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segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

ESTAMOS NO ADVENTO - 2020

 


 IRMÃOS E IRMÃS VAMOS REFLETIR SOBRE O ADVENTO:

        Advento quer dizer o que está para vir.  Um tempo de preparação para a vinda de Jesus.

        O Ano Litúrgico não coincide com o ano civil, pois inicia quatro domingos antes do Natal (novembro ou dezembro) com o Advento, e termina com a solenidade de Cristo Rei no último domingo do tempo comum, daí novamente o Advento.

Como se vê, o calendário litúrgico revela a trajetória de Jesus desde a sua concepção até a sua vitória como Deus e Rei do Universo, e toda a história da Salvação desde o Antigo Testamento, por anos litúrgicos que se dividem em ANO A, ANO B e ANO C.    Estamos no ANO B.  

        Mas o que nos aproveita o Advento? Qual o sentido do Advento?  

        Como falei, é um tempo de preparação e conversão a que somos chamados por Jesus através das celebrações litúrgicas e leituras bíblicas reservadas para o Advento

Isaias no cap. 63 v. 19 profetizava a vinda do Senhor Jesus e como uma poesia já declamava: Ah! Se rompesses os céus e descesses! As montanhas se desmanchariam diante de ti”.   Referia-se àquele que como bom oleiro viria para amoldar as nossas vidas segundo os seus divinos critérios.

        Então como uma recapitulação do passado somos convidados a no presente, preparar nossas vidas segundo a vontade de Deus, e isso enquanto estamos vivos e fortalecidos pela graça divina pois que, segundo o Evangelho em Mt 25,13, Jesus veio para nos salvar contudo precisamos estar vigilantes para a prestação de contas diante do Senhor.

 

Por isso Jesus diz:  Cuidado! Ficai atentos, porque não sabeis quando chegará o momento: à tarde, à meia-noite, de madrugada ou ao amanhecer (Mc. 13,33-37).

 

        Isaias já profetizava sobre uma voz gritando para preparar o caminho do senhor, endireitar as estradas, nivelar os vales, enfim, preparar tudo para a vinda do Salvador e João é esse que anuncia a vinda de Jesus conforme o Evangelho de Jo 1,23 pregando um batismo de conversão para o perdão dos pecados.

 

Irmãos e irmãs.  Temos quatro semanas de oportunidades para preparação do Natal de Jesus.

 

        O Advento nos alerta, então, para esse cuidado e atenção a fim de que estejamos prontos para a vinda do Senhor sem os riscos das desatenções que nos afastam dos compromissos com nossos deveres materiais, religiosos e espirituais e nos colocam no emaranhado do pecado.

 

        As homilias em todas as Missas e celebrações da Palavra neste tempo do Advento são dirigidas a todos, indistintamente.

 

Sabemos dos obstáculos criados pela pandemia do Covid 19 que limitou a participação presencial dos fiéis das Missas e Cultos católicos nas Igrejas.

 

        Contudo lembremo-nos que Igreja é também a nossa casa, e assim pela internet e outros meios podemos participar das celebrações e ouvir dos nossos pregadores   a exemplo de São João e em nome do Senhor Jesus   a exortação para a conversão para uma nova vida valorizada na família e na sociedade como verdadeiros cristãos e exemplares católicos.

 

A cor roxa do tempo do advento não deve representar peso ou sacrifício, mas alegria e esperança de um tempo melhor porque Jesus é a nossa força.   

 

Você meu irmão, seja uma voz na sua casa, na sua paroquia, na sua diocese, mandando preparar o caminho para a vinda do Senhor

 

Meu Deus, compadecei-Vos de mim pecador!

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!

 

terça-feira, 8 de setembro de 2020

NOSSA SENHORA DO PORTO - NATIVDADE

 


A Natividade de Maria

Dom Murilo S.R. Krieger, scj - Arcebispo Emérito de São Salvador da Bahia

https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2020-09/a-natividade-de-maria.html

A Natividade de Nossa Senhora é celebrada nove meses depois da celebração da solenidade da Imaculada Conceição (8 de dezembro). É toda a Igreja que faz o convite: “Vinde, todas as nações, vinde, homens de todas as raças, línguas e idades, de todas as condições: com alegria celebremos a natividade da alegria! (...)

No dia 8 de setembro, seguindo uma tradição dos primeiros séculos da Igreja, celebramos a festa da Natividade de Nossa Senhora. Não há, nos textos evangélicos, referência alguma ao nascimento de Maria, por uma razão muito simples: o objetivo que os evangelistas tinham ao escrever o Evangelho era o de nos apresentar Jesus Cristo. Só há referências à Virgem Maria ou a qualquer outra pessoa quando se trata de ressaltar algum fato que diga respeito ao Salvador. É verdade que a Palavra de Deus nos mostra, mesmo que deforma discreta, a presença de Maria Santíssima nos momentos centrais da História da Salvação, como a encarnação, a inauguração do ministério de Cristo, a crucifixão, o nascimento da Igreja com a vinda do Espírito Santo etc. Mas os Evangelhos não nos dão informações a respeito da família de Maria, de sua infância, de sua formação, de seu temperamento, de seu aspecto físico etc.

Encontramos dados sobre o nascimento de Maria nos chamados “Evangelhos Apócrifos”, que não são textos inspirados, mas escritos para recolher tradições orais que circulavam entre o povo. Ao lado de (poucos) fatos históricos verdadeiros, tais textos traziam (muitas) histórias fantasiosas e edificantes, para comover os fiéis. Para dar maior autoridade a tais textos, escritos a partir do segundo século da era cristã, eles eram divulgados como sendo de autoria de algum apóstolo. Segundo os Evangelhos Apócrifos, Nossa Senhora teria nascido na cidade de Nazaré, na Galileia, e seus pais se chamavam Joaquim e Ana.

A Igreja católica não costuma celebrar o dia de nascimento dos santos, mas sim o de sua morte – isto é, quando entraram para a glória eterna. Há, contudo, três celebrações de nascimento: de Jesus Cristo (Natal); de São João Batista (ainda no ventre de Isabel, manifestou-se diante da proximidade de Maria, que esperava Jesus, e que fora visitar sua parente); e o da própria Virgem Santíssima.             

A Natividade de Nossa Senhora é celebrada nove meses depois da celebração da solenidade da Imaculada Conceição (8 de dezembro). É toda a Igreja que faz o convite: “Vinde, todas as nações, vinde, homens de todas as raças, línguas e idades, de todas as condições: com alegria celebremos a natividade da alegria! (...) Que a criação inteira se alegre, festeje e cante a natividade de uma santa mulher, porque ela gerou para o mundo um tesouro imperecível de bondade, e porque por ela o Criador mudou toda a natureza humana em um estado melhor!” (S. João Damasceno – século VIII).

Mais tarde, em um famoso sermão feito na festa da Natividade, Padre Antônio Vieira (século XVII) perguntou: “Quereis saber quão feliz, quão alto é e quão digno de ser festejado o Nascimento de Maria?” Ele mesmo respondeu: “Vede para que nasceu: nasceu para que dela nascesse Deus. (…) Perguntai aos enfermos para que nasce esta celestial Menina: dir-vos-ão que nasce para Senhora da Saúde; perguntai aos pobres, dirão que nasce para Senhora dos Remédios; perguntai aos desamparados, dirão que nasce para Senhora do Amparo; perguntai aos desconsolados, dirão que nasce para Senhora da Consolação; perguntai aos tristes, dirão que nasce para Senhora dos Prazeres; perguntai aos desesperados, dirão que nasce para Senhora da Esperança. Os cegos dirão que nasce para Senhora da Luz; os discordes, para Senhora da Paz; os desencaminhados, para Senhora da Guia; os cativos, para Senhora do Livramento; os cercados, para Senhora da Vitória. Dirão os pleiteantes que nasce para Senhora do Bom Despacho; os navegantes, para Senhora da Boa Viagem; os temerosos da sua fortuna, para Senhora do Bom Sucesso; os desconfiados da vida, para Senhora da Boa Morte; os pecadores todos, para Senhora da Graça; e todos os seus devotos, para Senhora da Glória. E se todas estas vozes se unirem em uma só voz, dirão que nasce para ser Maria e Mãe de Jesus.”

A Virgem Maria foi escolhida por Deus, antes de todos os séculos, para ser a Mãe do Messias, a Mãe do Filho de Deus, a Mãe do Salvador, “a estrela que precede o Sol”. Com o seu nascimento, a vinda do Emanuel, do “Deus-conosco”, começava a se concretizar. Por isso, na festa de seu nascimento, a Igreja pede: “Exulte, ó Deus, a vossa Igreja (...), pois nos alegramos pelo nascimento de Maria, que foi para o mundo inteiro esperança e aurora da salvação” (Missa – Oração depois da Comunhão).

 

domingo, 6 de setembro de 2020

O PADRE OU JESUS?

 

Para a minoria dos católicos que não leem a bíblia nem conhecem a religião que dizem professar, e a quem mais interessar possa.

O padre ou Jesus?

De pronto respondo: os dois mesmo reconhecendo o Senhor acima de tudo.

É triste quando se tem notícia do cometimento de erro por algum padre. Mas também é lamentável quando pessoas que se apresentam como católicos publicam comentários inconvenientes e expressam péssimos conceitos sobre os padres em detrimento da religião católica esquecendo que também os leigos são responsáveis pelas suas condutas muitas vezes inadequadas perante a Igreja. Certamente que esses não são verdadeiramente católicos ao se comportarem como se fossem juízes divinos ou eclesiásticos para fazerem julgamento e sentenciarem: “Deixarei a Igreja Católica”; “Não irei mais a Missa”. Outros justificam:  “Não vou à Igreja pelo padre, mas por Jesus” e nessa linha falam besteiras desfazendo do ministério ordenado do presbítero como se não significasse nada para a Igreja Católica e fiéis.

        De plano ressalvo os atributos de Deus por Jesus Cristo e o Espírito Santo: conhecimento completo de tudo, tudo pode, e está presente em todo lugar e ao mesmo tempo.

        Contudo, existe um único lugar aonde Jesus está presente, vivo, real, verdadeiro: na EUCARISTIA, Sacramento que acontece NA SANTA MISSA cujo celebrante primeiro é Jesus Cristo mas que precisa por sua escolha, do sacerdócio do bispo e do presbítero (padre) para que o milagre da transubstanciação aconteça.

        Dessa maneira é somente na MISSA ou EUCARISTIA que podemos nos encontrar com Jesus em Corpo, Alma e Divindade. Fora dela, impossível enquanto estivermos neste mundo.

        Isto por vontade do próprio Jesus que celebrou o que podemos chamar de primeira Missa quando instituiu a Eucaristia na Ceia com os Apóstolos (Mt 26,26-28; Lc 22, 19-20; 1 Cor 11, 23-26).

        O “fazei isto em memória de mim”  Jesus mandou aos Apóstolos que foram os primeiros bispos da Igreja Católica.

        Foi Jesus, pessoalmente, quem escolheu seus Apóstolos (bispos) dando-lhes plenos poderes para representa-Lo na Terra e celebrar a Eucaristia (Missa).

Os Bispos, por sua vez, investidos desses poderes escolheram diáconos e presbíteros ordenando-os (Sacramento da Ordem) impondo-lhes as mãos como está em At 1-6; 14,23; Tt 1, 5-7; 1Pd 5,1 (Ancião vem do grego significa presbítero).

Portanto, desde o inicio com Jesus, os bispos e presbíteros (padres)  receberam autorização para celebrar a Missa. É por intermédio do sacerdote que Jesus celebra. Por isso que o bispo e os presbíteros agem in persona Christi.

 É bom saber que sem o bispo, padre e diácono não se pode falar de Igreja, já dizia Santo Inácio de Antioquia, Epistula ad Trallianos 3, 1: SC 10bis. 96 (Funk 1, 244) e consta do Catecismo da Igreja Católica no parágrafo 1593.

Por conseguinte, está confuso no seu modo de entender aquele que quer colocar o sacerdote católico em plano inferiorizado na celebração da Missa ou de qualquer outra função ministerial. Sem o bispo e o presbítero a Missa não acontece. Daí então que na celebração da Santa Missa o celebrante exerce o ministério na pessoa de Jesus Cristo. Até mesmo que em estado de pecado esteja o padre, necessitamos dele para a Eucaristia.

Como se vê, é uma futilidade ficar aí blasfemando contra os presbíteros ou ameaçando deixar a Igreja por que um ou outro cometeu algum erro.

À vista disso, o bom e bem formado católico deve compreender que o presbítero é sim uma pessoa muito especial, merecedora de respeito e consideração porque deixou tudo para atender ao chamado de Cristo para a missão evangelizadora e salvadora, sendo ele que em nome de Jesus nos conforta em nossas necessidades espirituais.   

Na paz de Cristo.

Dc Narelvi.