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domingo, 24 de março de 2013

A SEMANA SANTA - 1 -

                   Pinceladas sobre a Semana Santa extraídas do livro VIVENDO A SEMANA SANTA, dos autores Pe. Antonio Carlos de Oliveira Souza,  Pe. Jose Luiz Majella Delgado, Pe. Luiz Carlos de Oliveira e Pe. Jose Ulysses da Silva, todos C.Ss.R, in Vivendo a Semana Santa, Editora Santuário, Aparecida SP[1] e outras fontes.

A maior data do calendário cristão:

O Ministério Pascal é considerado o fato primordial da nossa fé e o centro de todas as celebrações litúrgicas cristãs. Historicamente e teologicamente, o ano litúrgico surgiu e se desenvolveu como ação pascal e da redenção de Jesus. Examinando os dias da celebração da paixão, morte e ressurreição do Senhor, percebemos que são núcleo das celebrações e constituem o que chamamos de Semana Santa.”

Origem:

·        Ao lado do domingo, como o dia habitual da comemoração da morte e ressurreição do Senhor, desde muito cedo na história da Igreja apareceu uma comemoração anual da Páscoa de Jesus.
·        Um novo sentido da Páscoa Judaica é manifestado por Paulo: “Purificai-vos do velho fermento, para que sejais massa nova, porque sois pães ázimos, porquanto Cristo, nossa Páscoa, foi imolado. Celebremos, pois, a festa, não com o fermento velho nem com o fermento da malícia e da corrupção, mas com os pães não fermentados de pureza e de verdade (ICor 5,7-8).
·        Houve controvérsia sobre o dia da comemoração anual do ministério pascal com dois grupos celebrando em ocasiões diferentes, pelos cristãos da Síria e da Ásia Menor, e os cristãos de Roma na maior parte das igrejas.
·        O Concilio Ecumênico de Nicéia, em 325, colocou fim às disputas sobre a data da Páscoa, prescrevendo que deveria ser celebrada no domingo depois da primeira lua cheia da primavera.
·        O primeiro Concílio de Nicéia de 325 d.C., convocado pelo imperador romano Constantino, definiu a data da Páscoa. Mais tarde, em 1582, o papa Gregório XIII (que mandou fazer algumas adequações no calendário, por isso é chamado de calendário gregoriano) seguiu a definição do Concílio de Nicéia, que havia estipulado a Páscoa sempre no primeiro domingo depois da Lua cheia que ocorre no dia ou posterior a 21 de março. No entanto, esta data não é definida pelo movimento lunar, mas sim pelas Tabelas Eclesiásticas - projeções da posição do astro desenvolvida pela Igreja. Por esse cálculo foi que a Páscoa deste ano acontecerá no próximo dia 31[2].
·        A liturgia do tríduo sacro constitui assim o núcleo da celebração do Mistério Pascal e que, posteriormente, com o Domingo de Ramos e os três dias que o seguem, vão constituir o que chamamos hoje de SEMANA SANTA.

Teologia da Semana Santa

·        A tradição do povo quis recordar os últimos acontecimentos histórios de Jesus de Nazaré.
·        Trata-se de um memorial que deve ser atualizado pelos fiéis, A Semana Santa é semana de encontro com o Cristo-Ressuscitado.
·        As celebrações religiosas são a recordação dos últimos acontecimentos da vida terrestre de Jesus de Nazaré.


[1] Pesquisa do Diac. Narelvi
[2] http://professor-josimar.blogspot.com.br/2012/04/curiosidade-como-se-define-data-da.html

DOMINGO DE RAMOS: QUAL SERÁ O NOSSO GRITO?



REFLEXÃO DOMINICAL

DOMINGO DE RAMOS – Ano C - 24.03.2013

Is 50,4-7; Fl 2,6-11; Lc 19,28-40



Prezados amigos e irmãos em Jesus Cristo.


1ª PARTE

         Saindo da Quaresma, hoje domingo de ramos, amanhã iniciaremos a Semana Santa. Estaremos sentindo o ontem e o hoje de Cristo. Um ontem de sofrimentos e um hoje de vida renovada, páscoa da ressurreição.

         Passaremos alguns dias da semana sofrendo com Jesus a sua crucificação e morte, e terminaremos no domingo com a ressurreição, vitória de Cristo sobre a morte.

         Testemunharemos hoje uma face dos homens gritando vivas a Jesus para, já na próxima quinta feira muitos desses mesmos homens gritarem: CRUCIFICA-O.

         Os desígnios de Deus são insondáveis.  Como entender o porquê do sofrimento de Jesus que mesmo sabendo tudo o que iria acontecer prepararia uma grande procissão de entrada em Jerusalém?

         Isaias escreve como viria Jesus a falar grato ao Pai, porque sabia muito bem o que dizer ao seu povo, antes ouvindo como um simples servo aprendiz  para depois animá-lo e encorajá-lo para a conversão.

         Não se vê na profecia nenhuma reação de Jesus contra seus algozes, ao contrário, até os favoreceu oferecendo-lhes as costas e sua face sem evitar os bofetões e cusparadas porque tinha no Pai total confiança e não se abateu certo que no final de tudo, sairia altivo porque sua missão teria a eficácia esperada. 


2ª PARTE



         Chegado o tempo, São Paulo testemunha na sua carta a que ponto chegou Jesus, que se despojando de todo o seu Ser divino quis permanecer e resistir como homem pronto para seguir o seu destino que era a Cruz.

         A grandiosidade de Jesus fez com que Paulo enaltecesse a exaltação de Deus colocando seu Filho acima de todo o nome e que em Seu nome todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, e toda língua proclame: 'Jesus Cristo é o Senhor', para a glória de Deus Pai.”

3ª PARTE



         Lucas exprime muito bem a caminhada que levou Jesus a Jerusalém, e quis ele entrar montado num jumentinho para proclamar-se a si mesmo como o Messias e o Rei dos Reis, adotando um costume dos reis do Antigo Testamento que usavam desse animal que eram considerados preciosos, e usados somente pelos reis, famílias reais e nobres  quando entravam na Capital.

         Realmente foi uma entrada triunfal. Apesar do que aconteceria mais tarde, Jesus foi aclamado Rei.

         Enquanto Jesus passava o povo o aplaudia e fazia de suas roupas, mantos, ramos e folhas de árvores, um grande tapete para enobrecer a passagem de Jesus. E gritavam: “Bendito o Rei, que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória nas alturas!”.

         É o entusiasmo de quem acredita em Jesus. Tão forte que o próprio Jesus contra-argumenta os fariseus declarando que “se eles se calarem, as pedras gritarão”.



         Este é o nosso Jesus!

         Veio a este mundo como nós, nascido de Maria. Ensinou e mostrou o caminho para a Salvação. Sofreu sem reclamar e assim derrotou os poderosos. Foi humilde como o seu povo. Sofreu sem reagir. Crucificado, morreu. Mas venceu e ressuscitou e fomos nós os contemplados com o troféu.

         Ensinou ainda Jesus que ninguém conseguiria calar o Povo de Deus que O segue ao usar da expressão “as pedras gritarão”.

          Ouviremos ainda o grito do CRUCIFICA-O, cujo grito será sufocado pela Páscoa da Ressurreição porque Cristo é Deus, é eterno, e as suas mensagens de paz, de reconciliação, de vida, permanecem conosco justamente porque naquele dia que lembramos na 5ª feira Santa, Jesus instituiu a Eucaristia para que, pela SANTA MISSA, perpetuasse o Calvário e sua ressurreição e pudesse continuar  presente conosco VIVO E REAL.

         Somos convidados a optar, ou pelo CRUCIFICA-O, ou PELA SUA ENTRADA TRIUNFAL EM NOSSAS VIDAS.

Louvado seja N.S. Jesus Cristo.

Diac. Narelvi

segunda-feira, 18 de março de 2013

O QUE TRANCA O DIACONATO PERMANENTE? -1-



Pretendo fazer um rápido comentário de conscientização sobre o diaconato permanente, com ajuda de subsídios de fácil alcance, inclusive com destaque a matéria do cardeal dom Aloísio Lorscheider, de saudosa  memória. É uma forma de lamento contra algumas dificuldades que encontramos para o exercício do nosso ministério.
Para não tornar exaustivo, fracionarei a matéria.
         Vamos começar pelo começo, como se diz no popular.
Diac. Narelvi
1ª PARTE
Instituição do Diaconato:
Bíblia Sagrada:

         O diaconato foi instituído pelos apóstolos, portanto, bem no inicio do cristianismo, facilmente entendível lendo o livro Ato dos Apóstolos, 6, 1-6:
1. Naqueles dias, como crescesse o número dos discípulos, houve queixas dos gregos contra os hebreus, porque as suas viúvas teriam sido negligenciadas na distribuição diária.
2. Por isso, os Doze convocaram uma reunião dos discípulos e disseram: Não é razoável que abandonemos a palavra de Deus, para administrar.
3. Portanto, irmãos, escolhei dentre vós sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais encarregaremos este ofício.
4. Nós atenderemos sem cessar à oração e ao ministério da palavra.
5. Este parecer agradou a toda a reunião. Escolheram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo; Filipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Pármenas e Nicolau, prosélito de Antioquia.
6. Apresentaram-nos aos apóstolos, e estes, orando, impuseram-lhes as mãos.

Até quando durou na Igreja o diaconato (permanente)?

       O diaconato facultado aos casados permaneceu florescente na Igreja do Ocidente até o século V, depois por “várias razoes” desapareceu.
       Ficamos, portanto, sem diácono permanente do século V até o Concilio Vaticano II, quando foi restaurado conforme a Constituição Dogmática Lúmen Gentium, parágrafo 29, decretado em Roma aos 21 de novembro de 1964 pelo Papa Paulo VI onde ficou facultado aos bispos instituir em suas dioceses o diaconato permanente, que mal interpretado vem servindo de pretexto para a rejeição desse ministério em algumas dioceses.
          O diaconato transitório, isto é, como condição para o sacerdócio, reservado aos solteiros e celibatários, sempre existiu. Todos os presbíteros e bispos, portanto, são também diáconos.
         Não existe diferença ministerial entre o diácono transitório (que pretende ser padre), e o diácono permanente assim chamado porque não será ordenado padre, salvo se ficar viúvo e quiser, evidentemente.
CONTINUA.

domingo, 17 de março de 2013

NÃO PEQUES MAIS






REFLEXÃO DOMINICAL
5º Domingo da Quaresma – Ano C – 17.3.2013

Is 43,16-21; Fl 3,8-14;  Jo 8,1-11

Queridos amigos e irmãos em Jesus Cristo.






1ª PARTE

             Falamos na ultima reflexão sobre o que é ser um homem novo.

Hoje Isaias faz uma introdução citando a travessia do mar vermelho. Recordando, os israelitas foram retirados do Egito e conduzidos por Deus e na fuga, o faraó que evidentemente não gostou nada, reuniu seu exercito  com  seus carros puxados por cavalos sob as rédeas dos cavaleiros e armado com seus guerreiros se pôs no encalço dos israelitas, estes que, guiados por Deus continuaram a caminhada sem medo, por onde lhes era indicado. Deus abre um caminho pelo mar vermelho, separa as águas, torna o solo enxuto e seco livre para seus protegidos que percorrem em segurança.

            A mesma sorte não tiveram os egípcios que invadindo o mesmo trajeto, de repente Moisés estendeu sua mão sobre o mar, e o mar se fechou sobre eles, engolidos que foram pelas águas os “carros e cavalos, tropas e homens corajosos”.

            Então o Senhor, por Moisés, ensina que o passado sofrido deve ser esquecido para dar lugar às coisas novas que Deus prepara para o seu povo, como por exemplo fazer correr água no deserto para saciar a sede de seus escolhidos, que alegres glorificam o Senhor.

            De fato, irmãos, mesmo que o passado muitas vezes nos acompanhe e até deprima, não deve sobrepor-se à vida nova que temos pela frente.  O novo homem é aquele que deixa para traz os seus pontos negativos, seus vícios, seus pecados, para assumir as alegrias e virtudes da vida presente e futura transformada pelo Evangelho. Deus esta à nossa frente. É Ele quem abre os caminhos e afasta os inimigos com suas mãos poderosas e vigilantes servindo-se de seus servos a exemplo da ação de Moisés. 

  

2ª PARTE

 Vejam, irmãos, o que São Paulo diz: esquecendo o que fica para trás,
eu me lanço para o que está na frente”. É o que também devemos fazer.

Quando nos entregamos ao Sagrado, assumimos a nossa fé, abraçamos a Jesus e sua Igreja com Maria e todos os santos, sentimos as bênçãos e graças que a Missa contempla, principalmente quando entramos em comunhão com Cristo na Eucaristia e pela confissão nos libertamos do pecado, nos transformando a tal ponto que tudo nos parece daí para a frente como lucro medido pelo abraço de paz de Jesus que passa a integrar-se ao nosso modo de viver concedendo-nos por consequência muita luz para guiar as nossas famílias e a nós mesmos.

Quem sabe ainda não tenhamos por razões intimas, alcançado plenamente a Jesus. Mas como São Paulo diz, corramos atrás dele para alcançá-lo certo de que Ele não se distanciará, mas reduzira seus passos para que O alcancemos mais rapidamente e possamos receber o premio de Deus por Jesus Cristo.



3ª PARTE

O Evangelho insiste no perdão, na humildade, na compreensão, distanciando os pecados do orgulho, da soberania, da superioridade quando Jesus dá uma rasteira nos mestres da Lei e nos fariseus.

Voltado às reflexões acima, e lembrando um grande amigo que sempre insiste em sentir-se pecador sem chance apesar de ser católico convicto e responsável, somos chamados a confiar na força do arrependimento, da conversão, da misericórdia de Deus que está sempre pronto para nos acolher.

Um dos maiores exemplos vem do desafio feito a Jesus com relação a uma mulher surpreendida em adultério. “Mestre, ela foi flagrada em adultério e a Lei de Moisés manda apedrejá-la. O que diz o Senhor?”

E Jesus desmonta os inquisidores com outra pergunta: “Quem dentre vós não tiver pecado, seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra.”

Pois é. Não ficou nenhum deles! Estando a sós com a mulher, Jesus pergunta-lhe: “Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou?”. “Eu também não te condeno”, e a manda de volta, porém, com a recomendação: “De agora em diante não peques mais”.

Irmãos e irmãs. Jesus confirma que o PAI perdoa sempre. Mas não estimula a reincidência pecaminosa. A verdadeira conversão implica na renuncia a toda espécie de mal.  E é justamente através das graças que recebemos pelos Sacramentos, principalmente pela assiduidade na participação das Santas Missas que vamos nos fortalecendo e resistindo contra a repetição dos pecados.

Se a carne é fraca para o pecado, o Espírito é forte para resistir. E apesar de não diferenciar os cristãos católicos uns dos outros, convém aqui dar um toque no sentido de que a responsabilidade maior está para aqueles que exercem cargos ou funções pastorais e ministeriais na Igreja, sejam leigos ou clérigos. Catequistas, MECEs, comissões das igrejas, movimentos jovens, coroinhas, religiosos, bispos, padres ou diáconos e tantas outras forças vivas da Igreja, não podem justificar suas falhas na costumeira defesa de que “somos fracos”, pois que as nossas intervenções religiosas ministeriais e pastorais impõem que erremos menos do que os outros, até por questão de coerência.

Aproximemo-nos, pois, de Jesus e Ele nos acolherá.

Louvado seja N.S. Jesus Cristo.

Diac. Narelvi.

quarta-feira, 13 de março de 2013

HABEMUS PAPAM



 Cardeal Mario Jorge Bergoglio



O PAPA FRANCISCO



O Espírito Santo inspirou os Cardeais a escolherem o sucessor de Pedro para manter viva e para sempre a IGREJA CATÓLICA.

Jesus quis assim:

“Tu és Pedro .... “

“ Eis que Eu estarei convosco todos os dias, até ao fim do mundo».

 Obrigado, Senhor.

Diac. Narelvi

domingo, 10 de março de 2013

O FILHO PRÓDIGO E A RECONCILIAÇÃO

4º Domingo da Quaresma – Ano C – 10.03.13
Js 5,9a.10-12; 2Cor 5,17-21; Lc 15,1-3.11-32

Prezados amigos e irmãos em Jesus Cristo.

1ª PARTE
          
                 O que é ser um homem novo na lição bíblica?
            A idéia nos leva a lembrar de que somos frutos da criação de Deus como seres humanos perfeitos, sem pecado, mas que levados pela tentação fomos impulsionados à desobediência, a sermos pretensiosos a ponto de querer tornar-se igual ou superior a Deus. Tornamo-nos, então, perdidos, pecadores.
            Deus reaproxima-se dos homens pelos patriarcas e profetas dos quais nos falam o Antigo Testamento para transformar-nos em novas criaturas até que Deus se fez homem e habitou entre nós encarnado na pessoa de Jesus Cristo.
Por Jesus, então, fomos aliviados dos erros do passado e assumimos uma nova postura, um novo jeito de ser cristão autêntico.  Nova vida. Criatura nova. Não na estética física, mas na existência interior, na espiritualidade.
Jesus é o autor dessa conversão. Foi na cruz que Ele nos redimiu do pecado e perpetuou na instituição da Eucaristia e na sua Igreja a oportunidade permanente de freqüentes conversões.
Quando São Paulo diz que Jesus se fez pecado por nós, reconciliou-nos com ele mesmo e nos confiou o ministério da reconciliação, foi justamente para sepultar o homem velho transformando-o numa criatura nova sem o peso do pecado.
NINGUÉM MAIS, nenhum filósofo, nenhum pensador, nenhum “iluminado”, nenhum fundador de crença ou religião por bem intencionado que seja, é capaz de tamanho gesto concreto de transformação dos corações endurecidos dos desviados do rumo divino, em pessoas de bem, de paz, merecedoras do Reino,  aptas a serem também, - juntas com os ministros escolhidos especialmente para o  serviço da Igreja com poderes para agir in persona Christi - , embaixadores de Cristo que todos os fiéis leigos devem ser, A NÃO SER JESUS CRISTO que por ser Deus não cometeu pecado.

                                                                        2ª PARTE
Como se vê irmãos e irmãs, ninguém é excluído da missão evangelizadora nem do Céu. Somos todos irmãos em Cristo e se defendemos a mesma causa impossível admitir-se separações, invejas, mas sim, solidariedade e fraternidade na busca de nossos ideais materiais e religiosos principalmente.
Não se pode aceitar a presença de fariseus dentro da igreja disputando poder à custa de opressões formando seus grupinhos de privilegiados em detrimento aos demais porque Jesus não é assim. Viver o cristianismo não é assim.  Jesus é aberto, livre, tem compaixão, é misericordioso e acolhedor e quer estar com todos, sem exceção. Lucas narra um momento em que fariseus criticavam Jesus porque fazia refeição junto com os pecadores. Não entendiam os fariseus que Jesus não apoiava o pecado, mas amava o pecador para transformá-lo em convertido.
A parábola do filho pródigo é espetacular para mostrar que os bens divinos são oferecidos à partilha para todos. E mesmo quando um dos beneficiários movido pela fraqueza, más companhias, tenha jogado fora as virtudes cristãs, perdido a fé, o seu retorno sempre é aguardado de braços abertos por Cristo que o acolhe e festeja pelo seu retorno.
O arrependimento é a força motivadora para uma vida nova. O filho mais novo da parábola, mesmo tendo esbanjado seus bens materiais, passou pela experiência do sofrimento até que com humildade e coragem procurou novamente seu pai para dizer-lhe: Pai, pequei contra Deus e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho”.
Irmãos, vocês nunca viram um pecador retornar à Igreja e tornar-se um excelente cristão, chegando mesmo a exercer atividades importantíssimas na Igreja? Evidente que sim! Mas garanto que viram também muitos apontarem seu dedo contra ele . . .  Os exemplos são tantos.
Não se permanece na Igreja esperando vantagens ou aplausos, mas para viver o cristianismo na busca da Salvação eterna.
O final da parábola fecha o assunto com sabedoria: Então o pai lhe disse: "Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. Mas era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e tornou a viver; estava perdido, e foi encontrado”.
Louvado seja N.S. Jesus Cristo.
Diac. Narelvi

domingo, 3 de março de 2013

EU SOU.


3º Domingo da Quaresma – Ano C – 03.03.2013

Reflexão dominical

Ex 3,1-8a.13-15; 1Cor 10,1-6.10.12;

Queridos amigos e irmãos em Jesus Cristo.

1ª PARTE
             Moisés teve a graça de conhecer Deus de perto. Mas como foi isso, se Deus como Espírito é invisível?
            Estava Moisés no monte Horeb e visualizou uma sarça em chamas, mas que não se consumia. Não se consumia porque aquele fogo não estava ali para fazer valer os elementos químicos do combustível, oxigênio e o calor, mas para que Deus fosse enxergado em forma de chama de fogo.
            E foi do meio do calor do fogo que Deus se manifesta a Moisés.
            O importante dessa narração bíblica foi a voluntariedade de Moisés de se aproximar daquela planta incandescente de onde ouviu o chamado “Moisés, Moisés”, a quem prontamente respondeu: “Aqui estou!”
            Irmãos, como vocês reconhecem a presença de Deus? Falamos tanto nele. Acreditamos Nele. Vivemos para Ele. Por isso O aceitamos mesmo sem vê-lo fisicamente. O reconhecemos, portanto, pelos nossos instintos, pelos nossos sentimentos, pela nossa fé.
            E nessa apresentação Deus para satisfazer a pergunta de Moisés, adota um pseudônimo: “EU SOU AQUELE QUE SOU” depois simplificando para “EU SOU”. Era assim que Deus deveria ser citado por Moisés aos enviados.
            “Eu sou” foi uma expressão de soberania, de um Ser supremo, de quem reúne os atributos da  Onisciência, Onipotência e Onipresença.
            No caso, Deus já se revela acima de tudo um Ser que ama e acolhe.
            A iniciativa do chamado foi primeira de Deus e Moisés respondeu. E se mostrou como Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó, isto é, DEUS DE TODOS OS HOMENS tanto que contou para Moisés que  foi para atender ao clamor de seu povo que vivia em aflição no Egito que veio, para tirar-lhe da opressão e colocá-lo numa terra maior e melhor onde corria “leite e mel”.
            Não importa onde estejamos, continuamos sendo o mesmo Povo de Deus sujeito às misérias, perseguições, opressões, muitas vezes subjugados às autoridades e representantes religiosos até, sem deixar de lembrar dos redutos mais próximos como os da família, das atividades funcionais e tantos outros relacionamentos que, respeitadas as exceções, deprimem e humilham o homem.
            Resta-nos fazer como os Egípcios na leitura do Êxodo de hoje. Colocar nas mãos de Deus, confiar, orar bastante na certeza de que Deus é um Juiz Justo que não condena, mas estende as mãos a todos que o procuram.   
           
2ª PARTE
            Todos os ensinamentos que vêm das Sagradas Escrituras e da Igreja de Cristo nos trazem proveito como exemplos a serem seguidos para que Deus possa dirigir a nossa vida como nosso Pai Eterno.
            Somos continuadores do mesmo Povo de Deus. Assim como os nossos antepassados passaram por todas as experiências da vida sentindo as forças do bem e do mal, podemos olhar para o alto e lembrar que eles estiveram debaixo do mesmo sol, da mesma lua, das mesmas nuvens, comeram e beberam do mesmo Corpo e Sangue de Cristo, e mesmo assim muitos deles não perseveraram e como diz São Paulo, “morreram e ficaram no deserto”. Desviaram-se do caminho de Jesus renunciando a fé, dividindo o cristianismo, perderam seu tempo murmurando e blasfemando contra irmãos esquecendo-se das lições de Cristo de que o amor é o maior dos mandamentos e que Deus e seu Filho Jesus Cristo querem unidade em torno de seu nome.
            E reforçando aqui sobre o que falamos a respeito da leitura do Êxodo, é preciso colocar um basta na soberba e na ânsia de poder para cujos pretensiosos o versículo 12 capítulo 10 da 1ª Carta de Paulo aos Corintos é bem apropriado:   “Portanto, quem julga estar de pé tome cuidado para não cair”.

3ª PARTE
            Chama-nos também a atenção no Evangelho de hoje ao falar sobre os sacrifícios pelos quais passaram os galileus mortos por Pilatos, a impressão equivocada que muitas vezes nos assolam de que quando alguém sofre é porque ele é  um pecador contra quem, pretensiosamente, nos colocamos em grau de superioridade, a lição de Jesus é NÃO!
            Que ninguém se sinta superior material ou religiosamente falando e Jesus adverte: “Se não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo”. É também um convite para a conversão que a Igreja nos apresenta neste tempo de Quaresma.
            “EU SOU” é o nosso Deus que perdoa, que não quebra a cana rachada nem apaga o fogo que fumega, mas insiste em oportunizar o arrependimento.
             A parábola da figueira nos ajuda a entender o quanto Deus se esforça para nos dar nova oportunidade de aproximação ao Sagrado.
            A figueira no meio da plantação de uva não produzia figo já há três anos. Então se pensou em cortar a figueira pela sua aparente inutilidade. Mas o vinhateiro reivindica esperar mais um ano dedicando a ela melhor atenção, inclusive colocando adubo à sua volta.   
            Muitos de nós somos como aquela figueira. Deus sempre nos proporciona muitas oportunidades para uma vida nova, convertidos e fiéis seguidores de Cristo. Entretanto, a própria parábola estabelece o resultado  para quem rejeita as oportunidades de conversão: “Se não der fruto, então tu a cortarás”, que se traduz como sentença de condenação.
            Irmãos e irmãs. Sempre é tempo de conversão.
Louvado seja N.S. Jesus Cristo.
Diac. Narelvi