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domingo, 12 de abril de 2020

DOMINGO DA PÁSCOA – RESSURREIÇÃO DE JESUS







 Prezados amigos e irmãos em Jesus Cristo.


A Semana Santa com o Tríduo Pascal fechou seu ciclo e com a Celebração da Ressurreição de Jesus Cristo, no domingo de hoje comemoramos a vitória de Jesus sobre a morte, vitória sobre o pecado. 

Desta vez fomos atingidos pelo mal da contagiosa enfermidade do Coronavirus, fazendo com que as Igrejas Católicas de todo o Brasil restringissem as celebrações à portas fechadas, sem a presença do público, realizadas de forma privada pelos sacerdotes e poucos auxiliares litúrgicos disponibilizando os meios de comunicação principalmente a internet para que o fiéis católicos acompanhassem em suas casas.

Uma experiência rara e triste a nos afastar fisicamente do Templo, principalmente hoje em que para nós Cristãos é a comemoração mais importante do calendário litúrgico: a Ressurreição, pois foi com a sua ressurreição que Jesus demonstrou que é verdadeiramente Homem e verdadeiramente Deus o que nos enche de alegria.

Depois de um tempo fortemente levado à penitência e reconciliação lembrando do sofrimento e morte humana de Jesus para a Salvação dos homens, somos chamados nesta Páscoa para uma vida nova. 

A morte de Jesus (na sua natureza divina Jesus não morreu) foi um oferecimento da sua natureza humana por todos nós (I Cor 15,3; I Tm 1,15; etc). 

A lembrança da morte de Jesus nos faz sentir a sua paixão e os momentos da cruz, e a compreender o seu infinito amor por nós. Mostra-nos que a morte foi necessária, pois que foi para morrer por nós que Ele veio (Jo. 12,27). Cristo morreu por nós diz São Paulo (Rm 5,8), e ainda João 10,18 confirma que Jesus deu sua vida livremente, por amor. 

O tempo forte e pesado da quaresma e da Semana Santa não termina com Jesus morto, não! Ao contrário, marca o reinício de uma vida nova que a RESSURREIÇÃO nos traz. “Eu sou o pão da vida” (Jo 6,48); “Eu vim para que todos tenham vida” (Jo 10,10); “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14,6). “Mas Deus o ressuscitou ao terceiro dia” (At 10,40; I Cor 15,4).

É por isso que a Ressurreição de Jesus é a maior data cristã, alegremente comemorada não apenas pelos católicos, mas por todos os cristãos, e não apenas neste domingo, mas em cada momento da vida e principalmente nas Missas onde se celebra a paixão, morte e ressurreição de Jesus. É a nossa fé, pois “Se Cristo não tivesse ressuscitado, vã seria a nossa fé” (I Cor 15,14).

Páscoa da Ressurreição é Jesus vivo que permanece também na Eucaristia em Corpo, Alma e Divindade, e nos dá a certeza de que todos nós também ressuscitaremos. 

Portanto amados amigos e irmãos, Hoje, domingo, é a grande festa da Ressurreição. Cristo ressuscitou. Verdadeiramente ressuscitou ao terceiro dia. JESUS ESTÁ VIVO!

Feliz Páscoa com Jesus.
Dc. Narelvi
 
 

quinta-feira, 9 de abril de 2020

ESTAMOS NA SEMANA SANTA - TRÍDUO PASCAL





A Semana Santa iniciou no domingo com a celebração de Domingo de Ramos da Paixão do Senhor. 

A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém com os discípulos e o povo seguindo com ele demonstra o quanto era esperado, alguns o seguiam tendo-o como o Messias, o Salvador e gritavam: “Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana no mais alto dos céus!” e o reconheciam como 'o profeta Jesus, de Nazaré da Galiléia.”
 
Porém outros, se achavam esperançosos de que fosse um governante, chefe da nação cheio de poder político, um rei que com força e espada resolveria seus anseios materiais. 

E revestiram o caminho com ramos e vestes para Jesus passar.

Para muitos incrédulos a decepção veio quando viram um Jesus humilde, sem soldados e sem batalha, sem nenhuma pretensão de poder político que ao invés de pregar conquistas vingativas e sangrentas falava em amor e perdão. Foi o que bastou para que esses se revoltassem e logo em seguida, diante Pilatos gritassem: “CRUCIFICA-O”.

Na 5ª feira quando se celebrava naquele tempo a Páscoa Judaica Jesus lava os pés dos apóstolos em sinal de humildade e de serviço de uns para com os outros. Também reúne-os para a Ceia que foi a instituição da Eucaristia e do sacerdócio ministerial.

Essa Ceia/Eucaristia foi a primeira Missa de Jesus que com sua paixão, morte e ressurreição eternizou-se. Em cada Missa celebrada neste mundo nos harmonizamos com o mesmo momento, com o mesmo calvário de Cristo. 

Jesus tomou o pão, deu graças, partiu-o, e o deu aos seus discípulos, dizendo: “Tomem e comam; isto é o meu corpo”. Em seguida tomou o cálice, deu graças e o ofereceu aos discípulos, dizendo: “Bebam dele todos vocês. Isto é o meu sangue da aliança, que é derramado em favor de muitos, para perdão de pecados". E completou segundo Paulo:fazei isto em memória de mim”. 

Hoje, 6ª feira Santa, conhecida como “Sexta-feira Maior” celebramos a Paixão e Morte de Jesus. Aos gritos do “CRUCIFICA-O” Jesus é amarrado, humilhado, ironizado como Rei dos Judeus, trocado por Barrabás, coberto com um manto vermelho, coroa de espinhos em sua cabeça, perversamente chicoteado, carrega sobre seus ombros o seu próprio martírio, e pregado na cruz, Jesus morre.

Com muito sentimento de tristeza e amargura no coração, num gesto de amor e respeito fazemos a adoração da Santa Cruz.

Sabemos que Jesus como homem morreu e ressuscitou por que Ele é Deus e Homem. 

Nos lembramos da Paixão e Morte de Jesus por que foi um fato verdadeiro que não podemos nos esquecer, afinal, desse sofrimento no terceiro dia veio a vitória de Cristo sobre a morte, e graças a essa entrega de Jesus ao Pai foi que nós, homens pecadores recebemos o dom e a graça da Salvação. 

Resta-nos então, meditarmos muito nesta data. Pensemos se apesar de todo o sofrimento de Jesus, nós com nossas atuais faltas e pecados, alguns até renegando sua fé crista católica que recebeu do próprio Cristo, não estaremos traindo Jesus como fez Judas?

Os braços abertos de Jesus na Cruz estão a nos acolher e a abraçar. Sempre é tempo de conversão. Sempre é tempo de reconciliação. Sempre é tempo para voltar a Jesus e sua Igreja.

Infelizmente fomos tomados inoportunamente pelo mal da enfermidade do Coronavirus que vem ceifando a vida de muitos dos nossos irmãos e colocando em sofrimentos tantos outros, privando-nos dos momentos de profundas celebrações da Semana Santa dentro das nossas Igrejas, embora elas estejam acontecendo diariamente com o mesmo profundo e piedoso sentimento de amor e adoração a Jesus Cristo, em atos celebrativos liturgicamente corretos adaptados para o momento pelos nossos ministros ordenados, e limitado número de fiéis em decorrência da necessidade do recomendado isolamento social, com participação domiciliar ao vivo pela internet.
Deus seja sempre louvado.

terça-feira, 7 de abril de 2020

ORAR E REZAR?



Orar ou rezar?
São sinônimos.
É errado dizer que o protestante ora e o católico reza. Ambos oram e rezam.

Essa distinção resulta de um hábito dentre os protestantes como se orar fosse mais apropriado para a comunicação com Deus por que partiria de uma manifestação interior espontânea, não previamente organizada, tipo improviso. Por isso eles não dizem que rezam embora recitem o Pai nosso que é uma oração rezada, lida ou decorada assim como a repetição dos salmos ou versículos bíblicos. Portanto, rezam!

A reza é uma oração escrita ou decorada dirigida a Deus Trino e a santos como forma de ação de graças, suplicas de intercessões, devoções, etc. previamente pensada, lógica, teológica, religiosamente correta e gramaticalmente bem exposta. A Missa é rica em orações. 

Seja no silencio, nos cantos ou cânticos, nas leituras sagradas, nas meditações, nas diversas formas de gestos, ações e devoções, estaremos sempre orando e rezando.