Evangelização

Artigos

Perguntas e Respostas

Comentário sobre os temas nas respectivas postagens

Para outros comentários e sugestões clicar o link COMENTÁRIOS DIVERSOS

domingo, 14 de abril de 2013

TESTEMUNHAR JESUS



Reflexão dominical – 14.05.2013
3º Domingo da Páscoa – Ano C
At 5,27b-32.40b-41; AP 5,11-14
 Amigos e irmãos em Jesus Cristo.

         Gostaria de desafiá-lo a responder: Você realmente considera-se testemunha de Jesus?
         Pois bem!
         Uns responderão SIM  porque participo das Missas. Outros dirão SIM porque rezo em casa. Outros dirão SIM porque leio a bíblia, e assim por diante.
         Mas, e daí?
         Você fala sobre religião com sua família e seus amigos? Defende a sua crença contra os que atacam a Igreja Católica? Quando você é acusado de idólatra ou adorador de imagens porque na Igreja ou em sua casa existem imagens de santos, como reage? E quando falam mal da mãe de Jesus, você permite? Ou você é daqueles que falam que “Religião não se discute!” e se cala?
Depois da morte de Jesus os Apóstolos foram presos e diante do sumo sacerdote do Sinédrio foram chamados à atenção porque continuaram a ensinar em nome de Jesus mesmo que proibidos.
Pedro (citado em primeiro lugar) e os outros apóstolos defenderam-se afirmando que era preferível antes obedecer a Deus do que aos homens posicionando-se como testemunhas junto com o Espírito Santo. O preço foram os açoites. Mas quando terminou a cessão de tortura mais fortalecidos ainda saíram, e felizes pelas injurias.
Irmãos, defender Cristo, defender nossa Igreja e seus membros, mesmo que isto nos custe humilhações e sofrimentos, deve nos fazer sentir honrados pelas injurias porque em assim procedendo estaremos demonstrando um gesto de fé e de coragem. “Todo aquele que der testemunho de Mim diante dos homens, também Eu darei testemunho dele diante do meu Pai que está no Céu.” MT 10, 31-32.

  Jesus continua conosco. Na Eucaristia podemos vê-Lo e senti-Lo bem perto de nós. A sua presença Eucarística foi revelada de diversos modos na Bíblia, e hoje João fala sobre um dos sinais desse Sacramento.
Já reconhecendo Pedro como seu líder, os discípulos saíram para pescar. Nada de peixe! Mas um homem os estimula  a tentar novamente e a pescaria foi farta. Então Jesus foi reconhecido e o próprio Jesus prepara alguns peixes e os convida para a refeição e serve aos discípulos distribuindo peixe e pão.
Irmãos, o peixe e o pão distribuídos por Jesus para saciar a forme física, lembrava a Eucaristia, que no Pão e no Vinho consagrados, também Jesus se oferece como alimento para as nossas almas.
Foi uma reunião celebrativa.  Naquele momento Jesus preparava o núcleo humano da Igreja escolhendo o discípulo já líder nato para chefe, não sem antes interrogar: Simão, filho de João, tu me amas mais do que estes?”  “Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo', respondeu Pedro. Então, Jesus o encarrega de cuidar de seu rebanho: “Apascenta os meus cordeiros”.
Três vezes Jesus pergunta, e três vezes Pedro reafirma o seu amor por Jesus até que na terceira vez parece que ficou angustiado e triste e quase exaltando-se, em vós firme  chancela o seu amor por Cristo:   “Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo”. Jesus confirma a nomeação: “Apascenta as minhas ovelhas”, e conclui: SEGUE-ME.
Como se vê meus irmãos, os discípulos sofreram perseguições, martírios e mortes porque amavam e testemunhavam Jesus. Estava nascendo a Igreja Católica sob o comando de Jesus e representada por Pedro. Mais de dois mil anos e esta mesma Igreja continua com sua missão.
Ainda  a poucos dias – 13.03.2013 – confirmou-se mais um sucessor de Pedro, o Papa Francisco  que como leigo, depois diácono, padre, bispo e cardeal dom Bergoglio sempre testemunhou Jesus e merecidamente vai continuar apascentando as ovelhas de Jesus.
Tudo isso irmãos, Jesus deixou para que sejamos salvos.
Estamos comemorando o Ano da Fé. Um despertar com o pescador Pedro e as virtudes do Papa Francisco dirigindo a Igreja, convidando-nos para avançar para águas mais profundas (Lc 5,4) que se traduz num engajamento mais forte e sincero na missão evangelizadora como testemunhas luz do mundo e sal da terra, assumindo com responsabilidade a missão de Cristo através da Igreja e com a força do batismo que recebemos.
Seja um cristão disponível ao convite de Jesus: “SEGUE-ME”.
Com Jesus e Maria.
Diac. Narelvi.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

RELIGIÃO É COISA SÉRIA!



Igreja N.S. do Porto, de Morretes Pr. Brasil
Sabemos que o ecumenismo aproxima algumas das igrejas tradicionais protestantes. Sabemos de muitos valores espirituais de membros dessas denominações. Somos amigos e nos respeitamos como pessoas e os respeitamos nas suas opções religiosas e até admiramos o comportamento e exemplos de muitos.


Aos cristãos católicos.
 Cristãos dividindo-se. Seitas crescendo ao bel-prazer[1] cada qual de forma independente, apresentando-se como CONHECEDORAS DA VERDADE E AUTORIZADAS A FALAR “EM NOME DO SENHOR JESUS”. Isto nos preocupa porque sendo Jesus único assim como único são os seus ensinamentos e doutrina, como admitir igrejas cristãs com pregações e conceitos diferentes e contraditórios? Afinal, a verdade não é uma só?
Irmãos, não basta dizer que aceita Jesus, e pronto!. Não basta recitar de cor a bíblia, pois o diabo também sabe e mesmo assim perdeu a salvação e nele está o inferno.
Não podemos entender uma celebração cristã sem incluir o rebanho celeste como nossos santos e intercessores, limitá-la tão somente aos que estão na terra. Refiro-me à comunhão dos santos da terra e do céu. Jesus convive conosco aqui na terra e também na Trindade divina com sua mãe Maria a Nossa Senhora e todos os santos “lá” no céu.
Biblicamente falando e historicamente também, Jesus quis formar uma Igreja e a instituiu nas pessoas dos apóstolos que por óbvio continuou por intermédio de seus sucessores senão a Igreja teria desaparecida com a morte do último apóstolo.  Essa sucessão deu-se sem sombra de dúvida nas pessoas dos bispos, presbíteros e diáconos e um número de seguidores sob uma chefia chamada de Papa.  
Esses seguidores de Jesus formaram um grupo coeso conhecido como Cristãos que desde o início eram orientados por esses mesmos ministros, participavam da Ceia do Senhor (Missa-Eucaristia), veneravam os santos, amavam Nossa Senhora, eram batizados (adultos e crianças), usavam imagens como referencias, reuniam-se aos domingos, oravam pelos mortos, pediam a intercessão dos santos, aceitavam o purgatório, seguiam os mandamentos de Deus, tinham a sua liturgia, altar, paramentos, e no primeiro século (60-90 dC) já contavam com um catecismo chamado “didaque”[2] assim como continuamos hoje com a bíblia, tradição, magistério, costumes, Catecismo da Igreja Católica, Encíclicas e demais documentos da Igreja que fortalecem a Igreja e orientam e alicerçam a nossa fé.
Foi assim até o século XVI quando aconteceu a REFORMA com LUTERO (frade agostiniano) provocando a ruptura do cristianismo, portanto, depois de 1.500 anos quando se denominou os reformistas de PROTESTANTES e os que continuaram fiéis à sua origem, de CATÓLICOS, denominação, aliás, já conhecida no primeiro século citada por Santo Inácio de Antioquia: “Onde está o Bispo, aí está a comunidade, assim como onde está Cristo Jesus aí está a Igreja Católica”,  embora hoje muitos se refiram àqueles cristãos como “igreja primitiva” cuja referencia não os desvincula da continuadora Igreja Católica.   
Segue-se, então, que a Igreja Católica, Apostólica Romana permaneceu firme e única  na sua doutrina cristã até hoje, enquanto que os protestantes, em decorrência dos ensinamentos de Lutero de que Sola Scriptura tem autoridade, e da livre interpretação da bíblia, levou a divisão do protestantismo que hoje alcança um número despropositado de denominações[3] independentes embora aliadas entre si pelo nome de “Evangélicos” ou “Crentes”, expressões que não os privilegia porque os católicos sempre foram desde sempre crentes e evangélicos.
Sabemos que o ecumenismo aproxima algumas das igrejas tradicionais protestantes. Sabemos de muitos valores espirituais de membros dessas denominações. Somos amigos e nos respeitamos como pessoas e os respeitamos nas suas opções religiosas e até admiramos o comportamento e exemplos de muitos.
Entretanto, não podemos chegar ao relativismo a ponto de achar que vale tudo, que qualquer religião cristã serve, que deixar de ser católico para adotar o protestantismo não é pecado, nem se justificar dizendo “que Deus é o mesmo”. Alguns tomarão o tema com antipatia, mas defender a fé e a convicção cristã católica é nossa obrigação por uma questão de fidelidade e coerência.
         Jesus não falou “MINHAS IGREJAS”, mas “MINHA IGREJA”.
Além do mais, as pregações protestantes -  à exceção da crença no mesmo Deus  e em Jesus como Deus e Salvador e outras pontos doutrinários comuns como Céu, Inferno, orações, etc. porque afinal eles são cristãos saídos do catolicismo - negam verdades cristãs reconhecidas pela Igreja Católica como a veneração aos santos, o purgatório, não possuem o sacerdócio ministerial sacramental, não têm os Sacramentos, não têm a Eucaristia presença real de Cristo, não dão o devido respeito à Maria, negam o batismo de crianças, negam o Papa, retiraram seis livros do Antigo Testamento, interpretam diferentemente até uns dos outros a própria bíblia, não têm a sucessão apostólica, etc. etc sem falar naquelas que fazem da sua “igreja” um centro de anúncios para obtenção de resultados financeiros em troca de bênçãos, prosperidade material e curandeirismo.
Jesus não quer divisão. Jesus não aceita desunião e quer que todos os cristãos perseverem com Ele e sua Igreja na mesma fé e preocupa-se com os afastados: “Tenho ainda outras ovelhas que não são deste aprisco. Preciso conduzi-las também, e ouvirão a minha voz e haverá um só rebanho e um só pastor” Jo 10,16.
“Jesus fundou uma única igreja e deseja ardentemente que haja um só rebanho e um só pastor (Jo. 10,16) e que todos sejam um como Ele e o Pai são um (Jo. 17,21). A divisão e multiplicidade de igrejas, com doutrinas diversas e contraditórias, são um contra testemunho porque a divisão não é obra de Deus”[4].
A Igreja Católica, Apostólica, Romana, apesar dos percalços que a história nos conta, pediu perdão e superou todas as dificuldades e sobrevive até hoje e sobreviverá para sempre.  O Espírito Santo assegura!
Não é intenção retirar de ninguém a livre escolha. Nem Deus faz isso! Mas mudar de religião não é o caminho mais indicado nem a solução para recuperar-se dos próprios erros ou para acomodar interesses pessoais. A Igreja Católica como Apostólica é a única depositária fiel da fé, das obras e dos testemunhos dos Apóstolos, e eficaz no amparo nas dificuldades e na condução ao mais importante de tudo que é a SALVAÇÃO.
Por isso o título: Religião é coisa séria! Não se pode de um dia para outro renegar a tudo o que antes acreditava e servia como alguns católicos estão fazendo.
Se motivo fortíssimo e aparentemente insuperável existir, busque-se com calma a solução. Consulte-se um bom dirigente espiritual. Aconselhe-se com seus irmãos de fé. Ore bastante porque a rejeição à Igreja de Cristo importa em renúncia e por consequência no pecado da separação que somente a misericórdia de Deus resolverá, sendo certo que não se recrimina aqueles que já nasceram no seio de outras religiões ou crenças, nem os que, sem culpa própria, desconhecem Cristo e sua Igreja e ignoram o Evangelho[5].
Católicos, ouçam Jesus: “Mas quem perseverar até ao fim, será salvo” (MT 24,13).
Diac. Narelvi.


[1] A palavra seita vem do latim secta e singifica cortada, separada. Trata-se de um grupo religioso com uma concepção derivada dos ensinamentos de uma das principais religiões do mundo. Ou seja, uma seita é uma subdivisão de uma religião.
[3] Veja uma relação de denominações “evangelicas” no site http://www.pspsp.com.br/art.php?c=24
[4] Pe. Silvio Mocelin - http://www.pspsp.com.br/art.php?c=248
[5] Catecismo da Igreja Católica – 846-848.

terça-feira, 9 de abril de 2013

O QUE TRANCA O DIACONATO PERMANENTE -8- CONCLUSÃO.

Diac. Narelvi - Imposição das mãos pelo bispo Dom Moacir
Irmãos católicos.
         Embora a cada dia novas dioceses assumam a instituição do diaconato permanente levados pelos exemplos positivos daquelas em que os diáconos atuam, algumas ainda se encontram reticentes ou por falta de visão do bispo, ou porque seus ouvidos escutam o negativismo de alguns padres que não aceitam diáconos permanentes.
         E para a barreira, apegam-se no parágrafo 29 da Constituição Apostólica Lumen Gentiun  que embora bem intencionado e destacando que se trata de um oficio “muito necessário para a vida de Igreja” possibilitou que bispos possam dizer não ao diaconato em razão de peculiaridades da diocese como, v.g., entender pela desnecessidade desse grau ministerial ante a suficiência de padres.
         Mas a coisa não é bem assim. Neste mundão imenso onde em muitos lugares
No centro, Diac. Narelvi e Dom José

Cristo nem é conhecido; neste Brasil em que o numero de católicos diminui; a falta de padres para suprir as necessidades das paróquias e do povo cristão; a diminuição das vocações para o presbiterato (padre) até com fechamento de seminários e muitas Igrejas sem atendimentos pastorais e litúrgicos;  a fuga de católicos para outras religiões que dentre tantos motivos inclua-se a falta de melhor formação do católico justamente pela pouca disponibilidade dos padres, gostaria de desafiar e ouvir uma resposta apresentando qualquer lugar do país em que a Igreja não precise do diácono. Aliás, não foi o próprio Jesus que falou aos seus discípulos: “A messe é grande, mas os operários são poucos. Pedi, pois, ao Senhor da messe que envie operários para sua messe”? (Mt 9, 37-38). 
         Os operários para o diaconato estão aí. É só o bispo querer e os padres colaborarem.
         Irmãos e irmãs. O diaconato (permanente) é uma realidade. O Papa quis. O Vaticano II aprovou a restauração. Os católicos querem.
Ademais, não se fala tanto em padres casados? O diácono, como casado, é uma ótima experiência para o futuro dos padres celibatários.
Conhecendo um pouco mais a história do diaconato permanente, e considerando
Pe. Anacleto e Diac. Narelvi
que a indicação do diácono também parte da comunidade católica, por que não surgirem movimentos dentro da pastoral vocacional local pedindo a aceitação plena do diácono?
Quero lembrar que quando fui presidente do Conselho Regional de Diáconos Sul 2 (do Paraná) o meu lema foi: “Por um diaconato em todas as dioceses e paróquias”.
Se Deus quiser, e Ele quer, e com toda a certeza liderados pelo Papa Francisco, logo todas as paróquias de nosso Brasil estarão servidas por diáconos permanentes colaborando com o padre e o bispo pelo crescimento da Igreja, para o bem da fé desse abençoado Povo de Deus e tudo pelo Reino.
E que Dom Aloísio interceda por nós.
Diac. Narelvi.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

O QUE TRANCA O DIACONATO PERMANENTE -7-



Continuação.
Testemunho favorável ao diaconato permanente:
         Vamos, em partes, sentir a lição apostólica do bispo dom Aloísio Cardeal Lorscheider que com autoridade  e forte vinculo com o Sagrado e normas da Igreja enobrece o diaconato, a exemplo de tantos outros bispos. 


5ª PARTE: Conclusão de Dom Aloisio:
"5. Já concluindo, dizemos que a graça do diaconato deve ser mais e mais valorizada para a edificação de uma Igreja servidora, pobre e missionária que, com coerência, "anuncie a boa nova aos pobres" (Lc. 4, 18) e seja fermento profético de uma sociedade justa e fraterna. Para isso é preciso que este dom do Espírito encontre um terreno favorável (Mt. 13,8-23) à sua fecundidade e ao seu desenvolvimento. Este terreno favorável deve ser dado por uma impostação pastoral de renovação, na qual as ordenações diaconais sejam o fruto de uma chamada que a comunidade, reunida em nome do Senhor, realiza, apresentado seus candidatos ao Bispo de acordo com as exigências concretas que surgem para a realização do enfoque pastoral previamente escolhido.
Este foi o itinerário que levou à ordenação os "sete" da Igreja primitiva em Jerusalém (Atos. 6,3-6). Idêntico itinerário, para a valorização do carisma e do ministério do diácono na Igreja e no Mundo, deve ser seguido por nós hoje. Deve ser ordenado diácono aquele que a comunidade reconhece como mais idôneo para animar a diaconia. Só assim o diaconato será uma esperança para a Igreja e para a Humanidade em nossos dias.
Itaici (SP), 24 de fevereiro de 1999 (a) dom Aloísio Cardeal Lorscheider"

domingo, 7 de abril de 2013

MEU SENHOR E MEU DEUS!



A Paz esteja convosco

REFLEXÃO DOMINICAL
2º Domingo da Páscoa – Ano C – 07.03.2013
At 5,12-16; Ap   1,9-11a.12-13.17-19;  Jo 20,19-31
 
Prezados amigos e irmãos em Jesus Cristo.

1ª PARTE:

         O Livro Atos dos Apóstolos testemunha como eram os cristãos no inicio do cristianismo.
         Quem anunciou pela primeira vez os sinais de Cristo? Os apóstolos. Os Apóstolos verdadeiramente concentram a sucessão de Cristo e nós, católicos, trazemos em nossa Igreja a sucessão dos Apóstolos e, via de consequência, de Jesus Cristo.
         Não era o povo que em primeiro lugar pregava a Palavra de Deus, mas os escolhidos de Jesus.  Chama-nos a atenção o respeito que os fiéis tinham por eles porque os reconheciam como legítimos pregadores da Palavra e pessoas fiéis, fraternas, amorosas, que reprimiam o ódio e davam destaque ao amor e ao perdão. Havia nos apóstolos uma plenitude do sacerdócio sem retirar a plenitude primeira de Jesus.
         Não basta, portanto, meus irmãos, ostentar o grau de seu ministério, mas bispos, presbíteros e diáconos e todos os que se propôem servir a Cristo devem, antes e acima de tudo, despirem-se das fascinações negativas da vida, descerem sempre um degrau ou quantos forem necessários para tornarem-se iguais aos outros. Isto é o que valoriza os Servidores de Jesus.
         Daí nos versículos 13 e 14 a informação de que o povo estimava muito os apóstolos e que o número de seguidores de Jesus crescia sempre mais e mais pela fé.  Uma multidão de homens e mulheres, diz a leitura.
         Os doentes também eram acolhidos e confortados aparecendo o nome de Pedro. E todos eram curados.
         Vejam irmãos. Os apóstolos reuniam-se com o povo não para especialmente fazer curas físicas, mas acima de tudo para transformar os corações e apresentá-los um Salvador espiritual.
         Deus é quem opera milagres de curas físicas, mas esse não é o seu objetivo central. Aliás, dos males físicos nem Jesus, nem os Apóstolos escaparam.
         Infelizmente hoje muitos procuram igrejas não por causa de Cristo, mas em busca de curas físicas e prosperidade material. Para alguns coincidentemente dá certo e para os decepcionados, fica o silêncio.
         O importante é que os cristãos formem comunidades firmes na fé, respeitadoras de suas liderança,  que assumam o compromisso de Cristãos integrando-se com Pedro hoje na pessoa do Papa, aumentando o número de católicos  membros da Igreja sucessora dos Apóstolos.

2ª PARTE
        
         São João, no apocalipse de hoje, narra uma visão que teve quando preso  na ilha de Patmos por testemunhar Jesus.
         O Espírito do Senhor o envolve e o faz testemunhar Jesus ressuscitado. Não tenhas medo disse-lhe “o Homem”.  “Escreve o que viste, o que está acontecendo e o que acontecerá”.
         Irmãos, hoje podemos não ver Jesus em forma de visão, mas seguramente o temos nas Sagradas Escrituras e na Missa  em corpo, alma e divindade, portanto, com sua presença real, verdadeira, na Eucaristia.
         Compete-nos também escrever e narrar para que a notícia de Jesus chegue a todos, não necessariamente aos distantes mas principalmente aos mais próximos, pois somos todos -  ministros ordenados, religiosos e leigos -, responsáveis pela evangelização.

3ª PARTE

         No Evangelho, destacamos:
a) De inicio Jesus aparece num domingo.
b) A saudação “A paz esteja convosco” abre o diálogo entre Jesus e os apóstolos.
c)  Os Apóstolos são tomados pelo Espírito Santo e autorizados a perdoar pecados.
d) Tomé não acredita e quer provas.
e) Tomé se convence.
f) Jesus valoriza os que têm fé.
         Irmãos,
         Todos os dias são do Senhor. Mas o domingo é especial porque Jesus escolheu e valorizou este dia, inclusive porque foi num domingo que Ele ressuscitou. Deixando o sábado do Antigo Testamento, o domingo passou a ser a data semanal  para se louvar e glorificar o Senhor e acima de tudo para a participação do Sacramento Central que é a Santa Missa.
         E que belas lições tiramos deste Evangelho.
         O bom cristão deve aprender o gesto da acolhida. Preste atenção, meus irmãos, quantas pessoas comparecem à Igreja para a Missa sem a mínima preocupação de cumprimentar, ou ao menos lançar um olhar de amizade aos irmãos?  E a saudação primeira a Cristo no Sacrário?
         E em Jesus Eucarístico podemos lembrar-nos da sua afirmação: Bem-aventurados os que creram sem terem visto!”.  No Pão e o Vinho
consagrados lá está Jesus. Não o vemos, mas acreditamos na sua presença real. É a nossa fé convicta que nos leva a professar diante de Jesus: Meu Senhor e Meu Deus”.
         Essa aproximação com Jesus aprofunda-se mais ainda quando limpamos a nossa alma das impurezas do pecado pelo arrependimento e confissão. E foi o próprio Jesus quem assegurou a resposta ao pedido de perdão que podemos ouvir dos lábios dos sacerdotes que detém sacramentalmente o conhecimento da situação de culpabilidade e de arrependimento do pecador, e de absolver: “Eu te absolvo de teus pecados em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo”.  O alívio é imediato.
         Ainda nos encontramos no tempo pascal. Quantas maravilhas estão sendo operadas em nós. Sejamos inteiramente de Cristo, afinal, somos bem-aventurados.
Louvado seja N.S. Jesus Cristo.
Diac. Narelvi.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

O QUE TRANCA O DIACONATO PERMANENTE -6-



Continuação.
Testemunho favorável ao diaconato permanente:

         Vamos, em partes, sentir a lição apostólica do bispo dom Aloísio Cardeal Lorscheider que com autoridade  e forte vinculo com o Sagrado e normas da Igreja enobrece o diaconato, a exemplo de tantos outros bispos. 



4ª PARTE:



Uma Igreja toda ministerial



“4. Uma Igreja toda ministerial significa uma Igreja que se propõe em seu ser e agir o ministério de Cristo. O ministério salvífico de Cristo prolonga-se sacramentalmente no ministério da Igreja. Existimos e servimos uma Igreja rica em ministérios (Santo Domingo, 66) O ministério eclesial situa-se em relação e em função do povo, no povo e para o povo de Deus. Povo todo sacerdotal e ministerial, povo profético e carismático, todo ele enviado para transformar. O ministério eclesial não é apenas função de serviço no povo e para o povo, mas também com o protagonismo do povo, a partir de sua sacerdotalidade e ministerialidade. Todos reis, profetas, sacerdotes (Êxodo 19,6). Raça eleita, sacerdócio régio, nação santa, povo de sua particular propriedade, a fim de que proclamais as excelências daquele que vos chamou das trevas para a sua luz maravilhosa (1Pd. 2,9).

Precisamente em vista desta sacerdotalidade e ministerialidade de todo o Povo de Deus, os bispos em santo Domingo (1992) diziam em relação aos diáconos permanentes: "Propomo-nos a criar os espaços necessários para que os diáconos colaborem na animação dos serviços na Igreja, detectando e promovendo líderes, estimulando à co-responsabilidade de todos para uma cultura da reconciliação e solidariedade" (n. 27)

Na Igreja antiga, até o século V, o diaconado tinha uma grande importância. Depois do Bispo e estreitamente ligado a ele, o diácono era o principal ministro da jerarquia. Paulo VI no motu proprio "Ad pascendum" relembra que o diácono era chamado "ouvido, boca, coração e alma do bispo" (Didascalia Apostolorum, II, 44,4). Em nome do Bispo , os diáconos cuidavam dos contatos humanos necessários para continuar e animar na Igreja o serviço de Jesus que "lava os pés" aos irmãos. Diz um texto do século III: "Os diáconos devem andar de um lado para outro, ocupar-se dos próprios irmãos no que se refere à alma e ao corpo, e manter informado de tudo isso o bispo" (Homilias clementinas, III, 67). Toda a Igreja local deveria ter seus diáconos "em número proporcionado aos dos membros da Igreja, para que pudessem conhecer e ajudar a cada um" (Didascalia Apostolorum, XVI).

No século V começou a decadência do diaconato até se reduzir apenas a uma simples função litúrgica, acabando, não sendo nada mais nada menos, do que um degrau rumo ao presbiterado.

Veio o Vaticano II, recuperou o diaconato, mas não totalmente. Por isso até hoje o diaconato ainda não se encontrou e não é aceito em várias dioceses. É claro que isto é uma falta de perspectiva. Por que?

Olhando o objetivo do Vaticano II que era o do "aggiornamento", da renovação da Igreja, podemos dizer que o diaconato renasce como fator de renovação. A renovação na linha de uma comunidade eclesial cada vez mais "sacramento de salvação" (LG, 48; AG, 1,5; GS, 45) e sinal da presença divina no mundo (AG. 15). O diaconato deve orientar o caminho renovador dentro de uma Igreja serva e pobre.

Para realizar bem este serviço, o diácono deve promover o desenvolvimento de comunidades que permitam um tratamento pessoal e fraterno entre os seus membros (cf Medellín. 15,10). São comunidades nas quais é possível individualizar as necessidades concretas e o serviço como partilha. Para as comunidades de grandes proporções, onde muitos permanecem anônimos, não há espaço para um ministério animador de serviço. É nas comunidades eclesiais de base que o ministério diaconal deveria encontrar o seu espaço de animação.

Já que o ministério do diácono se realiza preferentemente no campo do anúncio da Palavra de Deus (a diaconia da evangelização: todo diácono deve ser um evangelizador e um animador da evangelização), ou no campo da liturgia (abre-se aqui um grande campo de serviço: só pensar no batismo - preparação - celebração - acompanhamento; na palavra desabrochando nos círculos bíblicos...), no campo das obras de misericórdia ou da caridade (a Cáritas...), o diácono deve distinguir-se sempre por uma característica de capilaridade e de contato imediato com as pessoas e os pequenos grupos, de sorte que a percepção das necessidades concretas vá sempre unida ao estímulo dos serviços correspondentes.

No âmbito das comunidades humanas o diácono é chamado a ser sinal de Cristo servo em todos os ambientes nos quais as criaturas humanas vivem, trabalham, sofrem, gozam e lutam pela justiça. Deste modo ele leva a termo uma evangelização capilar, anunciando a cada pessoa concreta que Cristo é quem a ama e se aproxima dela para servi-la. Ao mesmo tempo, ele se afirma como fermento profético para que uma Igreja serva do mundo (servidora do mundo) tenha uma eficácia sanante em ordem a libertar a sociedade humana do pecado e de suas conseqüências de poder e de opressão.”
continua

terça-feira, 2 de abril de 2013

O QUE TRANCA O DIACONATO PERMANENTE -5-




Continuação.
Testemunho favorável ao diaconato permanente:
         Vamos, em partes, sentir a lição apostólica do bispo dom Aloísio Cardeal Lorscheider que com autoridade  e forte vinculo com o Sagrado e normas da Igreja enobrece o diaconato, a exemplo de tantos outros bispos. 
Desafios e perspectivas do diaconato numa Igreja toda Ministerial.

3ª PARTE:

O diácono consagrado ao serviço, à diaconia.

“3. O diácono é um consagrado ao serviço. É um comprometido a servir, de modo a convidar todos a servir. O diácono, desenvolvendo sua atividade no campo da Palavra de Deus, da Eucaristia e das obras de misericórdia, está sendo chamado a promover as ocasiões de encontros, de diálogo, de comunhão. Ele é chamado a descobrir as necessidades de cada pessoa da comunidade eclesial e da sociedade, bem como a trabalhar, depois de feito o discernimento, os carismas dos quais devem brotar os serviços adequados para Igreja e a sociedade humana. E neste sentido, ele é chamado a abrir o caminho e o espaço para o serviço de todos. É aqui que entram para o diácono os desafios e as perspectivas numa Igreja toda ministerial. O carisma específico do diácono é suscitar os diversos ministérios na comunidade e o espírito de serviço em todos os ministérios.”
continua