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domingo, 28 de março de 2021

RESSURREIÇÃO - 6º tema.

 


 

Irmãos e irmãs, eu vos saúdo a todos vós em Cristo Jesus."  ( I cor 16:25)

O tema de hoje é PASCOA DA RESSURREIÇÃO.  JESUS VIVE. 

Inicio com uma pergunta: que Páscoa você guarda? A do consumismo comercial e do lazer? A do coelhinho e do chocolate? Ou a Páscoa de Jesus?

Páscoa cristã, é o retorno de Jesus Cristo da sua morte humana para a vida,  chamada de RESSURREIÇÃO, uma vez que como DEUS que JESUS é não morre, e mesmo como homem jamais morrerá novamente porque Ele é eterno.

Somos convencidos da RESSURREIÇÃO DE JESUS pela Tradição Apostólica, pelo Magistério da Igreja e principalmente pela Bíblia que nos textos do AT e NT, principalmente nos Evangelhos, Palavra viva de Jesus testemunhada por quem com Ele conviveu até Pentecostes e assistiu a sua ascensão, de que de fato Ele é o Messias Ressuscitado, nosso Deus e Salvador.

A morte de Jesus e a sua ressureição dentre os mortos, por exemplo, é anunciada no Salmo 15:10: "porque vós não abandonareis minha alma na habitação dos mortos, nem permitireis que vosso Santo conheça a corrupção”. Segundo Lucas, Jesus afirmou: Assim é que está escrito, e assim era necessário que Cristo padecesse, mas que ressurgisse dos mortos ao terceiro dia."  Lc 24,46. Jesus afirmou também: "Derrubai este templo, e em três dias o levantarei" (Jo 2:19).

        É por isso que a Ressurreição de Jesus é a maior e mais importante data cristã, alegremente comemorada não apenas pelos católicos, mas por todos os cristãos. É no que cremos, pois “Se Cristo não tivesse ressuscitado, vã seria a nossa fé” (I Cor 15,14).

         No Evangelho de Mc 16, 5-7, Maria Madalena e Maria, a mãe de Tiago, e Salomé, foram as primeiras pessoas a saber da ressurreição. Ao visitarem o túmulo o encontraram vazio e um anjo lhes disse: “Vós procurais Jesus de Nazaré, que foi crucificado? Ele ressuscitou. Não está aqui ... Ide, dizei a seus discípulos e a Pedro que ele irá à vossa frente, na Galiléia. Lá vós o vereis, como ele mesmo tinha dito”.

Portanto amados amigos e irmãos, RESSURREIÇÃO é o grande acontecimento da história da Salvação. Cristo ressuscitou. Verdadeiramente ressuscitou ao terceiro dia. JESUS VENCEU A MORTE, ESTÁ VIVO!

 

O tempo forte da quaresma e da Semana Santa não termina com Jesus morto, não. Ao contrário, marca o reinício de uma vida nova que a RESSURREIÇÃO nos traz. “Mas Deus o ressuscitou ao terceiro dia e permitiu que aparecesse" (At 10,40; I Cor 15,4). “Eu sou o pão da vida” (Jo 6,48); “Eu vim para que todos tenham vida” (Jo 10,10b); “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim." (Jo 14,6).

A paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo no Calvário perpetuou-se no tempo e no espaço tornando-nos ainda hoje coparticipantes daquele mesmo momento na Consagração Eucarística na Santa Missa, e superando essa tristeza é uma graça infinita para os cristãos, celebrar sua vitória sobre a morte pela RESSURREIÇÃO.

Portanto, a PÁSCOA DE JESUS é a páscoa que o bom cristão festeja e que tem seu sentido maior na participação da Santa Missa.

A passagem para uma vida nova deve se repetir a cada dia sempre procurando aproximar-se cada vez mais da perfeição cristã que se completará no Céu. 

Nenhum dos grandes filósofos, religiosos ou fundadores de religiões da antiguidade e da modernidade ressuscitou. Nasceram, cresceram e morreram. Cristo é o único profetizado que nasceu, cresceu, morreu E RESSUSCITOU por que ele é o ÚNICO E ETERNO SENHOR E DEUS.

A Ressurreição nos chama a uma vida comprometida com a Igreja e a buscar as coisas do alto: "Se, portanto, ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus." Cl 3,1-4

Um destaque de glória para as mulheres no Plano de Deus está em Maria, a Nossa senhora escolhida para ser a Mãe de Jesus Salvador. E conforme falou o Papa Francisco numa das suas homilias sobre as mulheres na ressurreição citou: “Maria Madalena e outras que foram as primeiras testemunhas da ressurreição”; "as mulheres seguem adiante levando o anúncio"; "Deus sempre começa com as mulheres, sempre. Abrem caminhos. Não duvidam: sabem; viram-No, tocaram-No. Viram também o sepulcro vazio”.

Irmãos e irmãs, nós também ressuscitaremos. Que a luz do Cristo ressuscitado ilumine sempre o caminho de vocês. Aleluia.

quarta-feira, 17 de março de 2021

PANDEMIA E A IGREJA 5º tema

 

Pandemia e a Igreja.

Uma das piores coisas que pode acontecer para o cristão é ver-se privado da sua prática religiosa.

Uma vida toda ligada a Deus pela fé, pela oração, pelas devoções, leituras bíblicas, que nos mantém unidos ao Senhor, e como ponto mais profundo e sublime, é a participação dominical da Santa Missa para os católicos e culto para os irmãos evangélicos.

De repente, uma epidemia da COVID invade o mundo impondo sua raiva e ódio avassaladores. Um número enorme de pessoas foram contaminadas inclusive em nosso país, ceifando a vida de milhares de irmãos que não conseguiram sobreviver à perversidade da doença apesar de, felizmente, a grande maioria dos contaminados terem conseguido a plena recuperação.

Mas os que perderam a vida são muitos, demais para a nossa capacidade de suportar os sentimentos, além de todas as consequências danosas que conhecemos.  Não dá para entender direito! Um mal físico com reflexo total em nossas vidas e religiosidade.

Como cristãos já nos assusta a perseguição contra os irmãos na China, Coreia do Norte e outros países comunistas e socialistas, pela violência contra os templos e fiéis.

Não bastasse isso, agora em todas as nações um vírus de surgimento enigmático se alastra e agride a todos indistintamente.

Ciência e experiência se unem para o combate ao mal invisível. E dentre os esforços as Igrejas dentre todos os segmentos também são atingidas e levadas a seguirem regras impostas pelos dirigentes governamentais interferindo nas atividades religiosas com as restrições que levam desde a limitação de presença física dos fieis até mesmo ao fechamento temporário dos templos para o público.

Irmãos e irmãs. Nos causa aflição a ausência presencial das Missas, dos Sacramentos em geral, e de não poder estar ali para o momento da Consagração e sentir de perto a transubstanciação que é fazer acontecer o milagre da presença real de Jesus na Eucaristia e recebe-Lo em comunhão, além de não poder contar com o convívio fraterno e afável dos irmãos e do calor humano e paternal do celebrante da Missa e da Celebração da Palavra por quem também somos alimentados pela Comunhão da Palavra.

No Evangelho de Mt 18,20, Jesus afirma: "onde dois ou três estão reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles”.

Sabemos da Igreja Domestica que é nossa casa. Sabemos que o Senhor é onipresente e por isso, seja em casa ou em qualquer outro lugar formamos a Igreja onde Jesus está sempre presente.

Por isso que nossa ausência física da Igreja Templo nesse tempo de pandemia pode e deve ser suprida por nossos atos individuais ou não, de louvor e ação de graças, cada um reverenciando e orando ao Senhor conforme é do seu habito fazer, lendo e meditando a bíblia, recitando o terço, lembrando do Senhor durante o dia, fazendo as orações da manhã e da noite, praticando boas obras, e assistindo as Missas e outros atos litúrgicos à disposição via internet.

        Irmãos, é um tempo passageiro. Em breve retornaremos às nossas praticas normais dos nossos deveres religiosos, funcionais, familiares e sociais.

Portanto, nada justifica afastar-se da espiritualidade e oração. São Paulo ensina: “Orem no Espírito em todas as ocasiões, com toda oração e súplica; tendo isso em mente, estejam atentos e perseverem na oração por todos os santos.” (Ef. 6,18);  “Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus.” (Filipenses, 4,6); “Quero, pois, que os homens orem em todo lugar, levantando mãos santas, sem ira e sem discussões.” 1 Tm 2,8.

Como ensinou Jesus em Jo, 13,17: "Agora que vocês sabem estas coisas, serão felizes se as praticarem.".

Livrai-nos Senhor do mal da enfermidade, e dai-nos coragem para suportar as dificuldades sem perdemos a fé.

domingo, 28 de fevereiro de 2021

QUARESMA - 4º TEMA 2021

 


 Desde o início os cristãos se preparavam para a Páscoa com oração, jejum e penitencia, e a QUARESMA se tornou pratica na Igreja no século IV (4º).  Recorda o tempo em que Jesus esteve no deserto e foi tentado pelo diabo.

 A quaresma inicia na quarta-feira de cinzas e vai até domingo de ramos. Durante esse tempo as leituras bíblicas são marcadas de acordo com os anos litúrgicos A, B e C.

Somos convidados a refletir sobre nossa vida, nossos compromissos cristãos, e mais uma vez a procurarmos nos reencontrar com Cristo Salvador pela pratica religiosa principalmente o arrependimento de nossas faltas e pecados, e pedido de perdão. Nos preparamos para a alegria da Páscoa da Ressurreição.

 Durante a quaresma, no Brasil, inicia simultaneamente a Campanha da Fraternidade sem que esteja atrelada à Liturgia Quaresmal que tem seu rito e motivação próprias principalmente na escuta da Palavra.

 Já na quarta-feira de cinza somos chamados à conversão: “Arrependei-vos e crede no Evangelho”.  (Mc. 1,15).

 Para essa conversão somos levados na quaresma a refletir sobre o sofrimento de Cristo, sua paixão e morte que aceitou porque sabia que o seu sofrimento seria transformado em glória e o Povo de Deus seria o beneficiário do sacrifício.

        Muitas vezes nos amedrontamos, temos medo de enfrentar as adversidades, de enfrentar os demônios das corrupções, os pervertidos meios de comunicações, até os relacionamentos interpessoais. Assusta-nos a degeneração da sociedade! Porém sejamos crentes corajosos e obedientes à Palavra de Deus, e quando nos sentirmos fracos não tenhamos receio de invocar ao Pai por Jesus Cristo para que ampare e ilumine nossos caminhos à luz do Evangelho.

         Deus se colocou à nossa frente por Jesus para nos dirigir e sabemos disso. Mas o SIM da aceitação depende de cada um. Se não houver de parte dos homens e das mulheres uma manifesta intenção de praticar o bem e de seguir o Mestre, cada qual responderá pela desobediência.

                 Os sentimentos de um modo geral são frutos do nosso interior. As lições que aprendemos em casa, na escola, na Igreja, todos os preceitos que regem a vida dos homens, podem vir preparados em compêndios didáticos ou decretos. O homem pode decorar tudo, até a bíblia, porém, o resultado eficaz não pode estar só nas letras impressas, mas acima de tudo naquilo que ficou gravado no seu íntimo, no seu coração, na disciplina do amor a Deus e ao próximo.

Nós amamos pela força do amor interior. Ninguém ama porque a lei manda amar; ninguém é feliz porque alguma norma conceitua a felicidade; ninguém pode amar a Deus, a si mesmo ou os irmãos porque o mandamento assim estabelece, mas por que aceitou o que o Senhor propos.

Narra-nos São João no Evangelho, capitulo 12 versículos 30-33, que alguns gregos por intermédio de Filipe falaram com Jesus e dele  ouviram: Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua só um grão de trigo; mas se morre,  então produz muito fruto”.

        Jesus ensinou que assim como se morre para alcançar a vida eterna, se deve morrer para o pecado para que a conversão aconteça como propósito de mudança de vida, pois o cristão é preparado para a conversão do mal para o bem, para servir a Deus, para uma vida santa, cheia de graças e bênçãos. É a proposta da Quaresma.

Uma razão bem forte para aqueles que tem seus pecados perdoados, é sentirem-se abrigados por Deus formando uma nova aliança interior, sem receio nem vergonha do seu passado, porque uma vez libertos do pecado eles não contam mais nem são lembrados porque deixaram de existir.

É na Igreja irmãos e irmãs que encontramos o local propicio para cantarmos: Eis o tempo de conversão. Eis o dia da salvação. Ao Pai voltemos, juntos andemos, eis o tempo de conversão” compenetrados nas orações, nas vias sacras, terços, e principalmente nas Santas Missas e ouvindo com atenção as boas pregações inspiradas nas Sagradas Escrituras. 

Que neste tempo quaresmal, o Espírito Santo seja a luz a te guiar para a plena conversão que Jesus te preparou e pelo exemplo de Nossa Senhora, sua resposta seja sempre um SIM DE ACEITAÇÃO.

Irmão, seja um dos eleitos do Senhor para a Salvação, e cidadão da Pátria Celeste, como nos propõe São Pedro na sua 1ª Carta.  Esta quaresma te ajudará.