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domingo, 15 de junho de 2014

TRINDADE - INTRODUÇÃO DOUTRINÁRIA



REFLEXÃO DOMINICAL

Santíssima Trindade – Ano A – 15.06.2014

Ex 34,4b-6.8-9; 2Cor 13,11-13; Jo 3,16-18

INTRODUÇÃO DOUTRINÁRIA

Queridos amigos e irmãos na Trindade.

        Antes, uma rápida introdução doutrinária.

        A Santíssima Trindade do Pai, Filho e Espírito Santo como um só DEUS não é invenção da Igreja, mas uma constatação como verdade existente desde sempre.

        Uma questão surgiu  com a heresia de Ario, um presbítero da Igreja que discordava da idéia pregando que “Deus é incomunicável ...porque não pode ser corporal”; Que   fora dEle, tudo é criatura, incluído Cristo, o Verbo de Deus; Jesus, o Cristo, o Filho, não é Deus como Pai; não é seu igual nem é da mesma natureza que Ele. Entre Deus e Cristo abre-se um abismo, o abismo que separa o finito do infinito”; Que então seriam três deuses. Para Ario,  somente o Pai é Deus, o Filho é divino, mas não Deus e o Espírito Santo está numa categoria ainda mais inferior; Que Cristo era uma criatura e, portanto, teria podido errar e pecar, e outros argumentos que tumultuaram os princípios cristãos.

        Sendo Ário influente, criou dentro da Igreja uma idéia confusa da Trindade exigindo uma posição firme e decidida da Igreja Cristã.

Depois de esgotados os meios conciliáveis, houve, então, a convocação do primeiro concilio ecumênico da história da Igreja: o  Concílio de Nicéia no ano 325 que afirmou ser Jesus o “Filho de Deus, nascido unigênito do Pai, da substância do Pai, Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, nascido, não feito, de uma só substância com o Pai”. Assegurava-se assim a filiação divina e a divindade de Jesus Cristo.

        Ário foi vencido na sua teoria herética e afastado da Igreja por não estar em comunhão com ela, mas não deixaram de existir adeptos e os questionamentos continuaram embora com menor força levando a Igreja a manter sua posição e estudos teológicos e doutrinários a respeito, até que se confirmou no Segundo Concílio de Constantinopla (553) apresentando a “Trindade” (neste concílio aparece explicitamente o termo) como “única divindade do Pai, do Filho e do Espírito Santo, devendo ser adorada em três hipóstases ou pessoas”. Definiu-se que a fé criptológica nasce da fé trinitária.

        Ficou, assim, solenemente proclamado o dogma da Santíssima Trindade pela autoridade e magistério da Igreja (Católica), sendo que dogma significa “definir de modo infalível o que Cristo Nosso Senhor revelou através das Escrituras e da Tradição. Não é inventar nada de novo, muito menos importar crenças pagãs.” [1]

        O Catecismo da Igreja Católica reafirma o mistério da Santíssima Trindade nos parágrafos 232-267 e em seus documentos, e assim proclamamos na profissão de fé (Simbolo Niceno – Constantinopolitano).


        Evidentemente que o texto não esgota o assunto, podendo os interessados aprofundar-se ouvindo a Igreja e ampliando suas formações religiosas.


Na paz de Cristo.
Diac. Narelvi



[1] http://catolicosecristaos.blogspot.com.br/2013/10/o-edito-de-milao-e-heresia-ariana.html


 



domingo, 8 de junho de 2014

PENTECOSTES - PERDÃO DOS PECADOS - Evangelho



REFLEXÃO DOMINICAL
Pentecostes – 08.06.2014 – Ano A
Evangelho: Jo 20,19-23
Perdão dos pecados
Prezados amigos e irmãos em Jesus Cristo.



            Toda missão dos apóstolos como sucessores de Jesus tiveram como impulso o Espírito Santo.

            Era um domingo, domingo da ressurreição.  Maria Madalena já havia descoberto que Jesus não se encontrava no sepulcro e foi contar para Pedro e João que correram ao lugar da sepultura e confirmaram que Jesus não estava lá, viram os panos no chão e o sudário e voltaram para suas casas. Mas Maria permaneceu vigilante e ao olhar para trás vê Jesus. E com certeza seu impulso foi de abraçá-lo e conversar com ele, mas Jesus a interrompe para dizer “ainda não subi a meu pai”  deixando claro que ainda permaneceria por uns dias na terra e queria encontro com seus discípulos.   

            Já a noite, avisados, estavam os discípulos recolhidos numa casa por medo dos judeus e perplexos e eis que Jesus, sem bater à porta, transpassando a matéria surge no meio deles e sua primeira comunicação é de paz: “A PAZ ESTEJA CONVOSCO” e apresenta suas chagas para que não tivessem duvida da visão. Imagine irmãos, a celebração entre eles. E Jesus então, faz descer o Espírito Santo e institui a confissão como meio para o perdão dos pecados ao mais uma vez saudá-los: “A PAZ ESTEJA CONVOSCO. COMO O PAI ME ENVIOU, TAMBÉM EU VOS ENVIO”. E DEPOIS DE TER DITO ISTO, SOPROU SOBRE ELES E DISSE: “RECEBEI O ESPÍRITO SANTO. A QUEM PERDOARDES OS PECADOS, ELES LHES SERÃO PERDOADOS; A QUEM OS NÃO PERDOARDES, ELES LHES SERÃO RETIDOS”.

            Hoje, dia de Pentecostes, a Igreja lembra o cumprimento da promessa de Cristo ao fazer descer sobre os apóstolos o Espírito Santo, o fortalecimento da fé, o exercício dos dons  conforme vimos na Bíblia nas leituras de hoje, e o encorajamento dos novos representantes da Igreja de Cristo saindo às ruas e regiões diversas anunciando Jesus, convertendo e salvando pessoas em Seu nome.

Pentecostes é considerado como data de nascimento da Igreja Cristã com seus bispos, instituindo os padres e diáconos e reunindo cada vez um numero maior de seguidores.

            O Evangelho que estamos refletindo e reservado para o dia de hoje, vem justamente revelar que Jesus concedeu aos seus apóstolos e sucessores os mesmos poderes que recebeu do PAI: “Como o Pai me enviou, também eu vos envio” e imediatamente concedeu-lhes poderes para perdoarem os pecados em Seu nome.

            Irmãos e irmãs. o perdão dos pecados está condicionado ao arrependimento e o arrependimento à manifestação dos pecados a que chamamos de CONFISSÃO.

            Bendito seja Deus por ter incumbido os homens ungidos e ordenados a cuidarem da sua Igreja. Bendito seja Jesus pela sua ação salvífica e pela fundação da Igreja que reúne seu rebanho e que pelas circunstâncias históricas passou a ser chamada de Católica e Apostólica permitindo que cada um possa contar em sua paróquia com a Casa de Deus e com a proteção do Espírito Santo que fortalece e santifica a todos.

            Pentecostes é vida nova. E quero aproveitar para lembrar que os diáconos permanentes são frutos do mesmo ministério ordenado e junto com seus irmãos bispos e padres foram escolhidos para o SERVIÇO DA IGREJA E DOS IRMÃOS. Os diáconos também são filhos do Pentecostes.

            Que neste domingo o Espírito Santo invada o coração de vocês e de todos nós para que com a colaboração de Maria mãe de Jesus, os homens cresçam em santidade.

Louvado seja N.S. Jesus Cristo.

Dc Narelvi

PENTECOSTES - Pelo Espírito Santo sabereis que Jesus é o Senhor



REFLEXÃO DOMINICAL
Pentecostes – 08.06.2014 – Ano A
Evangelho: Jo 20,19-23

Prezados amigos e irmãos em Jesus Cristo.

            Toda missão dos apóstolos como sucessores de Jesus tiveram como impulso o Espírito Santo.
            Era um domingo, domingo da ressurreição.  Maria Madalena já havia descoberto que Jesus não se encontrava no sepulcro e foi contar para Pedro e João que correram ao lugar da sepultura e confirmaram que Jesus não estava lá, viram os panos no chão e o sudário e voltaram para suas casas. Mas Maria permaneceu vigilante e ao olhar para trás vê Jesus. E com certeza seu impulso foi de abraçá-lo e conversar com ele, mas Jesus a interrompe para dizer “ainda não subi a meu pai”  deixando claro que ainda permaneceria por uns dias na terra e queria encontro com seus discípulos.   
            Já a noite, avisados, estavam os discípulos recolhidos numa casa por medo dos judeus e perplexos e eis que Jesus, sem bater à porta, transpassando a matéria surge no meio deles e sua primeira comunicação é de paz: “A PAZ ESTEJA CONVOSCO” e apresenta suas chagas para que não tivessem duvida da visão. Imagine irmãos, a celebração entre eles. E Jesus então, faz descer o Espírito Santo e institui a confissão como meio para o perdão dos pecados ao mais uma vez saudá-los: “A PAZ ESTEJA CONVOSCO. COMO O PAI ME ENVIOU, TAMBÉM EU VOS ENVIO”. E DEPOIS DE TER DITO ISTO, SOPROU SOBRE ELES E DISSE: “RECEBEI O ESPÍRITO SANTO. A QUEM PERDOARDES OS PECADOS, ELES LHES SERÃO PERDOADOS; A QUEM OS NÃO PERDOARDES, ELES LHES SERÃO RETIDOS”.
            Hoje, dia de Pentecostes, a Igreja lembra o cumprimento da promessa de Cristo ao fazer descer sobre os apóstolos o Espírito Santo, o fortalecimento da fé, o exercício dos dons  conforme vimos na Bíblia nas leituras de hoje, e o encorajamento dos novos representantes da Igreja de Cristo saindo às ruas e regiões diversas anunciando Jesus, convertendo e salvando pessoas em Seu nome.
Pentecostes é considerado como data de nascimento da Igreja Cristã com seus bispos, instituindo os padres e diáconos e reunindo cada vez um numero maior de seguidores.
            O Evangelho que estamos refletindo e reservado para o dia de hoje, vem justamente revelar que Jesus concedeu aos seus apóstolos e sucessores os mesmos poderes que recebeu do PAI: “Como o Pai me enviou, também eu vos envio” e imediatamente concedeu-lhes poderes para perdoarem os pecados em Seu nome.
            Irmãos e irmãs. o perdão dos pecados está condicionado ao arrependimento e o arrependimento à manifestação dos pecados a que chamamos de CONFISSÃO.
            Bendito seja Deus por ter incumbido os homens ungidos e ordenados a cuidarem da sua Igreja. Bendito seja Jesus pela sua ação salvífica e pela fundação da Igreja que reúne seu rebanho e que pelas circunstâncias históricas passou a ser chamada de Católica e Apostólica permitindo que cada um possa contar em sua paróquia com a Casa de Deus e com a proteção do Espírito Santo que fortalece e santifica a todos.
            Pentecostes é vida nova. E quero aproveitar para lembrar que os diáconos permanentes são frutos do mesmo ministério ordenado e junto com seus irmãos bispos e padres foram escolhidos para o SERVIÇO DA IGREJA E DOS IRMÃOS. Os diáconos também são filhos do Pentecostes.
            Que neste domingo o Espírito Santo invada o coração de vocês e de todos nós para que com a colaboração de Maria mãe de Jesus, os homens cresçam em santidade.
Louvado seja N.S. Jesus Cristo.
Dc Narelvi

PENTECOSTES - ACOLHER O ESPÍRITO SANTO - 1ª LEITURA



REFLEXÃO DOMINICAL

Pentecostes – 08.06.2014 – Ano A

1ª leitura: At 2,1-11

2ª leitura: 1Cor 12,3b-7.12-13;

Evangelho: Jo 20,19-23

1ª LEITURA:

Prezados amigos e irmãos em Jesus Cristo:

            Pentecostes (em grego antigo: πεντηκοστή [ἡμέρα], pentekostē [hēmera], “o quinquagésimo dia”) é uma das celebrações mais importantes do nosso calendário, pois comemora a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos de Jesus Cristo. Ele é celebrado 50 dias depois do domingo de Páscoa. O dia de Pentecostes ocorre no décimo dia depois do dia da Ascensão de Jesus.

            Assim é contado: Comecemos com a morte de Jesus, semana santa, na sexta feira. Três dias depois, num domingo, acontece a ressurreição de Jesus (Jo 20,1). No mesmo domingo Jesus aparece aos apóstolos (Jo 20,19) e permaneceu com eles por 40 dias conforme At 1,3;9-11 quando Jesus foi assunto ao Céu. Os apóstolos e outros discípulos, inclusive Maria reuniram-se em oração no cenáculo e aguardaram conforme ordem de Jesus até a vinda do Espírito Santo conforme Jo 15,26 e At 1, 4-5.

Ora, Pentecostes é uma festa judaica, celebrada já no tempo de Cristo, em recordação do dom da Lei a Moisés, no Monte Sinai, celebração da Aliança entre Deus e o povo escolhido. Era celebrada 50 dias após a Páscoa. Portanto, de acordo com essa informação, podemos dizer que o Espírito Santo desceu sobre os apóstolos 50 dias após a morte de Cristo. Daí então temos 40 dias da morte de Jesus, mais 10 dias da espera no cenáculo em oração até que Jesus mandou o Espírito Santo completando 50 dias = Pentecostes.

Pois bem!

Lá se encontravam os apóstolos, discípulos e outras pessoas inclusive mulheres e Nossa Senhora, recolhidos em oração, fechados,  não somente porque esse foi o desejo de Jesus mas também porque estavam todos com medo dos judeus.

A grande explosão da fé, então, aconteceu no momento em que receberam o Espírito Santo que pousou sobre eles em forma de línguas de fogo. Cumprida a promessa de Jesus com a vinda do paráclito, perderam seus medos e enfrentaram todos os desafios, saíram da sala onde se escondiam e saíram para fora e depois para o mundo.

No caso dos apóstolos, a vinda do Espírito Santo provocou enorme barulho que uma multidão foi atraída para onde eles estavam. Homens de varias nações, de línguas diferentes. Eufóricos passaram a pregar a Palavra, anunciar Jesus Salvador soltando suas vozes, que mesmo falando em suas próprias línguas, pois eram galileus,  eram entendidos pelas pessoas de outras línguas como os partos, medos, elamitas, habitantes da Mesopotânia, da Judéia e da Capadócia, do Ponto e da Ásia, da Frigia e da Panfilia, do Egito e da parte da Líbia, próxima de Cirene, e também romanos,  tudo por inspiração do Espírito Santo.

Irmãs e irmãs. O Espírito Santo manifesta-se como quer, onde quer, como uma simples brisa ou forte fogo, no silêncio ou no barulho.

Nós não somos diferentes dos apóstolos e demais pessoas que lá se encontravam. Também nos refugiamos em casa, nas Igrejas, para orações e principalmente para a Santa Missa. Também sentimos outras formas de medo como vergonha, covardia, falta de fé, falta de conhecimento bíblico, falta de formação religiosa, e nos escondemos.

Só para espairecer um pouco, creio que todos já viram pessoas nas Missas serem convidadas para fazerem uma leitura na Liturgia da Palavra e tremerem  pela inibição, e outros que até usam o pretexto dos óculos deixados em casa.

Mas quando permitimos que o Espírito Santo nos incorpore, deixamos de ser simples assistentes de Missas, de reclamantes contra homilias um pouco demoradas, de contadores das horas controlando para que a celebração termine logo, e nos transformamos em participantes das Missas e de outros momentos celebrativos com ânimo,  com alegria, com prazer de estar ali e desejo de partilhar com os outros a riqueza do Evangelho e o conforto das Eucaristia, reforçados pelo Espírito Santo e com Jesus no coração.

A linguagem de Deus é uma e por isso todos podem entendê-la.

Sejam iluminados pelo Espírito Santo.
                                                                                                                           Dc Narelvi.

domingo, 1 de junho de 2014

EIS QUE EU ESTAREI CONVOSCO



 REFLEXÃO DOMINICAL

Ascensão do Senhor – 01.06.2014 – Ano A

1ª leitura: At 1,1-11

2ª leitura: Ef 1,17-23

Evangelho: Mt 28,16-20

Evangelho: EIS QUE EU ESTAREI CONVOSCO


         Fica difícil muitas vezes, deixar de comparar. E como reflexão católica não podemos relativizar nossa fé, nossa crença, sob pena de desacreditarmos em tudo o que Cristo ensinou e naquilo em que sempre acreditamos.

         As mensagens de hoje levam à ação, à conversão, à confiança em Jesus. Falamos que Jesus detém em si toda a autoridade terrena e celeste.

         E o Evangelho narrado por Mateus, na sua conclusão, fala exatamente sobre algumas dúvidas que pairavam sobre os onze apóstolos ao verem Jesus ressuscitado.

         Encontraram-se na Galiléia conforme combinado e quando viram Jesus ressurreto prostraram-se diante dele, mas mesmo assim alguns duvidaram.

         Jesus não espera, sente a dúvida e antecipa não apenas a sua autoridade revelando-se como Cristo verdadeiro, mas complementa outorgando atribuições aos seus sucessores: “Toda a autoridade me foi dada no céu e sobre a terra. Portanto, ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei”.

         Quando alguém conclui uma faculdade recebe um diploma das mãos do diretor que representa um estabelecimento de ensino idôneo, cujo documento tem o mesmo sentido credenciador do exercício de uma profissão, colocando-o no mercado de trabalho como pessoa apta.

         Imagine, então, irmãos, receber pessoalmente de Jesus esse credenciamento de representação. Primeiro Jesus apresenta-se como autoridade. Depois determina aos seus sucessores que percorram todas as nações fazendo de todos os homens seus discípulos, iniciando como primeiro gesto o do batismo em nome da Trindade. A missão dos Apóstolos e sucessores: fazer com que todos observem tudo o que Jesus ensinou.

         Essa delegação de poderes não foi generalizada a todos os crentes, mas direcionada aos doze apóstolos e, evidentemente, aos seus legítimos sucessores. Quem eram eles? Todos sabem! Suas religiões? Naquele dia ou época não havia marca ou denominação, a não ser CRISTÃOS porque seguidores de Cristo. Desses cristãos surgiram os bispos, presbíteros e diáconos que formaram a primeira Igreja de Jesus. Nenhum outro grupo independente havia até que passaram a ser chamados de CATÓLICOS. A nenhum outro Jesus prometeu: “EIS QUE EU ESTAREI CONVOSCO TODOS OS DIAS ATÉ AO FIM DO MUNDO”.   

         Que cada um sinta-se livre para escolher e Deus saberá como julgar, mas a missão que Jesus concedeu aos cristãos que formaram a Igreja Católica não deixa dúvida sobre essa questão que tanto aflige o cristianismo. “Observar tudo o que vos ordenei” não permite conflitos de fé.

         Essa Igreja, irmãos e irmãs, tem como data de nascimento o dia de Pentecostes que comemoraremos no próximo domingo.

         Até lá, com a graça de Deus.

Dc Narelvi

NÃO TENHAMOS MEDO DO PASSADO PERDOADO.




REFLEXÃO DOMINICAL
Ascensão do Senhor – 01.06.2014 – Ano A
1ª leitura: At 1,1-11
2ª leitura: Ef 1,17-23
Evangelho: Mt 28,16-20
2ª Leitura: Não tenhamos medo do passado perdoado
Queridos irmãos em Cristo Jesus.
         Que tipo de vida vivemos?
         Como toda a criatura, nascemos, crescemos, e deveríamos evoluir em todos os sentidos. E isso acontece com muita gente, graças a Deus.
         Uma breve retrospectiva e lembraremo-nos de quando éramos crianças recebendo de nossos pais todo o cuidados, e principalmente aprendendo com eles o caminho da Igreja. Depois adolescentes e jovens, com a reza do terço, recitando as Ave Maria, o Pai Nosso, o Santo Anjo . . . Primeira Comunhão, Crisma, Catequese, Missa dominical de mãos dadas com nossos pais unidos em família e em Cristo.
         Crescemos mais um pouco e nos tornamos adultos com direito a independência e liberdade. E aqui a pergunta: Nessa fase conseguimos conjugar tudo o que aprendemos e vivemos antes? Como estarão nossas orações, nossas Missas, nossas Comunhões Eucarísticas, nossos namoros, casamentos, nossas recém-formadas famílias, nossas companhias... Será que abandonamos tudo isso pela libertinagem, pelas drogas, pelos exemplos dos pervertidos, pelo relativismo religioso???
         A resposta cabe a cada um.
         Mas São Paulo nos dá uma ajuda infalível para harmonizar a nossa vida de hoje com a vida de ontem, a nossa conduta desvirtuada pela época com o bem no passado. 
         A saudação feita aos Efésios já gera uma salutar recomendação que serve a todos nós ao suplicar a Deus que por Jesus conceda-nos  espírito de sabedoria, abra nossos corações para a luz afim de enxergarmos e entendermos o sentido da vida segundo os princípios cristãos.
         Nossos pais fizeram a parte deles durante o tempo de educação e formação assim como Jesus fez a Dele antes  da ascensão. Depois, cada um caminha com suas próprias pernas, mas com os pés calçados de fortes sandálias.
         Mas, e se nós nos desviamos dos ensinamentos e tomamos o rumo do pecado, do sofrimento?   São Paulo alivia a nossa dor e consciência lembrando que Jesus é Deus com a experiência de homem (menos no pecado) e por ter encarnado por vontade do Pai está acima de toda a autoridade, detém todo o poder, potência, soberania ou qualquer outra qualificação honorifica deste mundo, e por isso a sua ação é espiritual que supera a todas as barreiras demoníacas capaz de trazer suas ovelhas de volta para o redil que é a Igreja de quem Cristo é a Cabeça e Corpo da Igreja.
         Estamos acostumados a dizer: “O mundo está perdido!”. Mas Jesus nos leva a outra profecia: “Com Jesus, nada está perdido!”. O retorno para o Reino é aberto para todos. O caminho foi iniciado com a história do Antigo Testamento passando para a Nova Aliança em Jesus, no Novo Testamento além da manifestação do Espírito Santo pela tradição e magistério da Igreja.
         Não tenhamos medo do passado perdoado, e com a força de Cristo teremos nossa vida renovada sem necessidade de abdicarmos de todos os bens e valores terrenos que Deus ofereceu aos homens na Criação.
Com Jesus e Maria.
Dc Narelvi.

POR QUE FICAIS AQUI, PARADOS, OLHANDO PARA O CÉU?



 REFLEXÃO DOMINICAL

Ascensão do Senhor – 01.06.2014 – Ano A

1ª leitura: At 1,1-11

2ª leitura: Ef 1,17-23

Evangelho: Mt 28,16-20

1ª Leitura: por que ficais aqui, parados, olhando para o céu?

         Lucas registra no seu testemunha o serviço prestado a Jesus na evangelização. Dá a entender que a sua dedicação era exclusiva e em tempo integral. Portanto, não era um evangelizador oportunista, pois que ensinava o tempo, vivia para converter as pessoas.

         Na sua introdução dirige-se a alguém pelo nome de Teófilo, como um professor situando a matéria na ultima aula para dar continuidade. No caso, Lucas lembra Jesus desde o começo até quando foi levado para o céu num resumo didático que chegou ao momento da sua subida ao céu. Cita a ação do Espírito Santo nos Apóstolos, seus escolhidos, e da presença de Jesus na terra durante quarenta dias após a ressurreição.

Então, fica aqui, retirada alguma dúvida que possa existir sobre o que aconteceu com Jesus logo após  a ressurreição. Significa que mesmo tendo Jesus completado sua missão  continuou falando aos seus apóstolos e discípulos sobre o Reino de Deus.

Um dos pedidos de Jesus foi para que não saíssem de Jerusalém, continuassem lá em oração fazendo alusão a vinda do Espírito Santo por com quem seriam os convertidos batizados em substituição a água usada por João Batista. Havia pressa entre os apóstolos, mas Jesus os acalma no sentido de que Deus é o único conhecedor de todos os tempos em que as coisas de Deus haverão de acontecer. Essa paciência deve ser assumida por todos, mas talvez pra mim tenha um significado maior pela angustia que me aflige pelo desejo de por em prática o que Jesus e a Igreja esperam que eu faça como diácono.

         Portanto, chegado o momento de Jesus voltar para a Casa do Pai com sua missão cumprida no que lhe competia, sob os olhares dos presentes, em grande número que testemunharam mais uma vez que Jesus não era apenas homem, mas Deus, que não precisou de ninguém para retornar ao Céu.

         O texto bíblico em reflexão consegue demonstrar a grandeza daquele momento quando os discípulos, apóstolos e tantos outros crentes puderam admirar seu Mestre revestido da sua divindade sair humanamente falando, da terra, para situar-se no plano espiritual celeste de onde ele, Jesus, nunca saiu.

         Justifica o comportamento daquelas testemunhas que absortas pela realidade daquilo que se pode imaginar como “viagem para o céu”, esqueceram  dos sentidos humanos que lhes prendiam    na terra, distraídos de tudo o que se passava à sua volta, que precisou de dois homens (ou anjos??) para sacudi-los: “Homens da Galiléia, por que ficais aqui, parados, olhando para o céu?” Quiseram dizer: “Acordem! Agora é a vez de vocês colocarem em prática tudo o que aprenderam de Jesus. Não percam tempo!”. 

         Irmãos e irmãs, quantos crentes acostumados a adorar Jesus, até mesmo bispos e padres, parece que ainda estão parados, olhando para o alto, deixando o tempo passar...

         Gente, acordem! Precisamos de oração, de contemplação, mas principalmente de ação. Nós crentes católicos precisamos sair de nossas casas, das sacristias, para ir ao encontro daqueles que precisam de nós, que estão “no mundo da lua” digamos assim, afastados da prática religiosa.

         Aqueles dois homens acrescentaram: “Esse Jesus que vos foi levado para o céu, virá do mesmo modo como o vistes partir para o céu” . JESUS VOLTARÁ, mas para aqueles que dignificaram SEU NOME.  E como Jesus não quer que ninguém se perca, e não sabemos quando acontecerá essa vinda, todos precisamos evangelizar, que significa não ficar preso somente às obras materiais mas principalmente e acima de tudo, espirituais,  pois quando Jesus voltou para a Casa do Pai, deixou um legado missionário a todos os cristãos, cada qual no seu ministério ordenado ou leigo colocando como centro do Evangelho, do Plano de Salvação, o amor fraterno.

Louvado seja N.S. Jesus Cristo.

Dc Narelvi