressurreição dos corpos (ou dos mortos).

Contudo a igreja ainda recomenda, mas não impõe que os corpos dos falecidos sejam sepultados.

Logo, a Igreja Católica não é contrária à cremação cuja opção fica a critério de eventual pedido em vida feito pelo falecido que deve ser respeitado dentro da razoabilidade, ou por decisão dos próprios familiares. A única condição é de que a cremação não se faça como meio de desafiar ou fazer pouco caso da ressurreição do corpo conforme diz o citado parag. 2.301 do CIC.  

O importante é que estejamos preparados para esse ultimo momento da nossa vida aqui na terra e para que isso nos seja favorável contamos além dos nossos próprios méritos, com orações que nos auxiliam como a Ave Maria que esta lembrada na oração seguinte:

“Senhor, sabemos que um dia chegará a hora da nossa morte, te pedimos que permaneça ao nosso lado, que não nos falte os últimos sacramentos. Recorremos a São José, pedindo uma santa morte, e a Virgem Maria para que rogue por nós, agora e na hora da nossa morte. Amém.”
Na paz de Cristo. Dc Narelvi

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

MISSA TRIDENTINA






Boa tarde Diac Narelvi Carlos Malucelli! Qual sua opinião sobre esta afirmação dessa página católica? Entre outras afirmam a missa tridentina como leal a Cristo e a liturgia de Paulo VI como não válida baseada em cultos luteranos. Obrigado desde já. DEUS ABENÇOE
SANTAS MISSAS TRIDENTINAS NO BRASIL
A Santa Missa Tridentina de São Pio V, também conhecida como Missa Tradicional ou Missa em Latim, é a Missa do Santo Sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo, do rito válido, a Missa que se manteve preservada das reformas do Concílio Vaticano II e dos abusos litúrgicos.
Os Sacerdotes que celebram a Missa Tridentina são fiéis a Nosso Senhor Jesus Cristo e as Mensagens do Céu mais fidedignas nos recomendam essa maravilhosa Santa Missa, na qual a Igreja está sendo restabelecida contra os abusos do modernismo.
Aos interessados em participar da Santa Missa Tridentina, forneço abaixo os endereços das Igrejas no Brasil:
Página Facebook da Missa Tridentina em SP: https://www.facebook.com/missatridentina.sp/

RESPOSTA.
Leonardo, boa tarde, Na paz de Cristo.
Vamos separar: a) Missa Tridentina (Concilio de Trento), o ritual comum antes do Vaticano II. A Missa em latim, com o sacerdote de frente para o altar e de costas para a assembleia, cantos gregorianos...; b) Missa com liturgia de Paulo VI, pós concilio vaticano II com o sacerdote de frente para o povo e de costas para o Santíssimo e outras inovações sem prejudicar o essencial.

Na verdade, a não ser em discussão acadêmica, a Missa continua sendo a mesma com as diferenças marcantes que conhecemos: celebrada no vernáculo da região, o celebrante de frente para a assembleia, com introdução de cantos e gestos pela assembleia.

Obviamente que tanto a Missa tridentina como a atual de Paulo VI, mantém o mesmo sentido de ação de graças, com celebração da paixão, morte e ressurreição de Jesus.

Alguns defensores da Missa Tridentina (Concilio de Trento) alegam algumas diferenças muito sutis como, v.g., antes, o sacrifício incruento acontecia no Altar, o sacerdote celebrava in persona Christi, de frente para Deus e de costas para a assembleia; depois com a Missa de Paulo VI toda a assembleia era celebrante e o sacerdote apenas presidia essa assembléia, por isso ao invés de Altar seria uma Mesa. E outras explicações doutrinárias interessantes, mas que não modificam a Santa Missa de sempre.

Portanto, o que assusta os tradicionalistas, é a maneira nova de participar da Santa Missa inclusive com a introdução de danças, outros instrumentos musicais além do órgão, palmas, pois que na verdade embora pareça em principio que danças, palmas, e outras manifestações externadas pelos fiéis não se coadunem com a paixão e morte de Jesus, tenha-se em conta que a Santa Missa não fica na paixão e morte de Jesus, mas termina com a sua ressurreição, e sua ressurreição é motivo de alegria.  Já ouvi um comentarista perguntar: “vocês aplaudiriam Jesus sofrendo e morrendo na cruz? Aqui, naturalmente que os ânimos alegres são conflitantes e incoerentes. Mas... Não esqueçamos que tudo depende do momento da Missa. 

Dizer que os sacerdotes que celebram a Missa Tridentina são fiéis a N.S.J.C, e que as mensagens do Céu são mais fidedignas do que as Missas atuais, é errado e seria o mesmo do que afirmar que os sacerdotes que celebram a Missa atual (de Paulo VI) não seriam fieis a Jesus Cristo e que as mensagens do Céu não seriam confiáveis é exagero porque o verdadeiro sentido da Missa não está desvirtuado. 

Outro ponto, dizer que a Missa de hoje não seria válida porque baseada em culto luterano, também não procede. Talvez essa comparação seja resultado de uma ideia de que havia na organização da nova maneira de celebrar, influencia protestante e que teria a presença de “seis” pastores protestantes mesmo que sem participação ativa.

De qualquer forma, a Missa Tridentina continua válida tanto quanto a de Paulo VI, com suas belezas espirituais e presenciais, livres para todos os cristãos.

Sem duvida, a Missa sempre é e será a mesma. E para quem gosta e tem saudades da Missa Tridentina (em latim), procure alguma Igreja que faz essa celebração e verás como é linda, maravilhosa e de uma espiritualidade profunda.

O assunto é muito mais amplo, por isso recomendo aos interessados maior aprofundamento.

FONTE: http://santopapabentoxvi.blogspot.com.br/2011/03/missa-tridentina-x-missa-de-paulo-vi.html

Recomendo participar da Missa Tridentina em Curitiba Igreja da Ordem
Endereço: Rua Mateus Leme, 01 - São Francisco – CURITIBA PR.
Horários de Missa: Todo terceiro e quarto domingo do mês às 10:00h
Contato: leandro.monteiro7@hotmail.com
Responsável: Padre Anderson Bonin
Dc Narelvi.

domingo, 22 de janeiro de 2017

SUICIDIO.



Boa tarde Diac Narelvi Carlos. Poderia o senhor esclarecer qual o posicionamento da igreja mediante ao suicídio? Muito abrigado! Deus o ilumine.


Caro amigo e irmão Leonardo.


Situação difícil a ser enfrentada, principalmente pelos familiares, é o suicídio que certamente provoca além da dor da perda de um ente querido, uma insegurança com relação a vida após a morte. 


Quando nascemos recebemos o dom da vida. Deus nos deu a vida e não cabe a nós tira-la. Por isso o quinto mandamento  da Lei de Deus proibir matar alguém ou a si mesmo.  Daí a responsabilidade de cada um preservar a vida humana em qualquer circunstância. 


O Catecismo da Igreja Católica diz bem: “Somos administradores e não proprietários da vida que Deus nos deu”.


Sabe-se lá o que passa pela cabeça do suicida que o leva a extrema decisão.


A posição da Igreja Católica é contra o suicídio que num primeiro plano e segundo a própria  bíblia, é pecado. 


Contudo, não se pode concluir, a priori, que o suicida é um condenado às penas do inferno, visto que o julgamento é unicamente de Deus.


A Igreja limita-se a ensinar os preceitos de Deus e o caminho para a Salvação por Jesus Cristo. No caso do suicídio ela faz uma interpretação convincente de que a salvação ou não de quem pratica esse ato extremo depende das circunstâncias momentâneas. 


Ainda a respeito o catecismo ressalva que quando o suicídio é praticado, por exemplo, para servir de exemplo aos outros, diga-se, ainda, como uma maneira de desafio ou repudio a Deus, é pecado mortal.


Entretanto, se a pessoa é levada ao suicídio por “distúrbios psíquicos graves, a angústia ou o medo grave da provação, do sofrimento ou da tortura podem diminuir a responsabilidade do suicida”.


Considere-se que o único pecado que não é perdoado é aquele cometido contra o Espírito Santo, que no caso enquadra-se na hipótese do penúltimo parágrafo. Logo, todo o pecado é perdoado pelo arrependimento e pela misericórdia de Deus.  Em sendo assim, o suicida pode alcançar o perdão e a salvação conforme ensina o CIC: Não se deve desesperar da salvação das pessoas que se mataram. Deus pode, por caminhos que só Ele conhece, dar-lhes ocasião de um arrependimento salutar. A Igreja ora pelas pessoas que atentaram contra a própria vida.”


Por isso o suicida merece sepultamento cristão e que sejam celebradas missas e orações pela sua alma. 


Lembre-se que Judas Iscariotes, um dos apóstolos, depois de trair Jesus desesperado praticou o suicídio. Alguém pode assegurar que Judas perdeu a salvação? 


Catecismo da Igreja Católica, §§ 2280-2283.2325

Deus é misericordioso. Dc Narelvi