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domingo, 16 de junho de 2013

TUA FÉ TE SALVOU. VAI EM PAZ!


REFLEXÃO DOMINICAL
11º DTC – 16.06.2013 – Ano C
2Sm 12,7-10.13; Gl 2,16.19-21; Lc 7,36-8,3
 Prezados amigos e irmãos em Jesus Cristo.
 1ªֺ PARTE
            Situando melhor a leitura que inicia com a afirmação de Natã: “Esse homem és tu!”, é bom citar dos versículos anteriores que Natã visitou Davi por sugestão de Deus.
            Natã conhecia das proezas pecaminosas de Davi, inclusive do seu adultério com Betsabé mulher de Urias, episódio em que Davi traindo a confiança e fidelidade de Urias e com a intenção de ficar com sua mulher, combinou com Joab destacá-lo para um combate e bem na linha de frente para facilitar sua morte. E assim aconteceu! Davi, fazendo-se de inocente, lamentou, para depois apoderar-se de Betsabé.
            Então Natã, para pegar Davi, sutilmente narra uma história da “ovelhinha pequenina” que está em 2Sm 1-6, de um rico proprietário de enorme rebanho de ovelhas e bois e de um pobre que possuía somente uma ovelha cuidada com muito carinho, como um bichinho de estimação. Certo dia um estranho visitou a casa do rico que para não se desfazer do seu gado, tomou do pobre a sua unica ovelhinha sacrificando-a para servir de refeição ao estranho.
            A reação de Davi foi esta:  “O homem que fez isso merece a morte”.
            Natã, indignado com o comportamento de Davi, disse-lhe:   Esse homem és tu!” e passa a admoestá-lo lembrando-lhe das coisas importantes que Deus o havia concedido desde o posto de rei até outros favores, e mesmo assim Davi responde com ingratidão praticando muitos males, dentre eles, a morte de Urias para ficar com a mulher dele, ultrajando imensamente o Senhor.
              Davi arrepende-se e Deus o perdoa, entretanto, a espada como símbolo do mal praticado ficaria presente na sua casa como forma de tormento para lembrá-lo de que a conduta desonrosa deixa uma ferida de difícil cura.
            Irmãos e irmãs. O pecado de Davi foi tão grave quanto outros que envolvem a honra das pessoas.  Não se apedreja o pecador, mas o pecado. Entretanto, é inegável que tantas pessoas vangloriam-se das suas proezas desonestas divertindo-se contando aos outros das suas aventuras adulteras e deboches familiares, das praticas de  corrupção, fraudes, perseguições e de uma série de maldades, contando essas proezas nas suas rodas de “amigos”, como se fossem pessoas especiais, espertas.
            A alerta do livro de Samuel serve para tocar nas pessoas insensíveis que assim se comportam moralmente e religiosamente, que de alguma forma Deus envia a cada um desses, alguém como Natã para chamá-los a atenção.  Davi arrependeu-se e o que se espera é que todos os marcados pelas fraquezas humanas se reconciliem com Deus e recuperam o bom relacionamento com seus familiares e com a sociedade, metas bem possíveis de serem alcançadas.
2ª PARTE
             Esse retorno ao caminho do bem, como disse, é perfeitamente possível. É só dar ouvidos a Jesus Cristo.
            São Paulo, sempre brilhante na sua evangelização, fala na lei e na fé em Cristo, dizendo que é a fé em Jesus que salva e não a lei.
            As leis são diretrizes que norteiam as condutas do homem em sociedade. Algumas delas como regras humanas, cumprimos por cidadania, mesmo assim quando não interfere na moral e na consciência.
            Mas a lei que Paulo se refere é aquela muitas vezes de cunho religioso. Acreditamos e adoramos Deus, não por causa da lei pura e simplesmente, mas porque intimamente, conscientemente, de coração, o reconhecemos como nosso Senhor, nosso Deus. É o caso, também, dos que se recusam a comer carne de porco, peixes sem escamas, sustentam que somente o sábado é que vale porque “está escrito”, dizem, que os levarão para o céu ou para o inferno.
Paulo não está mandando que as leis civis ou religiosas não sejam cumpridas (a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus), mas que as nossas ações sejam moldadas acima de tudo pela nossa fé estruturada.
Muitas vezes algumas regras religiosas são mal aplicadas ou interpretadas levando a prática da prepotência, autoritarismo, mais do que conduta misericordiosa, caritativa, e até cristã.   Por isso muitos se revoltam e procuram alternativas ...
            A fé como guia exige entrega, confiança, responsabilidade, comprometimento, e sensatez. Para que de certo é preciso sentir como São Paulo e estar em sintonia com os ensinamentos de Jesus: “Eu vivo, mas não eu, é Cristo que vive em mim”. Se você, meu irmão, sentir-se assim, então estará no caminho certo.
3ª PARTE:
            Lucas narra uma lição de Jesus que fala sobre perdão e gratidão.
            Enquanto Jesus ceava na casa de um fariseu de nome Simão, uma mulher entra de repente e passa a banhar seus pés com perfume beijando-os humildemente. Essa atitude era costume na época, com os
serviçais da casa praticando esse gesto lavando os pés do visitante.
            O fariseu estranha a atitude de Jesus aceitando a manifestação e o repreende em forma de comentário. Jesus responde com uma parábola que sugeria a ideia de que se sente mais amado e perdoado aquele que mais devia. E comparativamente Jesus observa a  conduta do fariseu e da mulher, porquanto que a mulher, estranha e até intrusa,  fez muito mais por Jesus do que o próprio fariseu como  anfitrião daquela visita.
            Portanto, a mulher demonstrou muito mais amor a Jesus do que o fariseu. Daí a sua gratidão por ela e o perdão: "Teus pecados estão perdoados!"." Tua fé te salvou. Vai em paz!"
            Os pais amam seus filhos igualmente, mas se dentre eles existir um que mais do que os outros demonstra carinho, evidentemente que este motivará em seus pais uma alegria particularmente maior. Também Jesus ama a todos indistintamente. Deus é assim. Por isso que da lição apresentada neste Evangelho podemos entender que quanto maior for o nosso respeito e amor por Jesus, mais contente ele ficará conosco.
A propósito, você, meu irmão, manifesta carinho aos seus pais?
Louvado seja N.S. Jesus Cristo.

Diac. Narelvi

quinta-feira, 13 de junho de 2013

A "CORRIDA" DOS PAPAS






A "CORRIDA" DOS PAPAS

 Como nos enche de alegria sentir que o novo Papa Francisco foi aceito pela grande maioria dos povos do mundo inteiro.
        Acompanhando noticiários de diversas fontes, as referências ao Papa Francisco são de otimismo, esperança, tranquilidade, paz, num mundo melhor. Até nas redes sociais, acompanhei listas enormes de manifestações de contentamento vindo até de irmãos de outras crenças e de católicos “não praticantes”.
            E o que ele fez de extraordinário? Afinal, começou esses dias!
            Existe um ditado que diz: “O que é bom já nasce feito”.
            Mas, e os Papas que antecederam?
         Pensando no assunto, lembrei-me de um esporte que exemplifica bem a presença dos Papas a partir de Jesus Cristo.
         Esse esporte é o de revezamento ou corrida com bastão onde os atletas juntam-se e formam uma equipe sob o comando de um técnico ou orientador. É a arte de correr com um bastão repassando-o de um atleta para outro até chegar a linha final com o bastão. “O objetivo fundamental do revezamento é movimentar o bastão ao redor da pista e cruzar a linha de chegada com a mais alta velocidade possível sem se desqualificar”. “O corredor somente recebe o bastão, porém deve saber como terminar a corrida de forma efetiva”.
         Esses atletas são escolhidos dentre os melhores. Apesar disso, sempre existirão os mais velozes, os mais fortes, mas todos percorrerão a distância com o mesmo ideal: vencer a corrida e entregar o mesmo bastão no ponto de chegada. Os atletas são alternados, mas o bastão é o mesmo e cada um espera a sua vez num determinado marco para o revezamento que iniciou evidentemente num ponto e terminará noutro previamente estabelecidos.
         Mas o que isso tem a ver com os Papas?
         Há dois mil anos um técnico inigualável veio a este mundo e escolheu doze atletas: Simão a quem deu o nome de Pedro; Tiago, filho de Zebedeu; João, André, Felipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago filho de Alfeu, Tadeu, Simão e Judas Iscariotes, formando sua equipe, a quem ensinou toda a sua arte. O nome do orientador era JESUS que traçou um rumo a ser percorrido e foi o primeiro a conduzir o bastão.
         Indicou o ponto de inicio da partida: “Ide por todo o mundo ....”  (Mc 16,15), e assegurou que estaria presente em todo o percurso:  “Eu estarei convosco todos os dias, até ao fim do mundo” (MT 28,20).
         Para revezá-lo nessa caminhada, da sua equipe Jesus escolheu o primeiro atleta para passar-lhe o bastão: Pedro! Ponto de partida: Jerusalém. Destino: o mundo!
         O percurso, portanto, era maior do que a da corrida com bastão. O revezamento desse primeiro atleta, Pedro, e dos demais, deveria acontecer no momento em que se fizesse necessário, sem distância, sem contagem de tempo previamente marcado.
         E assim seguiu Pedro carregando seu bastão dos anos de 32-67, que devido sua morte passou o báculo para São Lino de 67-76, que passou para St. Anacleto de 76-88, que passou para São Clemente de 88 a 97 etc. até que foi passado para João Paulo II de 1978-2005, que passou para Bento XVI de 2005-2013, e por ultimo, para Francisco neste ano de 2013.
         Foram 266 atletas de Jesus. 266 Papas da Igreja Católica que durante a corrida passaram o báculo de um para outro, ininterruptamente. Estamos no ano de 2013 e a corrida ainda não terminou.  Muitos outros papas virão.
         Como os atletas da corrida com bastão,  também alguns papas foram melhores, outros nem tanto, mas todos, cada um do seu jeito, com suas virtudes e defeitos humanos tiveram o mesmo ideal evangelizador que tornaram possível percorrer o trajeto pela Igreja Católica apresentando Jesus à humanidade.  
         Como entender isso?
         É a fé no técnico. É a fé em Jesus que pelo Espírito Santo sempre soube escolher um papa para cada tempo. Podemos não entender bem alguns deles nas suas respectivas épocas, mas todos, mesmo com suas limitações humanas foram os que mantiveram Jesus na história e os valores cristãos nesses mais de dois mil anos e possibilitaram que hoje milhões de pessoas, inclusive fora da Igreja Católica, pudessem dizer que conhecem Cristo e que fazem parte do seu rebanho.
         Os antecessores, como João Paulo II e Bento XVI fizeram suas partes, e agora o Espírito Santo nos presenteou com o Papa Francisco conquistando corações, trazendo um novo alento para a Igreja.  
         E assim continuará a Igreja Católica transferindo o bastão papal até um dia que não sabemos quando, mas sempre caminhando ao encontro da linha final que Deus escolher para o Juízo Final aonde Jesus, o bom técnico e Bom Pastor reunirá todos os seus bons atletas e seus acompanhantes para a grande e eterna festa celestial.
         E que pela Trindade do Pai, do Filho e do Espírito Santo, e pela voz do escolhido pastor Papa Francisco, faça com que o entusiasmo dos homens e mulheres transforme-se em fé evangélica perseverante com todos os crentes colaborando na missão comum dos cristãos que é alcançar o Reino de Deus.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

FÁBULA: O BURRO DE ORELHAS CAÍDAS



        Era uma vez um rei que queria pescar. 

Ele chamou o seu meteorologista e pediu-lhe a previsão do tempo para as próximas horas.

Este lhe assegurou que não iria chover.

A noiva do monarca vivia perto de onde ele iria e colocou sua roupa mais elegante para acompanhá-lo.

         No caminho, ele encontrou um camponês montando seu burro que viu o rei e disse: "Majestade, é melhor o senhor regressar ao palácio porque vai chover muito".

       O rei ficou pensativo e respondeu:"Eu tenho um meteorologista, muito bem pago, que me disse o contrário. Vou seguir em frente".
          E assim fez. Choveu torrencialmente.O rei ficou encharcado e a noiva riu-se dele ao vê-lo naquele estado.Furioso, o rei voltou para o palácio e despediu o meteorologista.
           Em seguida, convocou o camponês e ofereceu-lhe emprego.

O camponês disse: "Senhor, eu não entendo nada disso. Mas, se as orelhas do meu burro ficam caídas, significa que vai chover".
         Então, o rei contratou o burro. Assim começou o costume de contratar burros para trabalhar junto ao Poder...
       Desde então, eis a razão de burros ocuparem as posições mais bem pagas em qualquer governo.

domingo, 9 de junho de 2013

JOVEM, EU TE ORDENO, LEVANTA-TE!




 
10º DOMINGO Tempo Comum – 09.06.2013
REFLEXÃO DOMINICAL
1Rs 17,17-24; Gl 1,11-19; Lc 7,11-17

 Prezados amigos e irmãos em Jesus Cristo.

1ª PARTE

         O profeta Elias, deixando sua terra em Serepta foi hospedar-se na casa de uma viúva que tinha um filho enfermo.

         Essa viúva sabia da religiosidade de Elias, mas tinha um pensamento muito comum naquela época de que Deus era vingativo e que despejava sua vingança contra os pecadores ou seus familiares.

         Ao olhar para Elias, sentia nele uma pessoa tão fortemente ligada a Deus capaz de desviar o olhar do Senhor para aquela mulher a fim de descobrir seus pecados de outrora. A criança morreu e a viúva lamentou contra Elias como se tivesse sido ele o responsável pela morte do filho em decorrência da vingança de Deus.

         Elias pega a criança e a conduz para outro cômodo e lá pede a Deus que devolva sua vida. E assim se fez.

         O que se percebe é que até mesmo Elias entendia que a morte da  criança teria sido resultado da ação de Deus, tanto que nos versículos aparece ele dirigindo-se a Deus com uma conversa nada aparentemente calma: até a viúva, em cuja casa habito como hóspede, queres afligir, matando-lhe seu filho?'.

         Deus o atende e a criança é ressuscitada e devolvida à mãe que reconhece Elias como um homem de Deus e que suas palavras são verdadeiras.

         Pois é, irmãos. Ainda hoje costumamos ouvir pessoas atribuindo a Deus responsabilidade por alguém  da família que morre, e até mesmo quando consolam outros nas conversas de velório. E essa conversa fica mais forte quando a causa da morte é trágica. “É a vontade de Deus”, “Deus sabe o que faz”, “Deus sabe o que é melhor ´pra ele`” ...

Que absurdo! Atribuir a Deus tamanha malvadeza. Deus jamais escolheria um modelo de morte para cada um, “fulano vai morrer de câncer”, “beltrano em acidente”, “cicrano assassinado”,  cruz credo!

         Irmãos, Deus é autor da vida e não da morte. Deus é a essência do bem. Deus perdoa, não vinga. Os pais não morrerão pelos filhos, nem os filhos, pelos pais; cada qual morrerá pelo seu pecado” Dt 24:16. Ezequiel 18:20 nos diz: “É o pecador que deve perecer. Nem o filho responderá pelas faltas do pai, nem o pai pelas do filho”.

         O importante é a confiança que devemos depositar em Deus que sabe quando deve atender nossas necessidades.  Jamais Deus causará sofrimentos a ninguém por vingança ou porque alguém de nossa família tenha sido pecador.

         Cada um é responsável pelos seus atos. Deus é amor e tudo faz para que a nossa felicidade seja completa. Temos os profetas de hoje que dedicados a Deus saberão como transmitir Sua Palavra fazendo sair de suas bocas mensagens evangélicas que dignificam o homem e o conduz à felicidade.  
2ª PARTE:

         Sentimos, então, na reflexão acima, o grande amor que Deus nutre pelo seu povo. Sentimos também que Deus, infinitamente amoroso não é vingativo. São Paulo que o diga.

         Numa belíssima narração de Paulo, como um diário de sua vida, ele se apresenta como um pecador terrível que antes perseguia a Igreja de Deus e gozava por isso, dentro do judaísmo, de privilégios e progressos pessoais pelas suas façanhas.

Mas Paulo converte-se sentindo-se um escolhido de Deus  desde a sua concepção, para servir a Jesus. E no seu testemunho justifica sua nova vida não no seguimento de pessoas nem correndo logo para Jerusalém a procura dos apóstolos que existiam antes dele.

Paulo não fala assim com o sentido de menosprezo, pois que ele também se transformou em pregador, mas para mostrar que a verdadeira conversão se encontra mais do que vendo e ouvindo, aproximando-se primeiramente e mais intimamente de Jesus.   

E suas pregações não seguiam os critérios humanos, mas divinos. Deus era a sua inspiração e nas suas mensagens não havia preocupação sobre o que seus irmãos e conhecidos dissessem, se gostavam ou não, mas falava o que Jesus e o Espírito Santo o inspirava dizer colocando em prática tudo o que aprendeu pela revelação de Cristo.

Paulo é Paulo! Mas nós também podemos ser, digamos assim, um “Paulinho”.        

Ouvir pregadores cristãos naquela época não era fácil. E eu, irmãos, agora vos desafio como católico, a ser um novo modelo de cristão. Estamos comemorando o Ano da Fé que traz como um dos objetivos despertar um catolicismo mais profundo, não tanto correndo somente atrás de medalhinhas, de católico das sextas feiras santas para uma vez por ano carregar Jesus morto, de rezas via internet mais próximas de “correntes” do que de oração, sugerindo aos leitores o envio da reza para outros tantos, sei lá quantos, como condição para a obtenção de graça.

A nossa religiosidade deve se espelhar em Paulo. Firme, convicta para sempre sob pena de incorrer no pecado de tantos irmãos nossos que depois de uma longa vida católica, de amar Maria e estimular sua devoção, de receber a Eucaristia, de pregar a Palavra e até presidir Cultos e tantos outros gestos de religiosidade, de um dia para outro jogam tudo isso no lixo renegando anos de catequese e formação para viver um cristianismo separado e doutrinariamente insustentável.

Paulo nos ensina hoje de que podemos sair da ignorância religiosa, que podemos ser melhores, que podemos servir de exemplos e de ensinar, que precisamos perseverar.
3ª PARTE

         Lucas fecha a reflexão de hoje com o Evangelho fazendo uma convocação: "JOVEM, EU TE ORDENO, LEVANTA-TE”.

         O texto fala de um filho único, jovem, morto, e sua mãe chorando.

         Jesus coloca sua mão no caixão e ordena: “Jovem, eu te ordeno, levanta-te”, e o jovem retornou à vida.

         Como eu gostaria que algum jovem estivesse lendo esta reflexão, pois que a ele interessaria mais do que aos outros.

         Não precisamos nos prender ao pé da letra aos milagres de Jesus no sentido de imaginarmos sempre citações de pessoas mortas. Podemos e devemos muito bem transformar os mortos em vivos para aproveitamento melhor dos ensinamentos de Cristo.

         Na verdade, quantos jovens vivos estão mortos? Quantos jovens estão sendo carregados nos caixões das drogas, da indiferença, do desrespeito aos pais, da delinquência, do sexo, dos vícios em geral, mortos para Deus?

         Jovens e adultos, Jesus está neste momento colocando sobre o caixão que os envolvem e em alta voz desafiando você: “LEVANTA-TE, CARA, SAIA DESSA VIDA, REENCONTRE-SE COMIGO E COM VOCÊ MESMO. EU TE ESTENDO A MÃO, É SO VOCÊ QUERER!
Louvado seja N.S. Jesus Cristo.

Diac. Narelvi.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

domingo, 2 de junho de 2013

ACOLHER OS IRMÃOS AFASTADOS



 


REFLEXÃO DOMINICAL
9º D.T.C. Ano C - 02.06.2013
1Rs 8,41-43; Gl 1,1-2.6-10;  Lc 7,1-10

Prezados amigos e irmãos em Jesus Cristo.
1ª PARTE
         Qual o tamanho da sua fé?
         Qual será a disposição de vocês com relação àqueles que ainda não conhecem Jesus, ou, mesmo que o conhecendo, afastaram-se da doutrina crista e até da sua Igreja?
         Contamos na Igreja com pessoas que fizeram opção especial por Jesus e pela Igreja Católica através do Sacramento da Ordem, enquanto que todos os demais que receberam o batismo, igualmente são sacerdotes leigos responsáveis pela evangelização. 
         O Primeiro Livro de Reis conta sobre a preocupação de Salomão com os estrangeiros que sem conhecerem Deus antes, ao ouvirem falar Nele sentem-se atraídos e desejosos de participar da comunidade dos adores do Senhor adentrando ao Templo para rezar.
         Salomão, então, intercede junto a Deus com seu pedido para que ouça e acolha os estrangeiros, a fim de que façam parte do mesmo povo fiel assim como o de Israel.
         Vamos refletir sobre as leituras bíblicas situando a dedicação de Salomão nos dias de hoje, e no Brasil. E porque não dizer, na Igreja Católica.
         O Brasil nasceu católico. Entretanto, em algum momento já não se conseguiu mais chegar a todos os brasileiros. Também não se conseguiu mais congregar todos na mesma fé. Doutrinas diversas passaram a disputar espaços com o cristianismo, muitas das quais cristãs dividindo o mesmo rebanho de Jesus.  
         Meus irmãos. Graças a Deus vivemos num país livre aonde todos podem escolher sua crença religiosa. E graças a Deus também, nos orgulhamos porque nos damos bem com todos, sem revanchismo pessoal.
         Entretanto, uma coisa é viver a democracia, a liberdade de crença. Outra coisa é assumir a  condição de cristão e católico. São duas posições distintas, mas não conflitantes para quem sabe se conduzir.
         Isto porque, se de um lado aceita  a opção voluntária das pessoas no que tange a religiosidade, por outro, sendo cristãos católicos têm o dever de evangelizar segundo a sua fé e a colaborarem para o Reino nos limites da catequese que receberam e desenvolveram durante suas vidas como religiosos ativos.  
         Aceitar que outros divirjam na fé não significa que se deva calar quanto à sua. O cristão tem consciência de que deve converter o mundo, evangelizar a todos sem distinção. “Ide e pregai o evangelho a todas as criaturas...”.
         Significa, então, irmãos, que contamos sempre com a esperança de que os ausentes descubram Cristo ou retornem a Ele.
         A estratégia está no conhecimento bíblico e principalmente numa boa formação católica segundo as orientações da Igreja sem perderem-se no fanatismo, no desrespeito, no preconceito e tantas outras situações que prejudicam o bom anunciador da Palavra.
         Os estrangeiros a que Salomão se refere naquele tempo, são, então, hoje, os nossos irmãos brasileiros afastados da Igreja.
         Aqui entra a acolhida.
         Sabemos que muitos duvidosos, afastados, em crise de fé tentam buscar auxilio junto àqueles que têm por obrigação acolher e orientar, mas que, por descaso, preguiça ministerial ou desinteresse pastoral não recebem a devida atenção. Aliás, até mesmo a iniciativa de visitar o irmão afastado para ajudá-lo nem sempre é lembrada.
 2ª PARTE
         São Paulo testemunha sua missão justificando que tudo o que fizera não foi por impulso dos homens, mas por Jesus.
         Dirigindo-se aos Gálatas, chama-lhes a atenção por terem-no abandonado por “outro evangelho”. Não que haja outro, ressalva, mas porque os gálatas também sofreram a intromissão de estranhos que distorcendo o verdadeiro evangelho confundia-lhes a cabeça. 
         O Evangelho é um só e por isso não pode ser usado para dividir, para confundir.
         Quem pregasse o Evangelho de forma diferente da pregação de Paulo estava no caminho errado.  Seja excomungado (anátema), diz Paulo. 
         Vejam irmãos, a difícil tarefa da Igreja. Manter os seus fiéis e fazer como o Bom Pastor, correr atrás da ovelha perdida!
         Nem sempre essa missão e bem vista porque a religião esta sendo alienada, transformada por muitos descomprometidos em religião do “vale tudo”, o que implica em gravíssimo erro.
         Aqui entra a nossa responsabilidade. Não buscamos fazer a vontade do homem, mas a vontade de Deus. A religião existe para nos religar a Deus, não para sermos agradáveis aos homens, mas para que os homens sejam agradáveis a Deus.
         E Paulo termina o trecho de hoje dando um bom puxão de orelha naqueles que se omitem por um falso pudor de não contrariar os outros. “Se eu ainda estivesse preocupado em agradar aos homens, não seria servo de Cristo”.
3ª PARTE
         Hoje os homens querem ouvir Jesus. Para isso precisamos estar dispostos a anunciá-Lo. Paulo não evangelizava expondo suas opiniões pessoais, mas transmitindo aquilo que aprendeu de seus irmãos apóstolos e acreditava, sobre Jesus.
         Lucas, igualmente, relata no evangelho a Palavra viva de Jesus. 
         Os estrangeiros de que nos fala Salomão nos lembra o oficial romano que tendo um empregado enfermo e ouvido falar sobre as maravilhas que Jesus operava, mesmo sem conhecê-Lo pessoalmente já acreditava Nele num plano superior ao humano a ponto de não se julgar digno de acolhê-Lo em sua casa.
         Mesmo assim confiou. E alguns anciãos dos judeus intercederam por ele junto a Jesus que prontamente atendeu e ainda reconheceu o oficial romano como pessoa portadora de grande fé.
         Irmãos, o oficial mostrou que, se nós, simples criaturas humanas podemos deliberar sobre muitas coisas, administrando nossos negócios, nossa família, nossa sociedade, nossa vida enfim, determinando “Vai!', ele vai; e a outro: 'Vem!', ele vem; 'Faze isto!', e ele o faz”,  muito mais pode Jesus sem que precisemos “determinar”.

         Resta-nos assumir a nossa condição de cristãos mesmo respeitando escolhas diferentes. Esse respeito não nos dispensa de anunciar o que acreditamos.
         Jesus fez isto. Enfrentou reinos, autoridades, adoradores de falsos deuses, incrédulos sem jamais deixar de amá-los, para mostrar-lhes que Ele era o caminho, a verdade e a vida, que sem Jesus divino a salvação é impossível.
            Que todos saibam que no Templo que Jesus edificou e ao qual pertencemos é o lugar santo onde seu nome é invocado e glorificado, onde encontramos paz e salvação e que é diante de Jesus Eucarístico que declaramos: "Senhor, eu não sou digno que entreis em minha morada, mas dizei uma só palavra e eu serei salvo".
              Louvado seja N.S. Jesus Cristo
Com Jesus e Maria, fiquem em paz.
Diac. Narelvi