Evangelização

Artigos

Perguntas e Respostas

Comentário sobre os temas nas respectivas postagens

Para outros comentários e sugestões clicar o link COMENTÁRIOS DIVERSOS

segunda-feira, 19 de maio de 2014

SANTO IVO, PATRONO DOS ADVOGADOS

 
Santo Ivo, Padroeiro dos Advogados - OFM (Trequier na Bretanha, nasceu em 17 de Outubro de 1253 e faleceu em 19 de Maio de 1303, com 50 anos de idade).
  • Frade Franciscano
  • Era filho de Helori, lorde de Kermartin, e Azo du Kenquis.
  • Aos 14 anos, foi à Paris, onde cursou filosofia e teologia, direito civil e direito canónico.
  • Ordenado sacerdote, por quatro anos foi juiz eclesiástico na diocese de Rennes.
  • Era chamado o Advogado dos Pobres.
  • Residiu no solar de Kermatin que herdou dos pais. Nele se encontravam um hospital e um recolhimento para velhos e um orfanato para crianças abandonadas. Um dia livrou uma pobre mulher da prisão, quando lhe faltava apenas o veredicto final.
  • Não houve, enquanto viveu, advogado de tanto renome e homem mais estimado na Bretanha.
  • Vinham ter com ele os ignorantes, pobres e servos que os senhores oprimiam e que Ivo defendia. Santo Ivo granjeou a estima de todos pela integridade de vida e pela imparcialidade de seus juízos.
  • Ele próprio ia buscar nos castelos o cavalo, o carneiro roubado dos pobres sob o pretexto de impostos não pagos
  • Patrono dos advogados, Santo Ivo entregou-se à defesa dos miseráveis e oprimidos, contra os poderosos.
  • Dizia, então: "Jura-me que a sua causa é justa e eu a defenderei gratuitamente".
  • Notabilizou-se, principalmente, por dedicar a sua erudição à defesa, nos tribunais, de toda a minoria deserdada de fortuna.
  • Os seus emolumentos, quando exerceu as funções oficiais de Juiz de Rennes, eram oferecidos aos pobres, para que fossem usados em sua defesa.
    ________________________________________

No dia 19 de Maio comemora-se o dia de Santo Ivo, o santo padroeiro dos advogados.

O Santo Padroeiro dos advogados nasceu na Bretanha, França, e foi em Paris que mostrou o brilho da sua inteligência, no estudo da Filosofia, da Teologia e do Direito. Ivo de Kermartin, ao voltar à sua terra natal, aceitou o encargo de ser juiz do tribunal eclesiástico, por onde passavam as questões mais espinhosas. Com sua sabedoria, imparcialidade e espírito conciliador desfazia as inimizades e conquistava o respeito até dos que perdiam a questão. A defesa intransigente dos injustiçados e dos necessitados deu-lhe o título de "advogado dos pobres", um título que continuou merecendo ao tornar-se sacerdote, e ao construir um hospital, onde cuidava dos doentes com as suas próprias mãos. Um exemplo inspirador para os nossos juristas e magistrados.
______________________________________

Oração a Santo Ivo
Glorioso Santo Ivo, lírio da pureza, apóstolo da caridade e defensor intrépido da justiça, vós que, vendo nas leis humanas um reflexo da lei eterna, soubestes conjugar maravilhosamente os postulados da justiça e o imperativo do amor cristão, assisti, iluminai, fortalecei a classe jurídica, os nossos juízes e advogados, os cultores e intérpretes do Direito, para que nos seus ensinamentos e decisões, jamais se afastem da eqüidade e da retidão. Amem eles a justiça, para que consolidem a paz; exerçam a caridade, para que reine a concórdia; defendam e amparem os fracos e desprotegidos, para que, pospostos todo interesse subalterno e toda afeição de pessoas, façam triunfar a sabedoria da lei sobre as forças da injustiça e do mal. Olhai também para nós, glorioso Santo Ivo, que desejamos copiar os vossos exemplos e imitar as vossas virtudes. Exercei junto ao trono de Deus vossa missão de advogado e protetor nosso, a fim de que nossas preces sejam favoravelmente despachadas e sintamos os efeitos do vosso poderoso patrocínio. Amém.

domingo, 18 de maio de 2014

VOCÊ AINDA NÃO ME CONHECE?



 REFLEXÃO DOMINICAL - EVANGELHO

5º DOMINGO DA PÁSCOA – Ano A – 18.05.2014

1ª Leitura: At 6,1-7

2ª Leitura: 1Pd 2,4-9

Evangelho: Jo 14,1-12

Queridos amigos e irmãos em Cristo Jesus.

         Não gosto muito da expressão “esteja você onde estiver” quando algumas pessoas fazem saudação a alguém falecido. Mesmo sugerindo a existência de uma outra vida depois da morte, sugere incerteza, dúvida, sobre onde “estará” o falecido.

        O pior é que ouvimos isso de cristãos que jamais poderiam deixar qualquer dúvida sobre o ”lugar” para onde iremos.

        Jesus inicia o Evangelho de hoje segundo João, consolando e assegurando os discípulos de que o Céu existe. “Na casa de meu Pai há muitas moradas”. Quero levá-los comigo, diz em outras palavras.

        E é exatamente para que os homens possam alcançar a Salvação eterna, naturalmente depois da morte sem o risco do inferno, é que todos os povos são chamados a seguir Jesus como Caminho, Verdade e Vida. É por isso que somos católicos, porque queremos a Salvação por Jesus, buscamos nossa santificação, queremos receber a coroa dos justos.

        Logo, todos os cristãos têm obrigação de saber que se vivemos, é por Cristo e para Cristo, e toda a nossa preparação é para a conversão e salvação.

        Filipe, um dos apóstolos, deixou Jesus aborrecido ao fazer uma pergunta impertinente: “Senhor, nós não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?”

        E que resposta de Jesus com forte dose de frustração com puxão de orelha: “Ha tanto tempo estou convosco, e não me conheces, Felipe?”.

        Assim acontece com muitos religiosos com uma vida inteira de Igreja e de repente troca de fé, apagam da memória a Eucaristia, Maria, as devoções, os Sacramentos, ou simplesmente perdem o interesse pela religião. Desses pode-se compreender porque não sabem onde estará seu ente querido após a morte. E a esses Jesus também  certamente com sentimento dirá: Que pena! Há tanto tempo você esteve comigo e não me conheceu?

        Mas para quem conheceu Jesus e O seguiu como caminho verdade e vida, e falecer como bom cristão católico, santificado pela graça de Deus e principalmente alimentado pelo Corpo e Sangue de Cristo, não precisará ouvir a expressão de dúvida, mas de certeza que alguém convicto dirá: Ele está no CÉU.

Com Jesus e Maria.

Dc Narelvi

CRISTO É A PEDRA ANGULAR - 2ª LEITURA



REFLEXÃO DOMINICAL DA 2ª LEITURA

5º DOMINGO DA PÁSCOA – Ano A – 18.05.2014

1ª Leitura: At 6,1-7

2ª Leitura: 1Pd 2,4-9

Evangelho: Jo 14,1-12


Queridos irmãos em Cristo Jesus.

         Devemos procurar entender o mundo em que vivemos com todas as suas criaturas, como uma grande obra. Deus (não confundir com arquiteto do universo apesar da forte expressão) foi o construtor que colocou a primeira pedra que podemos simbolizar para os tempos da criação do mundo.

        O Criador tinha seu projeto. Não se tratava de uma obra pequena, incompleta, frágil, mas com o tamanho do universo, completa e bem estruturada.

        Nessa magnífica obra de um tempo inimaginável, muitas peças foram colocadas por Ele enquanto que outras a natureza que também é de Deus acrescentou até, porque não, pela evolução que não retira a onipotência de Deus.

        Embora cuidadosa, a obra de Deus foi confiada aos administradores, criaturas que o Senhor escolheu delegando-lhes liberdade desafiadora.

        Então, em dado momento Deus precisou reforçar as estruturas do mundo e como São Pedro fala em obra, em construção e construtor, uma Pedra Viva  foi mandada por Deus e colocada num ponto estratégico para que desse garantia e assegurasse a existência do universo. Essa pedra é JESUS. Pedra angular porque foi colocada num lugar ou num ponto da obra que sustentasse por si mesma toda a estrutura: a PEDRA FUDAMENTAL.

        Mas somente uma pedra apesar da sua potencialidade material e suficiência poderia parecer algo solitário. Então outras pedras vivas Deus acrescentou, mas as amarrou à pedra principal compondo a unidade o mundo em que vivemos com toda a humanidade interligada à base principal Jesus Cristo.

        Irmãos e irmãos. Todos fazem parte dessa obra de Deus. Todos somos pedras vivas unidas à Pedra fundamental e principal. Por isso que o v. 5 diz que formamos um EDIFICIO ESPIRITUAL.

        Assim deveria ser. Porém, nem todos crêem e os descrentes danificam a obra de Deus e tentam danificar a peça principal que une a todos. A esses restará apenas o desespero e a frustração porque Jesus é o Obreiro que iniciou a obra e colocou-se como ponto de sustentação que mantém em segurança para sempre todos os que acreditam e ouvem sua Palavra.   

        Essa pedra rejeitada por alguns obreiros acabou por se tornar mais forte ainda, imbatível, e se tornou definitivamente a pedra angular das estruturas que regem este mundo tão fortemente ligado a nós que não seremos confundidos, não tropeçaremos nem cairemos, razão da nossa identidade como raça santa, povo escolhido.

        Mas o bom construtor que edifica um prédio também sabe como conservá-lo e recuperá-lo, bastando saber aonde se encontra a PEDRA FUNDAMENTAL.

        Mesmo que muitos construtores ou simples componentes da obra de Deus tenham caído no abismo, na destruição e nas trevas, Jesus sempre estará neste mundo sustentando a obra da criação com todas as suas criaturas no mesmo lugar  como a PEDRA FUNDAMENTAL que certamente poderemos encontrá-la em qualquer lugar porque no meio das pedrinhas que cada um representamos, Jesus é a maior de todas. E se você quiser descobrir como Jesus é o marco forte e poderá modificar ou te fortalecer, existe uma grande obra, um Templo dentro do qual, não necessariamente num ângulo, mas dentro dele, sobre uma Mesa Santa e preservado no Sacrário, aproxime-se desses lugares sagrados e verás que a obra do seu corpo, alma e espírito sairá fortalecido e brilhará como luz maravilhosa para você mesmo, para sua família e diante de Deus e dos Homens.

Louvado seja N.S. Jesus Cristo

Dc Narelvi 

VOCÊ, CATÓLICO, SABE O QUE É SER DIÁCONO PERMANENTE?



 
DIÁCONO NARELVI SENDO ORDENADO POR 
DOM MOACYR JOSE VITTI - 28.11.1999
REFLEXÃO DOMINICAL
5º DOMINGO DA PÁSCOA – Ano A – 18.05.2014
1ª Leitura: At 6,1-7
2ª Leitura: 1Pd 2,4-9
Evangelho: Jo 14,1-12
1ª PARTE
 Prezados amigos e irmãos em Jesus Cristo. Queridos diáconos.
         Parece estranho o tema. Mas certo dia, um cliente protestante quando viu num quadro em meu escritório uma foto de um batizado que presidi, fez logo uma pergunta curiosa: “Existe diácono na Igreja Católica? Respondi-lhe que sim e aproveitei para dar-lhe algumas explicações, mas fiquei triste porque aquilo significou que os católicos não sabem quase nada sobre o diácono e quem sabe e teria a obrigação de ensinar, cala-se.
        Quantos, aqui em Morretes sabem que sou diácono e me tratam como tal?
        Pois bem!
        Na igreja existe um só ministério da ordem (Sacramento da Ordem), dividido em três graus: Bispo, diácono e presbítero.
        Santo Inácio de Antioquia, na Epistula ad Trallianos, pelo ano 110 dC já afirmava: “SEM BISPO, PRESBÍTERO E DIÁCONOS NÃO PODE FALAR-SE DE IGREJA”. E o Catecismo da Igreja Católica repetiu no parágrafo 1.593.
        Santo Inácio de Antioquia sabia da importância desses ministérios ordenados, mas sobre os diáconos assim acrescentou: “Da mesma forma, todos respeitem os diáconos como eles respeitariam Jesus Cristo, assim como eles respeitam o Bispo como imagem do Pai, e os presbíteros como o Concílio de Deus e o colégio dos Apóstolos. Sem isso não pode ser chamado de “igreja”. Tenho certeza que você vai entender essas coisas, e eu recebi o bom exemplo de seu amor, e eu tenho comigo, na pessoa do seu bispo...”
        “O bispo recebe a plenitude do sacramento da Ordem que o insere no colégio episcopal e faz dele o chefe visível da Igreja particular que lhe é confiada. Os bispos, enquanto sucessores dos Apóstolos e membros do Colégio têm parte na responsabilidade apostólica e na missão de toda a Igreja, sob a autoridade do Papa, sucessor de São Pedro. Os presbíteros estão unidos aos bispos na dignidade sacerdotal e, ao mesmo tempo, dependem deles no exercício das suas funções pastorais. Os presbíteros recebem do bispo o encargo de uma comunidade paroquial ou de uma função eclesial determinada. Os diáconos são ministros ordenados para as tarefas de serviço da Igreja; não recebem o sacerdócio ministerial, mas a ordenação confere-lhes funções importantes no ministério da Palavra, culto divino, governo pastoral e serviço da caridade, encargos que eles devem desempenhar sob a autoridade pastoral do seu bispo. A ordenação imprime um caráter sacramental indelével.” Padres e diáconos são auxiliares do bispo. Não existe uma hierarquia de superioridade entre eles, mesmo porque como homens consagrados a Deus, devem se respeitar por humildade como iguais, como irmãos, existindo apenas uma hierarquia de função, isto é, cada qual desempenhando seu mister. Para distinguir, o padre usa a estola pendurada como gravata e o diácono, de forma transversal do ombro esquerdo para a cintura direita.
            Santo Inácio ainda escreveu: “Da mesma forma, todos respeitem os diáconos como eles respeitariam Jesus Cristo, assim como eles respeitam o Bispo como imagem do Pai . . .”
        A leitura de hoje, At 6,1-7 narra a instituição do diaconato. Os Apóstolos escolheram para começar, sete homens  “de boa fama, repletos do Espírito e de sabedoria”: Estêvão, Felipe, Prócoro, Nicanor, Timon, Pármenas e Nicolau de Antioquia.
        Naquele tempo, assim como os presbíteros, podiam ser casados. Passados alguns séculos foi condicionado aos padres o celibato e aos diáconos que prendiam alcançar o presbiterado tinham que se manter solteiros. Passados alguns séculos, não se sabe ao certo, talvez pelos anos 400 ou 500, a Igreja passou a ordenar somente diáconos solteiros para serem padres e assim os diáconos casados foram sendo  “extintos”. Mas casado ou não, o sacramento diaconal é o mesmo. Foi no Concilio Vaticano II encerrado no ano de 1965 que o diaconato para casados foi restaurado. Então a partir daquele marco, a Igreja começou mesmo que timidamente a ordenar homens casados para o ministério do diaconato. Para diferenciar, os diáconos que aspiram o presbiterado são chamados de diáconos (transitórios) e os que serão sempre diáconos, como os casados, de diáconos permanentes.  Aqui no Brasil, por exemplo, o numero de diáconos está crescendo muito graças a compreensão de muitos padres e bispos, enquanto que em algumas dioceses, por resistência preconceituosa ou até de rivalidade de alguns padres e falta de coragem pastoral dos bispos, ainda os diáconos (permanentes) não estão sendo aceitos ou ordenados. Pena! Um atraso pastoral em prejuízo da Igreja e para a Evangelização, pois faltam padres, a fuga de católicos para outras igrejas e seitas é incontestável e quase incontrolavel, a Igreja Católica está perdendo adeptos ou ficando mais infiéis, e com certeza se houvesse um pouco mais de humildade, fraternidade, e abertura de oportunidades a favor do diaconato permanente, o Catolicismo estaria caminhando muito melhor e os padres teriam mais tempo para dedicarem-se às almas.
        O diácono pertence ao clero, isto é, não se classifica como leigo porque pertence a estrutura eclesial e com suas funções de batizar, presidir casamentos, auxiliar o  bispo e o padre no altar, proclamar o Evangelho, fazer homilias, atender exéquias, presidir cultos, conceder bênção do Santíssimo, dar formação pastoral e catequética, conceder bênçãos e sacramentais e tantas outras funções, com certeza a Igreja cresceria e arrisco até afirmar que seria uma boa experiência para que os padres pudessem voltar a casar.
        Você conhece algum diácono permanente na sua diocese? Ele atua? Então, irmãos, orem para que a Igreja ouça os grandes bispos e papas e testemunhos de tantos bons padres para que a Igreja não continue capenga, isto é, só com bispos e padres, e que se complete com os diáconos permanentes. Tenho certeza de que os fiéis desejam.
Louvado seja N.S. Jesus Cristo.
Dc Narelvi

domingo, 11 de maio de 2014

JESUS, O PASTOR QUE ABRE A PORTA PARA AS OVELHAS



REFLEXÃO DOMINICAL

4º Domingo da Páscoa – Ano A – 11.05.2014.

1ª Leitura - At 2,14a.36-41

2ª Leitura - 1Pd 2,20b-25

Evangelho: - Jo 10,1-10



EVANGELHO: JESUS, O PASTOR QUE ABRE A PORTA PARA AS OVELHAS.

Caríssimos irmãos em Cristo Jesus.

        Certo dia, aconselhando um jovem lembrei-me do ditado popular: “Diga-me com quem andas e te direi quem és”, que mesmo não sendo bíblico tem na bíblia sua inspiração: “Não vos enganeis. As más companhias corrompem os bons costumes.” 1 Co 15,33).

        A quem seguir?

        Irmãos não desprezemos nossas estruturas políticas e sociais, mas saibamos como constituí-las e conduzi-las.  O que existe de porcaria por aí abandonando a educação, a saúde, a cultura, a tradição, os bons costumes, colocando minhoca (e podre) nas cabecinhas das crianças e dos jovens, querendo destruir o que de bom se conseguiu através de tantas lutas para que o homem e a família pudessem viver melhor . . .  

        Deus confiou aos homens a guarda deste planeta terra e do universo. Mas não abdicou da sua titularidade como o Criador. Que sentido teria este mundo se Deus Pai não se encarnasse na pessoa de Jesus? E o que seria de Jesus se não tivesse preparado uma estrutura humana para continuar administrando seus bens espirituais em seu nome?

        João transmite muito bem as palavras de Jesus.

        Todos fazem parte da criação. Todos, portanto, pertencemos ao mesmo rebanho de Cristo. Não tem outro jeito! É assim que nós crentes cristãos cremos.

        Pertencer, então, ao rebanho de Cristo exige fé, coerência, responsabilidade, honestidade, lealdade e tantos outros predicados que possam qualificar as pessoas como ovelhas de Jesus.

        Este mundo é um grande redil com uma única porteira de entrada. O porteiro é Jesus. Todos, então, devem passar por ele como único Deus e Senhor. Aquele que não quer submeter-se às suas lições de vida em comum, o Evangelho chama de “ladrão e assaltante”, isto é, não são bem-vindos ao menos enquanto não se converterem.

          Descontraindo um pouco, lembram de quando éramos crianças e para não pagar ingresso no circo tentávamos entrar de “ratão”, passando por baixo da lona? Sem dúvida, uma maneira errada.

        Jesus quer dizer que para pertencer ao seu rebanho existe apenas um caminho “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”. Ninguém consegue a Salvação, o Céu, a não ser passando por Jesus Cristo como bom pastor. Eu sou a porta das ovelhas.

        Essa parábola nos dá uma lição maravilhosa de que Jesus é conhecido, é bom, abre a porta, sua voz é conhecida, que sabe liderar e conduzir suas ovelhas pelo melhor caminho, sempre à frente.

         Mas Jesus é também um pastor exigente para a qualificação divina. Ninguém além dele pode conduzir o povo para o Céu.

        Significa irmãos, que o redil é um só. Não é licito ao homem criar outros redis nem outros Jesus, um para cada campo, assim como não é licito aos homens  proclamarem-se donos de igrejas ou religiões separadas usando o nome do mesmo pastor Jesus porque inevitavelmente já não falarão mais a mesma língua, nem terão as ovelhas a mesma voz.

        Se Deus é único, Jesus também é. Sua voz é única. Foi por Ele que aprendemos e conhecemos o caminho da Salvação. Foi ele quem instituiu a Igreja e a confiou aos apóstolos e sucessores como entidade única. Afinal, foi Jesus quem afirmou: “Quem não está comigo está contra mim; e quem não ajunta comigo, espalha” MT 12,30.

        Procuremos, então, irmãos em Cristo, a unidade desse enorme rebanho que hoje se divide e façamos da nossa crença, fiéis de um só rebanho e de um só pastor (Jo 10,16) para que tenhamos todos vida e em abundância.

Com Jesus e Maria.
                                                                                                                                          Dc Narelvi

VOLTAR AO PASTOR DE VOSSA VIDA




REFLEXÃO DOMINICAL

4º Domingo da Páscoa – Ano A – 11.05.2014.

1ª Leitura - At 2,14a.36-41

2ª Leitura - 1Pd 2,20b-25

Evangelho: - Jo 10,1-10

 2ª LEITURA -  VOLTAR AO PASTOR DE VOSSA VIDA

 Queridos amigos e irmãos em Jesus Cristo.

 Poderia iniciar perguntando pra vocês se já passaram por alguma forma de sofrimento.  E com certeza todos responderiam que sim considerando que por se tratar de uma emoção ou sentimento físico ou moral às vezes inevitável, todos estamos sujeitos. E como dói principalmente quando nós mesmos o provocamos ou somos vítimas de maldade alheia.

        Difícil medir qual o pior dos sofrimentos, pois o físico é combatível concretamente enquanto que o moral corrói interiormente muitas vezes escondido tão profundamente a ponto de causar danos e traumas psicológicos.

        Na carta de Pedro encontramos Jesus que sem nenhuma culpa, sem nenhuma provocação, e somente porque amava e queria o bem das pessoas foi martirizado fisicamente com crueldade e, sobretudo, moralmente. Açoites de cordas com alças nas pontas, espinhos na cabeça, esforço físico para carregar a cruz sob a algazarra dos algozes, cuspidas, deboches, pregado nu. Tudo isso fez de Jesus vítima de sofrimento físico e moral.

        Sabemos que Jesus não foi o único a passar por essas crueldades humanas. Instrumentos de tortura física e moral sempre foram utilizados. Ainda hoje acontece!

        Contudo, as Sagradas Escrituras e a carta de Pedro fala sobre Jesus porque sendo ele Deus, e de todos os martirizados o mais santo porque jamais pecou, e tinha por missão justamente exterminar da face da terra a perversidade que religiosamente conhecemos como pecado justamente para que nós outros, por Jesus, pudéssemos nos converter, reencontrar a paz, a fraternidade entre irmãos.

        Jesus revelou um reino melhor do que o nosso, um lugar sem ódio, sem dor, se choro. Deus quer que esse “lugar” já inicie aqui mas a vitória alcançaremos em plenitude no Céu.

         Segundo a Carta, se por um motivo ou outro não pudermos evitar os sofrimentos, que jamais isso aconteça como consequencia de nossas próprias maldades, visto que é muito mais consolador ter a certeza de que nossos atos foram justos, de que praticamos o bem. Com Jesus foi assim: “Ele não cometeu pecado algum, mentira nenhuma foi encontrada em sua boca. Quando injuriado não retribuía as injúrias; atormentado, não ameaçava”.  É a semente do bem que Jesus plantava.

        Pedro ainda ensina que em nossas aflições os conselhos devem ser procurados naqueles que agem com justiça. Não precisa ser necessariamente sacerdote visto que felizmente são inúmeras as pessoas de bem que participam em diversos níveis de ação com seus dons, em todos os lugares dispostos a ajudar.  Mas o apóstolo fala numa pessoa muito mais especial: JESUS, que sendo Deus ainda continua no meio de nós para que mais proximamente pudéssemos contar com ele, ouvir dele seus conselhos, e agradecê-lo pelas graças recebidas. 

        Por isto irmãos e irmãs, voltem para o pastor de vossas vidas, Jesus. Ele está bem ali, no Sacrário. Procure-O.

“Mas Deus salvará o pobre pela sua miséria, e o instrui pelo sofrimento. Jo 36,15.

Amém!
                                                                                                                                         Dc Narelvi

JESUS É O SENHOR E CRISTO


 REFLEXÃO DOMINICAL

4º Domingo da Páscoa – Ano A – 11.05.2014.

1ª Leitura - At 2,14a.36-41

2ª Leitura - 1Pd 2,20b-25

Evangelho: - Jo 10,1-10


1ª LEITURA -  JESUS É SENHOR E CRISTO

         Amigos e irmãos em Jesus Cristo.

        O povo de Israel foi injusto com Jesus. Por isso foi levado à morte.

Por um momento ou por uns tempos parecia-lhes que haviam praticado justiça em nome de Deus contra um blasfemador. Foi um linchamento de inocente.

        Não temos dúvida de que tudo o que aconteceu depois, a ressurreição, as aparições, a assunção ao céu, e tantos outros prodígios mexeu a consciência de muitos daqueles que crucificaram Jesus. E apesar da rudeza de seus corações, a dúvida e até a consciência da estupidez, deixou-os perturbados.

        Já naqueles dias havia uma Igreja de Cristo e um chefe que mais tarde seus sucessores passaram a ser chamados de “Papa”. Esse chefe era Pedro, sempre tomando iniciativas  na defesa de Cristo.

        Encarando os rebeldes, levantou-se do meio dos apóstolos, em alta voz e sem temor falou-lhes com autoridade: “Reconheçam e tenham certeza, Jesus, aquele a quem vocês crucificaram era de fato o Senhor e Cristo", isto é, Deus e ungido.

           Que admoestação! Com certeza tocou lá no fundo dos corações e das consciências dos violentos fanáticos que aflitos procuraram uma forma de redimirem-se perguntando a Pedro e aos outros discípulos: “Irmãos, o que devemos fazer?”. “Convertei-vos e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para o perdão dos pecados, e recebereis os dons do Espírito Santo”, responderam.

        Irmãos e irmãs. a Palavra de Deus é eterna. Não foi dita para um momento ou para algumas pessoas, mas a toda humanidade.

        Olhem para o que está acontecendo em nosso Brasil. Matam pessoas por mero prazer, com crueldade, sem nenhum motivo, matam por linchamento pessoas inocentes,  não escapam mulheres, crianças, inválidos, ninguém! Drogas, assaltos, corrupção de governantes, As autoridades colocam seus interesses políticos acima do bem comum da sociedade e com engodos conquistam com poucos pacotes de alimentos os votos inconscientes dos incultos pobres para perpetuarem-se no poder onde, com raras exceções mais se assemelham a quadrilhas do que parlamentares, e quando presos, até sentem orgulho!!!

        Querem destruir as famílias criando novos e absurdos conceitos com infiltração nas escolas com cartilhas indecorosas espalhando-se entre as crianças, querem apagar a identificação “pai” e ”mãe” dos registros de nascimento, e até o sexo do recém-nascido querem ocultar para que o mesmo determine mais tarde sua preferência sexual apesar se seus órgãos masculinos e femininos, facultando-lhes optar pelo de mulher mesmo com pênis ou pelo de homem mesmo com vagina. Idéias de loucos...  Eu pergunto a vocês: ALGUEM ESTÁ GRITANDO CONTRA ESSAS ABERRAÇÕES???

        O Papa Francisco ocupa o lugar de Pedro. Que ele dê fortes gritos contra a iniqüidade e abusos contra a ética e os princípios cristãos. Que bispos e padres assumam seus papeis de anunciadores do Evangelho, mas também gritem contra  os erros.

        Na passagem dos atos deste domingo, vemos que nem todos aceitaram os anúncios de Pedro e dos apóstolos. Sabemos que hoje ainda é assim. Mas o v. 41 ressalva que a palavra de Deus ainda é e pode ser ouvida quando anunciada com firmeza e convicção: “Os que aceitaram as palavras de Pedro receberam o batismo”

        Não queremos ser propagandistas do pecado e da condenação ao inferno porque o que deve ser dado ênfase é ao amor, ao perdão, a salvação. Contudo, sem dúvida, ainda se espalham por aí pessoas como aquelas que crucificaram Jesus, e que precisam ouvir mais a respeito do da Palavra de Deus. Mas não nos iludamos, ninguém irá para o Céu de qualquer jeito. É preciso querer, aceitar, converter-se.

Deus esteja com você.
                                                                                                                                          Dc Narelvi