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segunda-feira, 21 de maio de 2012

COLOCARAM PREÇO NO (DES)AMOR. CORAGEM, DIREITO OU RISCO?



Está na internet e noticiários que “uma mulher afirmou que procurou o pai diversas vezes durante a infância, mas que ele nunca cedeu as tentativas de aproximação. No início da semana, o STJ - Superior Tribunal de Justiça determinou que ele pague indenização de R$ 200 mil pelo abandono afetivo”. Diz, também, que a ministra relatora do processo afirmou “que no caso não se discutia o amor do pai pela filha, e sim o seu dever jurídico de cuidar dela” e  "Amar é faculdade, cuidar é dever".
         Nessa lamentável história, inicia-se pelo julgamento em primeira instância pela improcedência da ação, em grau de recurso o Tribunal de Justiça fixa indenização de R$ 450.000,00, e depois o STJ diminui para R$ 200.000,00. Indenização pelo “abandono afetivo“.  Mas pera aí, o que a filha buscava, amor? Dever? Ou compensação financeira?
Primeiro, dever entre pais, mães e filhos, reciprocamente falando, é uma condição nata, moral, constitucional e legal. Para isso existem as ações de alimentos, as heranças .... e até processos criminais.  Logo, essas vítimas da desarmonia familiar já estão protegidas legalmente para socorrer situações e condições patrimoniais e  familiares, e contra violências. .        Mas no caso em tela, tudo indica que não se trata de reivindicação alimentícia, sustento ou de herança, mas de carência afetiva entre pai e filha.
Uma pessoa com 38 ambos de idade, professora, porque teria sido rejeitada pelo pai e dele não recebido carinho durante sua infância conforme alega, busca na justiça o que? Uma indenização!
Aqui está a questão. Estamos falando em carência de amor paternal. De alguém que com 38 anos de idade, pede indenização contra o pai porque ele “não a amou” durante a infância e muito possivelmente não se relacionem até hoje.
          E aqui entra o inusitado: Propõe-se uma ação indenizatória contra o pai.
Não vamos entrar no mérito da questão pois  nem conhecemos a defesa do pai e sem dúvida a questão foi bem analisada pelos tribunais.
Mas, o que chama a atenção no caso, tanto que amplamente divulgado,  é a maneira escolhida para compensar essa “falta de amor” paternal. Como lidar com isso?
Digamos que essa filha tenha realmente sofrido por um possível distanciamento de seu pai, no que até posso acreditar. Não considero amor paternal/maternal/filial uma faculdade, mas um sentimento natural que brota entre eles.
Essa filha queria o amor do pai. Mas se queria, entendo que o caminho escolhido foi errado ou muito conveniente.
O motivo teria sido falta de amor do pai pela filha. E o amor da filha pelo pai? Será possível medir a intensidade do amor por outras formas a não ser  pelo mesmo amor?
Via de consequencia, se o pai verdadeiramente não amava a filha, colocou sob suspeita também o amor da filha  na medida em que ela pleiteou  indenização pecuniária como forma de compensação.
Houve aplicação de cálculos para a disputa desse amor: improcedente a ação na instância inicial muito provavelmente porque não tenha considerado como aferível monetariamente o amor entre pais e filhos; o TJ estimou a indenização em R$ 450.000,00; e o STJ reduziu para R$ 200.000,00.
Não se sabe se a decisão transitou em julgado. Mas podemos, já, imaginar a filha com R$ 200.000,00 no bolso. Será que o reclamado amor do pai ficou resolvido? Com esse dinheirão todo, o pai será perdoado? E a antiga falta de amor deixará de existir? O castigo financeiro fará nascer no pai o "esperado" amor paternal, ou com o pagamento não precisará mais ama-la?  Ou a filha aguardará por mais algum tempo para reclamar outra vez na Justiça amor em moeda corrente a partir do novo período pós julgamento?
E como se diz em latim, a contrario sensu, e se o desamor for do filho em relação ao pai ou a mãe, ou entre marido e mulher, deverão propor ações indenizatórias uns contra os outros para compensarem o desamor? Tudo indica e a experiência confirma que medidas dessa natureza mais separam do que unem. O precedente pode estar aberto.
É muito triste saber que entre pais e filhos nem sempre o amor, a união, a amizade façam parte da vida. Contudo, o bom senso manda que procurem chegar a bom termo na base da aproximação, da caridade, do perdão, da humildade, e acima de tudo pelos próprios laços da procriação.
“Filhos, obedecei em tudo a vossos pais, porque isto agrada ao Senhor. Pais, deixai de irritar vossos filhos, para que não se tornem desanimados.  (Cl 3, 20.21). “Honra teu pai e tua mãe, para que teus dias se prolonguem sobre a terra que te dá o Senhor, teu Deus” (Ex 20,12).
E São Paulo recita em I Co 13, 4-7: “A caridade é paciente, a caridade é prestativa, não é invejosa, não se ostenta, não se incha de orgulho. Nada faz de inconveniente, não procura o seu próprio interesse, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se regozija com a verdade.Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”.
Busque-se o amor filial ou paternal na paternidade responsável, no casamento sério, na formação da família segundo os preceitos morais e cristãos, e para todos, crentes e não crentes, tantas alternativas existem como o respeito mútuo, o diálogo, a educação, a participação em grupos de família, conselheiro espiritual, e até da psicologia quando o caso recomendar, mas jamais procure-se compensar o amor de forma mercantilista, com aparência de vingança indenizatória, ressalvando-se mais uma vez para que não se confundam as coisas e a minha posição, do legitimo direito constitucional, legal e até religioso porque não, de compelir um ao outro a cumprir com os deveres e obrigações familiares de educação, saúde, alimentação, herança, e demais decorrentes do direito de família. Até para os casos de violência familiar existe responsabilidade penal.
A indenização não é um direito de família, por isso requer-se muita cautela e prudência na solução desses casos.   
Diac . Narelvi

MAIO, MÊS DE MARIA 22



“As orações de Maria  junto a  Deus  
têm mais poder junto da Majestade divina 
que as preces e intercessão 
de todos os anjos e santos do Céu e da Terra”.
(Santo Agostinho)

MAIO, MÊS DE MARIA 21



Deus ajuntou todas as águas e deu nome de mar, e ajuntou todas as graças e deu nome de Maria 
(São Luiz de Montfort)

domingo, 20 de maio de 2012

MAIO, MÊS DE MARIA 20



“Jesus instituiu a Eucaristia para viver conosco, ser o nosso alimento, receber as nossas visitas no seu humilde palácio, o sacrário. Que de vezes, porém, não se torna um ilustre desconhecido, apesar de ali viver agonizando por nosso amor!

Quanta diferença entre o nosso amor adormecido e o que Maria consagrava ao seu divino Filho, amor que não se compadecia com a sua ausência, nem que fosse por breve lapso de tempo”.

Maria, Primeiro Evangelho de Jesus Cristo
Pe. Santo Armelim 

NÃO FIQUEM SOMENTE OLHANDO PARA CIMA. PONHAM-SE EM AÇÃO!


 ASCENSÃO DO SENHOR

Prezados amigos e irmãos em Jesus Cristo.

1ª PARTE
  
         Passados quarenta dias da ressurreição, Jesus ainda continuava com seus discípulos e apóstolos como que a concluir a sua missão salvadora aqui na terra preparando-os mais ainda para que pudessem levar adiante tudo o que Cristo ensinou. “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura!”. Cerca de quinhentas pessoas testemunharam a permanência de Jesus nesses quarenta dias segundo 1 Co 15,5.
         Jesus já havia dado prova da sua divindade ao ressuscitar. Agora, na sua despedida terrestre, mais uma vez confirma que não era apenas um Homem, mas também Deus, elevando-se ao Céu. E que linda narração!
         Quando Lucas escreveu sua carta para Timóteo, fez referência ao seu Evangelho para dizer-lhe sobre o desempenho de suas tarefas segundo o que Jesus o havia ensinado e mandado fazer durante os últimos dias antes da sua subida ao céu.
         Ascensão de Jesus significa que Ele subiu ao céu por sua própria ação, sem depender de nada. E tudo aconteceu sob os olhares de muitas pessoas, talvez  cento e vinte conforme se deduz de At 1,15 .
         Alegremo-nos, então, irmãos, pela certeza de que Jesus não está morto, mas vivo no Céu à direita do Pai, olhando e cuidando de cada um de nós como um verdadeiro Rei Celeste, e ao mesmo tempo no meio de nós na Eucaristia.
Avaliem a nossa responsabilidade como seguidores de Cristo. Lucas se orgulhava e fazia questão de contar que tudo o que aprendera de Jesus nos três anos de vida pública até o seu retorno à Casa do Pai foi por ele assimilado e transmitido ao povo como anúncio do Reino de Deus.  Exemplo dignificante para nós cristãos.
Podemos imaginar o encanto daquelas pessoas testemunhas da subida de Jesus ao Céu, olhando para Ele e para o alto até vê-lo desaparecer, interrompidos que foram pelos dois homens vestidos de branco que lhes disseram: “Homens da Galiléia, por que ficais aqui, parados, olhando para o céu? Esse Jesus que vos foi levado para o céu, virá do mesmo modo como o vistes partir para o céu”.
Esses anjos, na verdade, chamaram a atenção daqueles homens para uma nova realidade: Jesus que ressuscitou já voltou para o Céu. Mexam-se! Ao trabalho! A partir de agora cumpram a missão “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura!”.

2ª PARTE

Queridos amigos e irmãos leigos e do ministério ordenado. Não podemos mais continuar olhando para cima esperando ver o Cristo desaparecer. Esta até passando da hora de cada um assumir o seu papel de cristão outorgado no dia do batismo. Nada de esperar que os outros façam o trabalho missionário. Nada de rezar para que o filho da vizinha tenha vocação para padre ou diácono. Precisamos, todos, seja qual for a nossa opção vocacional leiga ou religiosa, e juntos, deixarmos de ficar parado olhando para cima e passarmos a enfrentar os desafios que são frequentes e fazer da nossa conversão exemplo vivo para que outros também tenham oportunidade e alegria de conhecer e servir o Senhor Jesus, principalmente na busca dos cristãos separados.
         São Paulo já orava no seu tempo para que o Pai desse aos homens um espírito de sabedoria e abrissem seus corações para conhecer a verdade. A sua oração nos alcança até hoje.
         O  Pai colocou tudo aos pés de Jesus fazendo dele a Cabeça da Igreja que é o seu corpo. Temos uma Igreja. Somos católicos. Cristo é a Cabeça desta Igreja, por isso, confiemos nele e façamos a parte que nos cabe e não impeçamos que os outros também o façam. 
         Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho!
         Irmãos, que ótimo para os missionários chamados a seguirem para regiões longínquas  que ainda não conhecem Jesus ou estão com a sua religiosidade adormecida.  Mas nós estamos aqui. O “Ide” está mais perto, é bem aí onde você mora ou trabalha tornando muito mais fácil participar do ministério pastoral e fazer Cristo e a sua Igreja continuar a sua missão de mais de dois mil anos.  
         Diz o Evangelho: “Os discípulos então saíram e pregaram por toda parte. O Senhor os ajudava e confirmava sua palavra por meio dos sinais que a acompanhavam”.
         NÓS FAZEMOS PARTE DESSA NARRATIVA. CORAGEM, CRISTO ESTÁ CONOSCO!
Louvado seja N.S. Jesus Cristo.
Diac. Narelvi

sábado, 19 de maio de 2012

MAIO, MÊS DE MARIA 19



A maior alegria que podemos dar a 
Maria Santíssima 
é a de levar Jesus Eucarístico no nosso peito.
(Santo Hilário)

sexta-feira, 18 de maio de 2012

MAIO, MÊS DE MARIA 18



“Com que amor não secundaria o Menino Jesus a própria Mãe na lides domésticas. Em Nazaré tudo é admirável. Ignoramos, porém, o que mais admira, se a humildade de Maria, que precisava desviar o olhar da divindade para dar ordens, ou a docilidade com que Jesus as aceitava. Fossem os seus sentimentos idênticos aos de Pedro quando Jesus lhe lavou os pés, ou de João Batista quando lhe solicitou o batismo,  Maria nunca teria ousado valer-se da sua autoridade doméstica, porque o seu olhar mais penetrante que o de Pedro e do Precursor, vencendo a opacidade da natureza humana, descobria melhor os esplendores da divindade”

Maria
Primeiro Evangelho do  Espírito Santo
Pe. Santo Armelin