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domingo, 25 de novembro de 2012

BREVE INFORMAÇÃO SOBRE O ROTARY CLUB DE MORRETES

http://www.nossolitoraldoparana.com.br/imagens/thumb.php?imagem=../imagens/comunidade/phpnlLkmC_991699234.jpeg&width=600&height=400 
ROTARY INTERNACIONAL:

“Paul Harris, depois de peregrinar por vários lugares, se fixa em Chicago como advogado. Aluga um pequeno conjunto de escritórios, equipa-os, escolhe um deles e subaluga os demais.
Conhece vários empresários e pensa que seria interessante reuni-los em um ambiente informal de amizade e companheirismo, com a vantagem de cada um representar um ramo da atividade.
Assim em 23 de fevereiro de 1905, reuniu cinco companheiros que se encontravam regularmente com a finalidade de troca de informações e companheirismo e procura de novos nomes para o clube.
Paul sugeriu que se desse uma denominação para o novo clube. Chegou-se a conclusão que deveria se dar o nome de ROTARY, já quem as reuniões se dava em esquema rotativo. Estava criada a célula de Rotary Club. Acreditamos que Paul jamais pensou que aquela célula sofresse um processo de cissiparidade e se transformasse nesse organismo gigante que é hoje o ROTARY INTERNACIONAL.
Inicialmente a finalidade era para desenvolver o companheirismo, mas a idéia evoluiu e o Rotary passou a ser um clube de serviço social em prol da comunidade, pois achavam os fundadores que não poderiam ser egoístas e pensarem apenas em si mesmo, surgindo daí o lema maior de Rotary: “DAR DE SÍ ANTES DE PENSAR EM SÍ”.
Em 1923 chegou ao Brasil na cidade do Rio de Janeiro e expandiu-se pelos estados e municípios.

O ROTARY CLUB DE MORRETES-PARANÁ

FUNDADORES: Em novembro de 1972, os senhores Ivan Campos Bortoleto, Rogério Bacellar,Luiz Dílson Pinto, Gaelzer Pereira Gomes, Foed Saliba Smaka, José Daher, Aramiys Zanardi, Eric Jouber Hunzicker, João Pinto Veloso, Alaor Silvério, Josemar B. Silvério, João Batista Freitas, Honilson Madaloso, Sidney Antunes de Oliveira, Basilio C. Y. Bufara, José J. Paraná Fagundes, Moacyr França, Vitório Robassa, Ari Zanusso, Antenor V. Zambon, Narelvi Carlos Malucelli, José Ramos May, Lauro Consentino e João Jazar, se reuniram e fundaram nesta cidade de Morretes o ROTARY CLUB DE MORRETES que assim como os demais tem como Objetivo:
“Estimular e fomentar o Ideal de Servir como base de todo empreendimento digno, promovendo e apoiando:
Primeiro. O desenvolvimento do companheirismo como elemento capaz de proporcionar oportunidade de servir;
Segundo. O reconhecimento do mérito de toda a ocupação útil e a difusão das normas de ética profissional;
Terceiro. A melhoria da comunidade pela conduta exemplar de cada um na sua vida pública e privada;
Quarto. A aproximação dos profissionais de todo o mundo, visando a consolidação das boas relações, da cooperação e da paz entre as nações.
Nestes 38 anos de existência nosso Rotary tem desenvolvido ações eficazes em prol de nosso Município.
Acreditamos que já teria valido a pena a fundação de nosso Rotary com a participação nas Campanhas de Vacinação contra a Poliomielite, campanhas estas que foi mundialmente iniciada pelo Rotary Internacional e que praticamente erradicou a doença a nível mundial. A seguir mais algumas realizações sociais realizadas pelo Rotary Club de Morretes:
Construção de três salas de aula no complexo do Colégio Estadual Rocha Pombo; campanha para aquisição de uma ambulância para a Secretaria de Saúde do Município, envolvendo toda a comunidade; ”Projeto Sabiá”, em parceria com os demais Rotaris do Distrito 4730 e Prefeitura Municipal de Morretes, quando foram distribuídas mudas de juçara e espalhadas sementes na mata atlântica(realizada por três vezes); bolsa escola pra alunos carentes da rede de ensino da Prefeitura Municipal; enxovais para o Hospital e maternidade de Morretes, trabalho efetivado pela Associação de Senhoras de Rotarianos; Várias campanhas natalinas e distribuição anual de cobertores para população carente; aquisição de uma máquina de raios X para o Hospital, etc., etc., etc.” (fonte email)
 

domingo, 1 de julho de 2012

FOTOS DE MORRETES ANOS DE 1930 e 2012 - RIO NHUNDIAQUARA

RIO NHUNDIAQUARA - MORRETES - PARANÁ - BRASIL
ANO DE 1930

 O MESMO RIO, HOJE - 2012

NÃO É UMA BÊNÇÃO TER NASCIDO E RESIDIR ATÉ HOJE, NO MESMO LUGAR, BEM À MARGEM DO NHUNDIAQUARA, ALI BEM PERTINHO DA IGREJA, CONTEMPLANDO O TEMPLO DA NATUREZA E A CASA DE DEUS?

ESTA É A MINHA ENCANTADORA MORRETES!

Diac. Narelvi

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Pe. SAVINIANO - APRESENTAÇÃO


Pe. Saviniano Gonçalves Ferreira
 *   20.08.1988 
+   29.05.1948

         Contava eu com seis anos de idade, criança portanto, e lembro de uma correria na minha rua. Meu pai Narcizo, agitado, caminhando rapidamente para a “casa do padre”, nosso vizinho, falou: “morreu o Pe. Saviniano!”.
         O Pe. Saviniano era um padre extraordinário em todos os sentidos. Um padre pai, amigo, compadre de muitos, que vivia os votos de pobreza como pobre de verdade, com tantas outras virtudes conforme contavam as pessoas mais velhas.           
       Devido a minha idade infantil na época,  não lembro da sua fisionomia mas recordo dele como a figura de um vulto de alguém de batina, e também da existência no seu quintal de galinhas galizé.
         Foi ele quem me batizou na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Porto no dia 02/02/1942, na minha cidade de Morretes Pr.
         Pois bem! Depois de muitos anos, manuseando alguns livros tombo da paróquia, encontrei uma pérola da história paroquial: narrativas sobre o falecimento do Pe. Saviniano que copiei e recentemente o meu primo Eric reproduziu.
Com certeza a maioria ou talvez até todos os meus leitores não chegaram a conhecer a pessoa exemplar deste padre. Mas se tiverem paciência de ler os documentos que apresento, principalmente a ata e o discurso, sentirão pela riqueza de detalhes escritos respectivamente pelo Pe.  Camargo (Pe. João Raimundo Camargo Penteado de Faria que assumiu em seguida a direção da paróquia na condição de Vigário) e Aguilar Morais, a sensação de já conhecê-lo.
Diác. Narelvi

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

CÓPIA DO REGISTRO EM ATA DO FALECIMENTO DO PADRE SAVINIANO


Livro Tombo número 5, folhas 92 verso a 97.
“FALECIMENTO DO VIGÁRIO REVERENDÍSSIMO
PADRE SAVINIANO GONÇALVES FERREIRA.”

Começo o lançamento dessas notas nesta página oitenta e seis, verso, donde passarei à página noventa e três por faltarem as páginas que medeiam. No dia vinte e nove do mês de maio de mil novecentos e quarenta e oito de Nosso Senhor Jesus Cristo, vim de Paranaguá, a convite dos Reverendos Padres Redentoristas, por não estarem bem familiarizados com a língua portuguesa, e para atender ao chamado por telefone de Morretes a fim de prestar espirituais auxílios ao Vigário acometido de mal súbito. Viajando no automóvel da Congregação dos Redentoristas, saímos de Paranaguá às dez horas da manhã e chegamos a Morretes às onze horas da manhã, o Reverendo Padre Guilherme Connors da Congregação dos Redentoristas, o Sr. Eleuter Rodrigues Viana, candidato à mesma Congregação e eu. Encontramos então o Reverendíssimo Vigário em estado de coma, vítima de um derrame cerebral ocorrido naquela noite. Morando sozinho, o Reverendíssimo Vigário fora encontrado naquele estado pelas autoridades locais, a chamado do Sr. Fábio de Souza que tomou essas providências, visto que o Vigário tardava em vir à Matriz, e se encontrava a casa Paroquial fechada, e não atendia a chamados e batidas. Apesar dos socorros médicos imediatos do Doutor Pedro Alves Baraúna, o Vigário não cobrou os sentidos. Ao Reverendíssimo Vigário desacordado prestou o Padre Guilherme os socorros espirituais, administrou a Extrema Unção. Duas horas depois chega Sua Excelência Reverendíssima o Senhor Arcebispo Metropolitano Dom Ático Eusébio da Rocha, acompanhado do Secretário do Arcebispado Reverendíssimo Padre Bernardo Krosinski. Sua Excelência Reverendíssima, com voz forte, pois o sentido de ouvir é o último que se perde, fez paternais recomendações espirituais ao Reverendíssimo Vigário que continuava desacordado, deu-lhe a bênção papal e deu-lhe a beijar a imagem de Nosso Senhor Jesus Cristo crucificado, com indulgência plenária. Como era dia de sábado, os sacerdotes deviam voltar a seus trabalhos e Sua Excelência Reverendíssima tinha visita Pastoral marcada para o dia seguinte, e verificando-se que eu não tinha compromisso marcado nem colocação eclesiástica no momento, então Sua Excelência Reverendíssima mandou o Padre Secretário passar-me provisão de Vigário substituto, nesta data. Assim, nesta tarde, voltou Sua Excelência Reverendíssima com o Sr. Padre Secretário para Curitiba e o Sr. Padre Coadjutor para Paranaguá, e fiquei eu atendendo o Padre Vigário enfermo. Apesar da dedicação de outro médico, Dr. Abdon Nascimento, afilhado de batismo do Vigário, continuou o Revmo. Padre Saviniano em estado de coma até às dezenove e meia horas do mesmo dia vinte e nove de maio quando entrou em agonia: rezei então as orações litúrgicas da agonia e, ao finalizar, o Revmo. Padre Saviniano entregou sua alma ao Criador, termo de uma vida modelar e apostólica de trinta e quatro anos de paroquiato em Morretes. Soube-se pelos paroquianos que enchiam a casa paroquial e pela sobrinha do falecido, Sra. Eulita Ferreira Zanotto que era vontade do extinto ser sepultado em Araucária, sua terra natal, neste Estado do Paraná. Porém, Sua Excelência Reverendíssima, aliás, intérprete da vontade dos paroquianos, determinou que o Vigário fosse sepultado no Cemitério de Morretes, onde empregou os seus melhores esforços de toda sua vida sacerdotal, e assim se fez a vontade geral.
Morretes, 29 de maio de 1.948.
     (a)                 Pe. João Raimundo Camargo Penteado de Faria, -  Vigário Substituto”.

domingo, 11 de dezembro de 2011

DISCURSO DE AGUILAR MORAIS - Edição Pe. Saviniano

DISCURSO DO INTELECTUAL MORRETENSE, AGUILAR MORAIS,
À BEIRA DO TÚMULO DO PRANTEADO VIGÁRIO:

As palavras que vou ler foram por mim pronunciadas há mais de quatro anos, por ocasião de uma homenagem lítero-musical prestada, na Rádio Club Paranaense, ao Padre Saviniano, na qual tomaram também parte o poeta conterrâneo Sr. Dr. José Gelbeke, o ilustre musicólogo Benedito Nicolau dos Santos, o nosso querido Rodrigo de Freitas e outras pessoas:
“Minhas palavras não deverão ser apreciadas em sentido diverso daquele que eu lhes desejo emprestar. Têm elas apenas o cunho de um depoimento pessoal, o valor restrito de um testamento. O Padre Saviniano Gonçalves Ferreira, Vigário de Morretes há cerca de trinta anos, é um sacerdote paranaense, nascido em Araucária, e ligado, por laços de parentesco, a distintas famílias do nosso Estado. Se não me engano, iniciou e completou os seus estudos em Curitiba, onde se ordenou. Nada de misterioso, que aguce a curiosidade, há em sua vida limpa, que decorre como a de qualquer cidadão, desses que conhecemos desde a infância e de que seguimos todos os passos. De estatura acima da mediana, forte e risonho, amável, sabe ser de uma simplicidade e de uma modéstia incomuns, dando-nos a idéia de um São Cristóvão, que tivesse conseguido o milagre de concentrar no espírito todo o seu vigor físico, transformando-o em essência de bondade, de altruísmo, de caridade. Também do carvão de pedra, da hulha negra, que é calor, força, energia, se extraem perfumes, que geram sonhos e visões irreais. O vigário Saviniano já foi comparado a uma árvore robusta, cujo cerne não se presta a alimentar fornalhas, mas que fornece calor aos fogões dos pobrezinhos; árvore, que sempre pejada de flores e frutos, está plantada à porta das choças dos pequenos, dos que sofrem, para lhes dar a sua sombra, os seus parmos, a música das suas francas; árvore que alimenta o corpo e, como as lendas, fala aos homens uma linguagem cheia de ensinamentos, doces conselhos, de vida evangélica e simples. Infenso às pompas e postos, contrário a tudo quanto não seja natural, sábio e justo, foge o Padre Ferreira do convívio dos grandes e poderosos, para se acercar dos humildes, minorar-lhes os sofrimentos e ministrar-lhes, com a palavra meiga e sobretudo com o exemplo, as regras de viver piedosamente, no reino da ventura, que se alcança quando se chega à compreensão de que tudo no mundo é passageiro e que os homens são todos irmãos. Contudo, o Vigário Morretense não parece ser do seu século, se visto de um certo ângulo, que lhe enquadra a figura e lhe põe à mostra a alma apostolar, carregada de amor sem limites ao próximo, impregnada de piedade fraternal pelos seus semelhantes. Nesta época de transição e de angústia, em que mais feroz de nos mostra o egoísmo, avassalando a maioria das almas e das consciências e nelas destilando os seus venenos, o Padre Ferreira se assemelha a um elo de ouro solitário, desligado pelo tempo daquela corrente de amor, forjada por Jesus Cristo, e cujo segundo elo foi São Francisco de Assis, aparecendo agora, isolado, sem destino, perdido entre a montanha e o mar, no vale do Nhundiaquara...
O Vigário de minha terra tem da caridade uma noção de que as gerações contemporâneas rirão abertamente, julgando-a absurda, contrária às leis sociológicas, às diretrizes que se traçaram às nações e os homens desde há séculos. Ele não compreende a caridade que dá o que sobra, o que não faz falta, o que há em excesso; nem essa caridade que atira aos desvalidos a esmola com ostentação, que torna pública a dádiva, que transforma em moeda corrente e suja para edificação dos parvos, um ato puro que, se praticado às ocultas, sem alardes e sem ostentação, eleva e purifica a alma, ilumina a consciência e aproxima mais o homem de Deus, o Padre Ferreira pratica a caridade à sua maneira, como a pregava Jesus: reparte com o pobrezinho seu único pão, dá-lhe o agasalho que possui e fica, tiritando, ao frio. Nada lhe pertence, nada, quando seu irmão desventurado sofre necessidades.
Suas mãos estão sempre vazias, porque só tomam as cousas para as dar aos outros. Vazias, pensa ele, estão mais livres para abrir. O sacerdote que vive em Morretes veste-se pobremente, alimenta-se com frugalidade, não possui um vintém de seu. E oculta os benefícios que faz, nega-os risonhamente quando interpelado (graças atribuídas a Santa Filomena, de sua especial devoção, nota colhida do povo).
Quando sua batina desbota e começa a puir-se, são seus amigos, as senhoras, que o respeitam e veneram, quem primeiro se apercebe do mau estado das vestes sacerdotais. Cotizam-se, então, e oferecem-lhe uma batina nova. O Padre acha que não deve aceitar, reluta, deseja convencer seus amigos de que seu vestuário ainda serve, mas, afinal, como bom cristão, a recebe e aceita, sentindo-se, talvez mais próximo do Senhor por despojar-se do orgulho humano, por sentir-se menor do que os outros, por estender as mãos, no gesto humilde de receber. Este padre não é um asceta (anacoreta?), um fanático, nem mesmo um ser à parte, na vida da cidade em que reside. É um homem simples, chão acessível.
Dominando a língua latina, expressando-se em excelente linguagem, bastante culto e inteligente, quando prega parece estar conversando com o povo: nenhuma ênfase, nenhum tropo retórico, poucas parábolas, nenhum lance dramático. Conta às vidas dos Santos, narra os seus atos de heroísmo e de amor ao próximo e a sua crença, os seus martírios, a sua fé ardente, mas tudo de tal jeito, com os olhos tão baixos, com a expressão tão desnudada, que parece envergonhado.
Tem-se a impressão de que todas as grandezas, mesmo os sublimes sacrifícios dos mártires o deslocam, o ofuscam, o arrancam do seu natural, de sua santa simplicidade. Ponho o ponto final no meu depoimento, mas devo rematá-lo dizendo que o Padre Saviniano Gonçalves Ferreira, vigário de Morretes, é um santo do nosso tempo.”
Isto, dizia eu há quase um lustro. Repito-o, desolado, nesta hora triste em que o nosso grande amigo é chamado para o Reino de Deus, a cujo lado há um lugar para ele. Adeus, Padre Saviniano. Aqui fica, sangrando de dor, o coração deste povo que tanto te quis e que tanto amaste, protegeste e serviste, como sacerdote, como guia, como pai amantíssimo. Teu reino, padre, não era deste mundo. Passaste pela terra como uma estrela cadente, para lançar nas almas que te compreenderam e hauriram os teus ensinamentos, uma sementeira de luz, em que as flores divinas do amor, da preza, da bondade, do altruísmo e das mais belas virtudes cristãs desabrocharão à mil, como uma prova dos cuidados e da dedicação sem par do jardineiro que as semeou e as regou com suas lágrimas, dia a dia, minuto a minuto, dando-lhes às vezes o calor gerado pelos seus próprios sofrimentos físicos. No teu tugúrio, na tua humildade franciscana, durante trinta e cinco anos, cumpriste a missão sagrada que Deus te confiou: fazer o bem, purificar as almas, sofrer pelos outros. Cumpriste a tua dura e piedosa missão e voltaste para o Céu de onde vieste, de onde vieste, sim, porque seres corno tu só tem de humano o arcabouço material; a alma é luz celeste, que não morre, que não se extingue, que não se apaga.
Adeus, Padre Saviniano.
No coração morretense viverás como um santo que eras, num altar, perpetuamente incensado pela nossa imorredoura gratidão e pela nossa eterna saudade.
E agora eu peço a todos que, de joelhos, ergam suas preces a Deus pelo santo que foi o nosso irmão pobrezinho e cujo corpo se confunde com a terra-mãe, enquanto se evola para o Céu.”

sábado, 10 de dezembro de 2011

AGRADECIMENTO - JORNAIS "O DIA"! e "GAZETA DO POVO" - Edição Pe. Saviniano

“AGRAEDECIMENTO DE PARENTES -  A IMPRENSA DE
CURITIBA PUBLICOU NOS JORNAIS “O DIA” E “GAZETA DO POVO”

“Agradecimento.
Isabel Gonçalves Ferreira Balão e Eulita Ferreira Zanotto, profundamente abaladas pelo falecimento de seu pranteado sobrinho e tio Padre Saviniano Gonçalves Ferreira, vigário em Morretes, por intermédio deste jornal, deixam consignada sua gratidão imorredoura ao povo cristão desta citada, notadamente ao Sr. Adalberto Villa Nova, bem assim a Sua Excelência Reverendíssima Dom Ático Eusébio da Rocha e aos Drs. Abdon Pacheco do Nascimento e Pedro Baraúna, que, num verdadeiro ato de fé cristã, prestaram sua devotada assistência em todos os transes deste infausto acontecimento”.

COMUNICAÇÃO E CONVITE PARA O FUNERAL - Edição Pe.Saviniano


“COMUNICAÇÃO E CONVITE. CÚRIA METROPOLITANA.
REVMO. PE. SAVINIANO GONÇALVES FERREIRA

Com lágrimas no coração e grande pesar, levamos ao conhecimento do Reverendo Clero e fiéis do Arcebispado que, a 29 de maio próximo passado, foi Deus servido chamar para a sua glória, onde receberá o prêmio de incansáveis trabalhos sacerdotais, o Revmo. Padre Saviniano Gonçalves Ferreira. Nasceu o Padre Saviniano em Araucária, aos 20 de agosto de 1888. Filho de João Chaves Marfins e de Gertrudes Gonçalves Ferreira. Tendo concluído o curso filosófico e teológico, recebeu Ordenação Sacerdotal das mãos do saudoso Dom João Francisco Braga, na Capela do Seminário São José, a 2 de fevereiro de 1.914. Em 12 de maio do mesmo ano, foi nomeado Vigário Cooperador das Paróquias de Antonina e Morretes, com residência nesta, onde passou toda sua vida sacerdotal. Jamais abandonou seu posto de luta, jamais vacilou perante o cumprimento do dever.
Desapegado inteiramente dos bens fugazes deste mundo, piedoso e exemplar, vivendo só para Deus e para as almas, desde há muito o Pe. Saviniano tornou-se querido de seus bons paroquianos e estimado dos seus companheiros de ministério sacerdotal. Vítima de repentina enfermidade, seu coração tombou sem vida, depois de confortado com os Santos Sacramentos e a assistência paternal de Sua Excelência Reverendíssima o Senhor Arcebispo Metropolitano. Solenemente encomendado com os ritos fúnebres da Santa igreja, o seu corpo foi cortejado por uma grande multidão de fiéis e amigos até o Cemitério Municipal de Morretes, onde agora descansa entre os seus amados paroquianos. Sua alma bem merece a profunda e grata lembrança de nossas fervorosas preces e orações que, recomendamos, sejam feitas pelo seu descanso eterno. Sua Excelência Reverendíssima o Senhor Arcebispo Metropolitano celebrará Missa de 7° dia, no próximo sábado, dia 5, às 7,30 horas, no Altar Mor da Catedral Metropolitana, para a qual convidamos os parentes enlutados, o Reverendo Clero e fiéis.            
Curitiba, 2 de junho de 1.948.
      (a)  Monsenhor Lamartine Correia de Miranda - Vigário Geral”.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

CONVITE - MISSA DE 7º DIA - Edição Pe. Saviniano


“Morretes. Convite para Missa de 7° dia.
A Irmandade de Nossa Senhora do Porto, a Irmandade de São Benedito, o Apostolado do Sagrado Coração, as Filhas de Maria, os Congregados Marianos, e a Prefeitura Municipal, convidam o povo de Morretes para a Missa de 7° dia em sufrágio à alma do inesquecível pastor das almas morretenses, o que fez o bem, sofreu pelos outros e cumpriu na terra sua piedosa missão, Padre Saviniano Gonçalves Ferreira, Missa essa que mandam rezar no próximo sábado, dia 5, às 8 horas, na Igreja Matriz, sendo oficiante o Reverendíssimo Padre Camargo.
Por mais este ato de fé, antecipadamente agradecem”.

domingo, 24 de abril de 2011

FESTA FEIRA EM MORRETES PR.

XXVIII FESTA FEIRA
São 28 anos de Festa Feira
Quem já conhece Morretes e visitou as anteriores, 
com certeza voltará.
Quem ainda não conhece ou não visitou as Festas Feiras anteriores, esta é a oportunidade.
Linda e aconchegante cidade. Próxima de Curitiba e no litoral do Paraná.


domingo, 13 de março de 2011

CONFRATERNIZAÇÃO DA FAMILIA DOMINGOS MALUCELLI - 2º ENCONTRO REALIZADO EM 28/OUTUBRO/2008

Reportagem do jornal MORRETES NOTICIA
      
      A tradicional família morretense de DOMINGOS  MALUCELLI e CÂNDIDA MEDUNA MALUCELLI promoveu o 2º encontro de confraternização no dia 25 de outubro p.p. reunindo aproximadamente 130 familiares descendentes.
         Domingos Malucelli nasceu em Dueville, na Itália e criança veio ao Brasil com seus pais e irmãos passando a morar em Morretes e aqui casou com a também italiana Cândida Meduna, no dia 16 de abril de 1899.
         A sua descendência é numerosa sendo seus filhos Domingas (Meneguina) casada com Antonio Ferreira, Ângela (Angelita) casada com Dr. José Cherobim (seu Juca),  Amália casada com Roberto Brustolin, Batista, Olindo casado com Eutália e em segundas núpcias com Maria Tereza (Kita), Leonel casado com Ana, Vicente casado com Palmira, Narcizo casado com Helvidia, Letizia (Lite) casada com Léo Hunzicker e Mathilde (Nene) casada com Aldo Morais, todos já falecidos e que iniciaram suas vidas em Morretes como operários e depois no comércio, indústria e lavoura, e que também, por sua vez, deixaram uma conceituada e valorosa descendência que continua honrando a família nos diversos segmentos sociais, religiosos, políticos,  artísticos, e profissionais liberais que se destacam em múltiplas áreas de trabalho,  espalhados hoje por outros municípios do nosso Estado sem jamais perder o vínculo com Morretes onde gozam de excelente conceito junto à comunidade, e onde ainda residem familiares de Olindo, Vicente, Letizia, Meneguina, Angelita e Narcizo.
         A reunião familiar aconteceu em restaurante do Porto de Cima e precedeu de um íntimo Culto Católico celebrado no próprio local pelo diácono Dr. Narelvi, neto de Domingos e Cândida e  filho de Narcizo e Helvidia, tendo falado em nome de todos o neto Dr. Aluizio Cherobim filho de Angelita e Juca que soube expor as qualidades da família e como brinde de recordação cada um levou uma miniatura de garrafa da cachaça Malucelli fabricada pelo Wilson Malucelli, filho de Olindo, sucessor na fabricação da aguardente. 
Segundo os participantes, o encontro foi um sucesso e pretendem manter anualmente essa confraternização numa demonstração de muito carinho e amizade que existe entre todos os familiares.
         Parabéns à família Malucelli.
Jornal Morretes Noticia - edição de novembro de 2008

Diac. Narelvi (neto) celebrante do culto
Aluizio (neto) falando em nome da familia