27º DTC - Ano B – 4.10.15
Gn 2,18-24; Hb
2,9-11; Mc 10,2-16
Instituição do matrimônio. O que Deus uniu.... E o
divórcio?
Amigos e irmãos em
Jesus Cristo.
Um tema espinhoso
para nossos tempos.
Mas
conforme diz a Sagrada Escritura que traduz os ensinamentos de Deus no AT e NT,
São Paulo quando escreveu aos Hebreus, Jesus nos é revelado como aquele que
provou a morte por nós, sofreu para nos santificar. E ainda ensina que como
Jesus é o Santificador nós somos os Santificados. E como tanto Jesus como nós
somos descendentes do mesmo Deus, Jesus não se envergonha de nos chamar de
irmãos.
Logo, somos todos
irmãos em Cristo, tendo Cristo por Salvador o que nos dá o honroso titulo de
Cristãos.
Pois
bem. Aqui entramos no assunto matrimônio.
Alguns querem transformar o casamento num
acasalamento, “sem papeis,” dizem. E acabam também sem as bênçãos de Deus pelo
Sacramento do Matrimônio.
É bom lembrar que o casamento não é criação da
sociedade humana através de legislações civis ou decisões de Tribunais. CASAMENTO É UMA INSTITUIÇÃO DIVINA DE UM
HOMEM E UMA MULHER.
Portanto,
antes das leis humanas regia o casamento a Lei de Deus. No Brasil o Decreto nº
181 de janeiro de 1890 instituiu o casamento civil a vigorar partir de 24 de
maio de 1890[1].
Na Europa o casamento civil chegou no século XVIII[2].
Antes
disso, somente os casamentos celebrados pela Igreja Católica eram reconhecidos
como legítimos para todos os efeitos.
A Igreja Católica celebrava então o casamento religioso seguindo o que
diz em Gn 2,18-24,
como primeira Igreja Cristã do mundo, depositária e seguidora dos
Apóstolos e das Sagradas Escrituras.
Logo, todos os nossos antepassados foram casados no religioso católico e
deles nos descendemos.
Por isso o
matrimônio é indissolúvel: Gn. “23 E Adão exclamou: “Desta
vez, sim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne! Ela será chamada
'mulher' porque foi tirada do homem”. 24 Por isso, o homem deixará seu
pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e eles serão uma só carne. E Mt
19,6: Assim, eles já
não são dois, mas sim uma só carne. Portanto, o que Deus uniu ninguém
separe". É o 7º Sacramento.
Mas e o divórcio?
Na Bíblia fala e Jesus justifica: “Foi
por causa da dureza do vosso coração que Moisés vos escreveu este mandamento. 6
No entanto, desde o começo da criação, Deus os fez homem e mulher. 7 Por isso,
o homem deixará seu pai e sua mãe e os dois serão uma só carne. 9 portanto, o
que Deus uniu o homem não separe!' (Mc 10).
Sem duvida foi uma exceção à regra conforme os versículos 6-9.
Mas sem aprofundar no assunto, em determinados casos mesmo hoje o
divórcio é aceito na religião sem constituir falta moral, em determinadas
situações segundo o CDC[3]
e CIC[4],
quando for a única maneira possível de
garantir direitos legítimos, exemplo defesa dos filhos, maus tratos domésticos,
etc.
Porém, uma vez divorciados não podem casar novamente com outro sob pena
de cometer adultério.
É certo também, que em qualquer caso se
divórcio que ocorrer, o divorciado mesmo não podendo participar de certos
sacramentos como confissão, eucaristia, e algumas funções na Igreja, não deve
jamais abandonar a fé, a religiosidade, a frequência à Igreja e as Missas, e
fazer sua confissão espiritual, pois Deus é misericordioso e saberá te ouvir e
julgar. A Igreja acolhe os divorciados.
Aproveito agora
para falar como advogado acostumado a ouvir queixas de casais e divorciados. A
vida de separados é muito difícil. Tudo se complica financeiramente,
socialmente, familiarmente. Os filhos são os que mais sofrem.
A experiência
me diz que é preferível suportar as desavenças desde que não ultrapassem os limites
do suportável, e tudo fazer para que não aconteça a separação. Diálogo, oração,
perdão, renúncia, direção espiritual, encontros e reuniões de formação na Igreja
ajudam muito a discernir e superar.
A família (homem,
mulher e filhos) é uma dádiva de Deus e merece ser unida e plenamente vivida.
Sempre,
sempre, confiar na Misericórdia Divina.
Dc
Narelvi





