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domingo, 20 de dezembro de 2020

NATAL DE JESUS 2020 - TEMA 2


Irmãos e irmãs, nosso tema para hoje é Natal de Jesus.

 Estamos nos aproximando do dia 25 de dezembro, data adotada pela Igreja Católica e aceita por todas as religiões cristãs para lembrar o nascimento de Jesus.  Grande festa cristã que registra o cumprimento da profecia: a vinda do tão esperado Messias.

             Resta-nos pensar sobre qual das comemorações devemos nos prender: O Natal deturpado que explora a data para fins comerciais ou meramente de lazer, ou o Natal daqueles que se alegram e agradecem pelo nascimento do Salvador, o Deus que se encarna em Jesus, o filho de Nossa Senhora.  

              O Jesus do Natal sendo Deus assumiu a natureza humana sem deixar de ser Deus: é verdadeiro Deus e verdadeiro homem. É “o mistério da união admirável da natureza divina e da natureza humana na única Pessoa do Verbo”, conforme nos ensina o Catecismo, no parágrafo 483.

 

            No Evangelho narrado por João 1, 1-5; 8-10;14 encontramos a revelação de que Jesus é Deus, que Deus e Jesus é um só:

  1No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus.2Ele estava no princípio junto de Deus.3Tudo foi feito por ele, e sem ele nada foi feito.4Nele havia a vida, e a vida era a luz dos homens.5A luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam. 8Não era ele a luz, mas veio para dar testemunho da luz.9[O Verbo] era a verdadeira luz que, vindo ao mundo, ilumina todo homem.10Estava no mundo e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o reconheceu. 14E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória, a glória que o Filho único recebe do seu Pai, cheio de graça e de verdade.

                         Verbo ou Palavra aqui não se confunde com o substantivo que empregamos normalmente, mas entendido como DEUS. É expressão ou manifestação de Deus. Quando João fala “no princípio era a palavra...” referia-se a Deus e que Jesus estava Ele e se fez carne e habitou entre nós.  

             Se no v. 18 diz que “A Deus, ninguém jamais viu. Mas o Unigênito de Deus, que está na intimidade do Pai, ele no-lo deu a conhecer” podemos então em Jesus enxergar o Deus Pai. 

 Esta é a grande razão pela qual nós festejamos o dia do nascimento de Jesus e devemos fazer dessa data um momento de alegria materialmente falando com ceia em família, saudações aos amigos, e até distribuição de presentes. Contudo, em primeiro lugar deve ficar o lado espiritual, religioso, que é o mais importante porque foi através de Jesus que conseguimos nos libertar da escravidão do pecado e as portas do céu se abriram.

 Jesus então não é uma entidade fora do contexto da divindade. Jesus como homem nasceu há mais de dois mil anos, ao que chamamos de encarnação (não confundir com reencarnação), sendo Ele o mesmo Deus da Criação do Universo que se deu a conhecer de forma visível na pessoa de Jesus.

 A grandiosidade do momento natalício não pode ficar somente na lembrança. Precisamos aproveitar da oportunidade para uma revisão de vida. O que tenho feito para melhorar ou agradecer? Estarei sendo um cristão católico atuante, consciente, leal? O que pretendo investir na minha espiritualidade e religiosidade a partir deste Natal?

 Jesus nasceu para todos mas o Natal só tem sentido para quem aceita Jesus como Deus e Salvador. A ternura do Natal está intimamente ligada ao amor de Deus por toda a humanidade e pela presença feminina de MARIA no Plano da Salvação. Daí porque a espiritualidade do Natal contagia o mundo todo.

 Neste ano as festividades externas com certeza serão ofuscadas devido a pandemia da COVID, mas o lado bom está no direcionamento dos homens para o que é mais importante: para a reunião familiar e intensamente religiosa conforme a data requer, sem deixar a Santa Missa seguindo as orientações e cuidados contra a pandemia, apresentados pela Igreja.

 Menino Jesus, eu confio em vós.

Feliz Natal com JESUS e o SIM DE MARIA.