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quarta-feira, 1 de maio de 2019

A SALVAÇÃO PARA OS QUE RENEGAM A IGREJA CATÓLICA. SERÁ POSSÍVEL?


A SALVAÇÃO PARA OS QUE RENEGAM A IGREJA CATÓLICA. SERÁ POSSÍVEL?

A propósito de pessoas que conhecendo a Igreja Católica não quiserem nela entrar, e católicos que deixam de perseverar e rejeitam a fé católica para mudar de religião mesmo que cristã, fica uma preocupação: SERÃO SALVOS?

Sem duvida que a salvação vem de Deus Pai por intermédio de Jesus Cristo seu Filho pela sua morte na Cruz. Mas, será tão simples assim?

Jesus morreu, ressuscitou e voltou ao Céu onde, aliás, sempre foi sua moradia celeste.

Mas, e então, todos já estão salvos? O que dizer dos assassinos, ladrões, incrédulos, adúlteros, traidores da fé, os que praticam a injustiça, criam novas religiões, prejudicam os pobres, etc. etc. etc? Irão para o Céu de qualquer jeito? É evidente que não!

Jesus como mediador garantiu a salvação, mas não concedeu salvo-conduto para o Céu àqueles que beneficiados pela Salvação de Cristo cometerem novos pecados.  

Como ficaria essa situação, então, se no Plano de Salvação tudo terminasse com a morte e ressurreição de Jesus? Impossível imaginar um vácuo entre esse momento e nós.

Por isso Jesus escolheu os Apóstolos (bispos) e os instituiu seus representantes aqui na terra dando-lhes plenos poderes: "Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós” (São João 20, 21)"; "Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura. (São Marcos 16, 15)"; "tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. (São Mateus 16, 18)" e assim se estende toda a Sagrada Escritura, a Tradição e o Magistério da Igreja para confirmar QUE JESUS FUNDOU UMA IGREJA E A CONFIOU AOS SEUS APÓSTOLOS E SUCESSORES.

Essa Igreja doutrinariamente e historicamente se sabe tratar-se da IGREJA CATOLICA APOSTOLICA ROMANA até hoje representada pelos bispos, presbíteros e diáconos sob a supremacia do Papa.

Toda a salvação vem de Cristo-Cabeça por meio da Igreja, que é seu Corpo: ”Após a ressurreição e ascensão aos céus, Cristo sentou-se à destra de Deus nos lugares celestiais, “acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir não só no presente século, mas também no vindouro” (Efésios 1:21). Deus “pôs todas as coisas debaixo dos pés e, para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à Igreja, a qual é o seu corpo...” (Efésios 1:22, 23)”. “Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela," Efésios, 5,25.

Daí então temos que a Igreja (Católica) é necessária para a salvação. Logo, os que deixam a Igreja Católica para seguir a qualquer outra incorrem em pecado grave e sujeitos a perder a salvação, mesmo que adiram a alguma denominação cristã (protestante, cognome evangélica) por não estar em comunhão com a primitiva e única Igreja de Cristo.
Contudo, quem desconhece a Cristo e sua Igreja, ignora o Evangelho ou não segue a Igreja Católica SEM CULPA, mas busca a Deus com sinceridade pode conseguir a salvação.

Elucidando a respeito encontramos a orientação do Catecismo da Igreja Católica:

846 Como entender esta afirmação, com frequência repetida pelos Padres da Igreja? Formulada de maneira positiva, ela significa que toda salvação vem de Cristo-Cabeça por meio da Igreja, que é seu Corpo:
Apoiado na Sagrada Escritura e na Tradição, [o Concílio] ensina que esta Igreja peregrina é necessária para a salvação. O único mediador e caminho da salvação é Cristo, que se nos torna presente em seu Corpo, que é a Igreja. Ele, porém, inculcando com palavras expressas a necessidade da fé e do batismo, ao mesmo tempo confirmou a necessidade da Igreja, na qual os homens entram pelo Batismo, como que por uma porta. Por isso não podem salvar-se aqueles que, sabendo que a Igreja católica foi fundada por Deus por meio de Jesus Cristo como instituição necessária, apesar disso não quiserem nela entrar ou nela perseverar. (Parágrafos relacionados 161,1257).

847 Esta afirmação não visa àqueles que, sem culpa, desconhecem Cristo e sua Igreja: "Aqueles, portanto, que sem culpa ignoram o Evangelho de Cristo e sua Igreja, mas buscam a Deus com coração sincero e tentam, sob o influxo da graça, cumprir por obras a sua vontade conhecida por meio do ditame da consciência podem conseguir a salvação eterna”.

domingo, 7 de abril de 2019

COMO RECONHECER A JESUS E COM ELE VIVER. Fl 3,8-9



 
Irmãos e irmãs.

São Paulo relatando sua vida pregressa e conversão descobriu que tudo o que fizera não representava nada em comparação às maravilhas que conseguiu durante sua nova vida cristã tendo Jesus como o seu Senhor. 

Deixou tudo o que tinha de bens materiais. Bem disse ele que aquilo que julgava ser justiça por força da lei humana de nada lhe serviu, mas que foi pela justiça que descobriu por meio da fé que chegou à conversão e teve o seu encontro com Cristo.

Não se assustem quem pensa com isso que para encontrar Jesus deva despojar-se de todos os seus bens. É uma opção verdadeiramente nobre sublime à escolha de cada um e àqueles que fazem opção pela vocação presbiteral com seus votos de pobreza. Aos leigos, ao povo de Deus, essa condição não é rigorosa podendo manter seus bens, porém, sem colocar neles a prioridade para as suas vidas reservando no seu cotidiano tempo para seus compromissos cristãos como as Missas, Sacramentos, e todos os meios litúrgicos e devocionais que a Igreja oferece. 

E com que sabedoria e experiência deixou com legado o que é conhecer Jesus. Não é simplesmente como dizem os que conhecem apenas o Jesus humano, mas como dizem e vivenciam a comunhão com Cristo como HOMEM e DEUS. Jesus na sua paixão e morte na cruz e todos os sofrimentos pelos quais passou deve representar para os cristãos de verdade algo que penetra em seus corações num sentimento de apego e tristeza ao mesmo tempo em que se transforma em força e coragem para reconhecer Jesus como Deus e Salvador e assumir-se como os que pela fé perseveram em comunhão com Cristo e sua Igreja e firmemente, com forças renovadas, passo a passo crescem na santidade com a certeza de que, os sofrimentos de Jesus foram substituídos pela certeza e alegria da ressurreição.
Dc Narelvi.

sábado, 6 de abril de 2019

NÃO RELEMBREIS COISAS PASSADAS ....




Na caminhada da humanidade homens e mulheres podem se deixar levar por interesses e condutas que não condizem com a educação familiar, social, comunitária, politica, moral, ética, e religiosa levando-os a tropeçar em situações constrangedoras e desagradáveis até com marcas mesmo que indeléveis, mas reais que nós cristãos chamamos de pecado.


Isaías, falando em nome do Senhor, alivia e até faz sumir essas possíveis dores de consciência ensinando que coisas desagradáveis passadas não devem ser relembradas nem interferir no propósito de uma vida nova. Devem ser esquecidas. Deus, por Jesus Cristo faz coisas novas o tempo todo para que cada um possa se reencontrar consigo mesmo, com os irmãos e viver um tempo novo de vitórias santificadoras. 


Na paz de Cristo.

Dc Narelvi  

domingo, 24 de março de 2019

EU SOU!- CONVERSÃO. TEMPO QUARESMAL.



Resultado de imagem para SARÇA ARDENTEAmigos e irmãos em Cristo.
EU SOU! CONVERSÃO.
O Senhor apareceu para Moises em forma de fogo, modo que escolheu para “ser visto” pelo profeta. Parecia que a sarça estava se consumindo no fogo, mas isso não aconteceu.


A curiosidade de Moisés o levou a aproximar-se da sarça e Deus é quem toma a iniciativa do dialogo chamando-o pelo nome. “Aqui estou”, respondeu.

Antes que Moisés se aproximasse mais, o Senhor o advertiu para que tirasse as sandálias dos pés e assim ele fez ao mesmo tempo em que cobriu seu rosto para que não pudesse olhar diretamente a Deus, num sinal de profundo respeito.


Ouvindo a voz do Senhor o profeta então se dirigiu ao povo de Israel dando-lhe noticia da libertação do Egito. Esclareceu que quem vos daria a liberdade chama-se “Eu Sou aquele que sou”.

Hoje o lugar Sagrado de Deus aqui na terra é a IGREJA aonde nos dirigimos dominicalmente para junto de Jesus Cristo dar glórias a Deus. O gesto de tirar os calçados na adoração a Cruz na semana santa, por exemplo, e curvarmos a cabeça diante do Senhor são manifestações de adoração e respeito pelo Sagrado.


A grandiosidade de Deus fez com que recomendasse a Moisés que O apresentasse como “EU SOU AQUELE QUE SOU” significando que não existe ninguém que se iguale ao nosso único e verdadeiro Deus. 


Isso nos leva a refletir: como nos comportamos durante a Missa ou outras celebrações litúrgicas e principalmente na Consagração e no momento da Comunhão com relação às nossas vestes, o silencio respeitoso de adoração para receber Jesus, ou curvamos nossa cabeça nas bênçãos e outros momentos que sugerem o gesto?  


São Paulo faz lembrar aos coríntios e serve para nós, que dentre aqueles que no tempo dantes estiveram na caminhada do Povo de Deus muitos desagradaram ao Senhor, como hoje os que foram batizados, crismados, participaram das Santas Missas, comungaram, e de repente negando tudo isso, a oração do Creio tanta vezes recitada e a própria doutrina cristã católica, de um dia para outro renegam e traem sua fé de origem para abraçar uma fé alienante mesmo que dentro do mesmo cristianismo.


Precisamos irmãos, de muita oração, muita perseverança e confiança nos ensinamentos de Jesus tal qual nos transmite a Santa Igreja para não cairmos na tentação de experiências desastrosas para a fé. E vejam irmãos, o perigo: quem julga estar de pé tome cuidado para não cair”.

Lucas, no Evangelho, chama a atenção daqueles que veem pecado nos outros e se esquecem de que também são pecadores talvez tanto quanto ou pior do que os acusados.   E chama à necessidade de conversão: se vós não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo”.

A quaresma então nos desperta para a conversão deixando certo de que Deus perdoa e consola a todos quanto o procuram conforme a parábola da Figueira narrada no Evangelho: Havia numa plantação de uva um pé de figo. Como a figueira não produzia frutos já há três anos, o dono da vinha mandou corta-la. Porém, o encarregado sensibilizou o proprietário para que aguardasse por mais um ano, pois pretendia adubar a terra para melhorar a planta e confiava nessa possibilidade de fazer com que a figueira produzisse frutos.

Assim acontece conosco. Deixamos nossas virtudes, nossos valores materiais e espirituais tornando-nos seres aparentemente inúteis. Contudo, isto não se torna definitivo porquanto que existe a esperança da conversão.

Como o encarregado, temos Jesus que se manifesta o tempo todo dando-nos oportunidades para adubarmos nossos corações não somente pela oração, mas acima de tudo pela Sua presença Eucarística, pelos sacramentos, pela familiaridade da Santa Missa, pelos dons ministeriais da Igreja fundada por Ele e confiada aos apóstolos e sucessores.  É só aceitar.    

Contudo, o encarregado deixa claro que, se mesmo assim não houver aceitação e conversão, que a figueira seja cortada.