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domingo, 10 de abril de 2011

QUEM FOI SÃO LOURENÇO?


 
  SÃO LOURENÇO - diácono e martir
Padroeiro dos diáconos

São Lourenço sofreu o martírio durante a perseguição de Valeriano, em 258. Era o primeiro dos sete diáconos da Igreja romana. A sua função era muito importante o que fazia com que, depois do papa, fosse o primeiro responsável pelas coisas da Igreja. Como diácono, São Lourenço tinha o encargo de assistir o papa nas celebrações; administrava os bens da Igreja, dirigia a construção dos cemitérios, olhava pelos necessitados, pelos órfãos e viúvas. Foi executado quatro dias depois da morte de Sisto II e de seus companheiros. O seu culto remonta ao século IV. Preso, foi intimado a comparecer diante do prefeito de Cornelius Saecularis, a fim de prestar contas dos bens e das riquezas que a Igreja possuía.
Pediu, então, um prazo para fazê-lo, dizendo que tudo entregaria. Confessou que a Igreja era muito rica e que a sua riqueza ultrapassava a do imperador. Foram-lhe concedidos três dias. São Lourenço reuniu os cegos, os coxos, os aleijados, toda sorte de enfermos, crianças e velhos. Anotou-lhes os nomes ... Indignado, o governador concedeu-o a um suplício especialmente cruel: Amarrado sobre uma grelha, foi assado vivo e lentamente. Diz a tradição que em meio dos tormentos mais atrozes, ele conservou o seu "bom humor cristão". Dizia ao carrasco: Vira-me, que deste lado está bem assado ... Agora está bom, está bem assado. Podes comer!...
Roma cristã venera o hispano Lourenço com a mesmo veneração e respeito com que honra os primeiros apóstolos. Depois de São Pedro e São Paulo, a festa de São Lourenço foi a maior da antiga liturgia romana. O que foi Santo Estêvão em Jerusalém, isso mesmo foi São Lourenço em Roma.   

O DIACONADO PERMANENTE

Diaconado: Cruz, estola e alianças
      O diaconado é um ministério ordenado da Igreja Católica Apostólica Romana, e faz parte do clero no primeiro grau da hierarquia. Instituído pelos Apóstolos nos primórdios da Igreja conforme At 6, 1-6, escolhidos dentre os homens “de boa reputação, repletos do Espírito Santo e de sabedoria”.
      Nascido, portanto, com a Igreja, o diaconado era exercido por pessoas solteiras e casadas e um ministério obrigatório para os celibatários candidatos ao presbiterado.
        Os diáconos são marcados pelo Sacramento da Ordem com um sinal (“caráter”) que ninguém poderá apagar e que os configura a Cristo que se fez diácono, isto é, servidor de todos.
        Cabe aos diáconos a tríplice missão: a) da Caridade; b) da Liturgia; c) da Palavra, dentre as quais, assistir o Bispo e servir o Altar, sobretudo guardar e distribuir a Eucaristia, levar o viático aos moribundos, proclamar e pregar o Evangelho, instruir e exortar o povo, presidir o culto (Celebração da Palavra) e a oração dos fiéis, administrar os Sacramentos, conceder a Benção do Santíssimo, dirigir os ritos do funeral e da sepultura, assistir ao matrimônio e abençoá-lo, administrar o Batismo, além de outras funções.
        O Vaticano II (LG 29) restaurou o diaconado como grau próprio e permanente da hierarquia para casados ou solteiros.
        Para diferenciar do diácono que será presbítero, é chamado de diáconopermanente” o que recebe o Sacramento da Ordem Diaconal sem aspiração ao presbiterado.




Padroeiro: São Lourenço, diácono e martir
Comemoração: dia 10 de agosto.

sábado, 9 de abril de 2011

Reflexão dominical: ACREDITAR EM DEUS. EU SOU A RESSURREIÇÃO E A VIDA.

 Domingo Quaresma - 10.04.2011 - Ano A
( Ez 37,12-14; Rm 8,8-11; Jo 11,1-45)

Prezados amigos e irmãos em Jesus Cristo:

Por que você acredita em Deus?
Certamente responderá que foi porque seus pais assim o ensinaram.
Mas, e seus pais, por que acreditavam?
São tantos os motivos que nos levam a acreditar em Deus. Mas o profeta Ezequiel registrou uma amostragem originaria desta , que é a própria afirmação de Deus quando Ele se apresentou como “O SENHOR ao chamar o povo de MEU POVO vislumbrando a ressurreição dos mortos e revelando o seu Espírito transformador ao mencionar que abriria as nossas sepulturas para nos conduzir a uma nova terra, isto é, nova vida.
Porém, sabendo das nossas dificuldades de compreender, ainda concedeu oportunidade aos duvidosos de encontrarem Deus ao saírem da sepultura aqui entendido saída do pecado para a vida santa. É no momento em que se dá oportunidade a si mesmo de se deixar envolver por Deus que passamos a compreende-Lo e a aceitá-Lo porque o Espírito do Senhor é dado a todos os que Nele acreditam.  
 
 São Paulo acrescenta a importância de colocar Deus acima de tudo.
Quem não tem Deus na sua vida, leva uma vida desmotivada que o texto bíblico chama de vivencia segundo a carne desagradando a Deus.
A lição, portanto, é de que a nossa vida não pode ser gerida pelo que é mundano, mas pelas virtudes que vem de Deus pelo Espírito que está em nós.
São Paulo chama a atenção das pessoas que conhecem a Jesus Cristo que por ser Deus, também condiciona esse relacionamento à vivencia segundo o Espírito de Cristo que é justamente o que nos“a vida, a graça e a justiçaNinguém pode afirmar que é de Cristo, se não viver conforme os ensinamentos de Jesus que nos foi transmitido pelos Apóstolos e continuado pela sua Igreja.

         No Evangelho, Jesus ressuscita Lázaro que havia morrido há quatro dias.
        Quando Jesus falou para Marta sobre a ressurreição de Lazaro, Marta imaginou que se referia a ressurreição que aconteceria no ultimo dia. Porém, naquele caso, Jesus quis justamente ressuscitar Lázaro pela sua amizade com ele, não se confundindo com a ressurreição para sempre. Tanto que Lazaro faleceu novamente  numa data qualquer.
Jesus deixou bem claro que Ele “é a ressurreição e a vida”, e que todo aquele que acredita Nele, mesmo que tenha fisicamente morrido, jamais morrerá porque a vida continua mesmo depois da morte física, na eternidade.
Essa vida eterna, para que seja alcançada no Céu, depende justamente de como se tenha vivido na terra, aqui prevalecendo os ensinamentos de Ezequiel e de Paulo no que se refere a opção de cada um: viver sob a carne, ou viver sob o Espírito de Cristo.
Nesta quaresma, o que se espera, é que cada um se deixe tomar pelo Espírito de Deus procurando o caminho do bem, aproveitando a oportunidade penitencial para uma conversão verdadeira e definitiva despojando-se do pecado para uma vida de santidade.
Aceita Deus, meu irmão, porque Ele DIZ E FAZ. Aceita Jesus, porque Ele te faz feliz.
Louvado seja N.S. Jesus Cristo
Diac. Narelvi.

domingo, 3 de abril de 2011

MONSTRUOSIDADE PATERNAL - REPRODUÇÃO ARTIFICIAL

           Chegou a nível de noticiário a conduta de um casal cujo nome não consta e nem interessa pela insignificância do personagem, que contratou uma inseminação artificial in vitro e gerou três filhas que vieram a nascer. Segundo noticias, o “pai” queria apenas dois filhos. Portanto, a terceira seria jogada fora, (isto é abandonada). É uma história asquerosa. Parece história de ninhada de gato quando se escolhe um ou dois mais fortes e jogam-se fora os outros. Noticia-se, também, que o Ministério Público, corretamente, tomou providencias judiciais contra o casal em proteção às três filhas recém nascidas, espera-se, com punição aos responsáveis. 
A minha posição de defesa da vida e de crianças se mantém inclusive com relação a tudo o que implica em mortes de embriões.
Os reflexos desses recursos artificiais de reprodução humana poderão trazer sérias surpresas como no caso em tela.  Querer ter filhos é desejo nobre e faz parte da união conjugal. Porém, os filhos não podem ser considerados produtos de fabricação como se fossem objetos descartáveis: “Este eu quero, aquele não!”.
Mesmo nos casos que dão certo, nascendo um, gêmeo, trigêmeo, quadrigêmeo  etc. os demais embriões são desperdiçados, quando não aproveitados para doações, experiências cientificas, ou sentenciados a congelamentos ad infinitum em depósitos hospitalares. Aliás, o Brasil e o mundo não sabem o que fazer com o estoque de embriões excedentes.
A palavra “embrião” como vem sendo tratada, dá a impressão de que se refere a qualquer coisa, uma matéria prima para fazer crianças, quando, na verdade,  embrião é um ser humano dotado de corpo e alma, já definido como pessoa que so falta nascer e crescer. É, sem dúvida, um cidadão que tem garantidos os seus direitos legais e religiosos. O embrião é um ser vivo. É gente. É UM FILHO DE DEUS.
Se a ciência fecundasse in vitro somente um embrião nascido de um espermatozóide do próprio pai e óvulo da própria mãe para desenvolver no útero da mãe, não me pareceria errado. Mas sabe-se que para possibilitar tal processo, vários embriões são criados gerando impásseis  e conflitos entre moral, ciência e  religião onde quem perde são os embriões e a consciência humana.
Numa palestra proferida para diáconos permanentes, um professor cientista no ramo da bioética um tanto apaixonado pela idéia, lembrou da primeira pessoa nascida por fertilização in vitro como uma façanha extraordinária da ciência apontando as qualidades dessa mulher assim nascida como alguém que passou a fazer parte deste mundo cheia de qualidades como todos.  Questionei o palestrante reconhecendo que essa pessoa não tinha culpa de nada e realmente gozava de todos os direitos  humanos. Mas lembrei que na realidade ela era uma sobrevivente porque para que a mesma pudesse existir e nascer, vários irmãozinhos seus tiveram que morrer. 
 Talvez os métodos artificiais estejam até favorecendo a banalização e mecanização da fecundação e até a gravidez extracorpo, fazendo perder a sacramentalidade da gestação natural e como conseqüência futura um possível difícil relacionamento familiar entre pais e filhos.
O caso dos pais das  trigêmeas é um péssimo exemplo. Mas que sirva de alerta à sociedade e principalmente aos casais que não podem ter filhos para que reflitam sob a luz da espiritualidade e decidam cristãmente sobre como decidir.  
Diac. Narelvi

DEUS VÊ O CORAÇÃO


Madre Teresa - simbolo do amor
REFLEXÃO DOMINICAL
4º Domingo da Quaresma – Ano A - 03.04.2011
1Sm 16,1b.6-7.10-13a ;  Ef 5,8-14;  Jo 9,1-41
 
 Prezados amigos e irmãos em Jesus Cristo.

            Você já precisou escolher alguém para alguma tarefa? Parece simples mas sempre titubeamos porque na maioria dos casos a escolha se espelha no pensamento humano. Afinal, dentre tantos, a quem escolher?
            Notou que como antes,  hoje também, conforme as finalidades, as aparências é que norteiam os critérios de escolha? O mais belo, o mais forte, o mais culto, os mais rico,  o mais bem relacionado, sempre o mais, o mais...
            No critério humano - sem descambar para o preconceito e conveniências pessoais -   muitas vezes essas  são medidas interessantes.
            Entretanto, acima dessas e outras aparências, o valor do homem está no intimo do seu coração. Pode-se dizer que a avaliação mais segura se consegue se antes dos exames externos, olhe-se para o interior do homem.
            Foi assim que Deus sugeriu para Samuel quando o mandou  a casa de Jessé na busca de um rei para Israel e lá se deparou com seus filhos. Dentre eles, Samuel impressionou-se com  Eliab, de boa aparência e grande estatura. Mas Deus não o quis. Depois chegou o outro filho que faltava, o Davi, também de boa aparência e belos olhos diz a bíblia, e o Senhor o escolhe porque viu nele mais do que a aparência física, enxergou a sua virtude interior olhando para o seu coração. “Unge-o: este é o meu escolhido para rei de Israel”.
            Aprendamos irmãos, a valorizar nas nossas escolhas, seja para qualquer atividade, convivencia, cargo ou função, homens e mulheres que possam contribuir não apenas  por aquilo que exteriorizam nas suas aparências, mas principalmente pelo que trazem dentro dos seus corações que se traduz na prática do amor, da fraternidade e da caridade.


          São Paulo na sua carta aos Efésios, também valoriza “a bondade, justiça e verdade  como frutos da Luz que vem justamente do interior das pessoas.                                                   
            Revela que é possível a todos sair da simples aparência externa para fazer germinar dentro de si um valor bem mais superior saindo do que ele chama de obras das trevas que não levam a nada para exteriorizar a Luz de Cristo que brota no coração. Diz São Paulo: Desperta, tu que dormes, levanta-te dentre os mortos e sobre ti Cristo resplandecerá

            As aparências e as virtudes interiores são dons de Deus. O que não se deve é sufocar a parte melhor. Tenha certeza que todos os homens são dotados dessas riquezas intrínsecas e extrínsecas. Mas alguns esquecem do melhor e se mantém nas trevas, como cegos. Mas uma cegueira curável.
            O Evangelho de hoje mostra que Jesus está aí para te ajudar, meu irmão. Não importa o momento se é um dia de sábado ou domingo; se será incompreendido por isto.  Ele quer te curar colocando luz em seu coração para que você se torne luz como ele: “Eu sou a Luz do mundo”.
            Jesus curou um cego de nascença. O cego não tem nome porque pode ser qualquer um de nós. Era uma doença física, mas que se aplica muito bem aos nossos sentimentos, porque a alegria daquele cego é a mesma  alegria de se sentir transformado para as coisas de Deus.
            E como precisamos ser curados por Jesus !    E como precisamos como fizeram aqueles fariseus, perguntar: Porventura, também nós somos cegos?”. E ao sentir-se restaurado para Cristo e alguém te perguntar como aconteceu, a resposta deve ser simples como simples foi a resposta dada por aquele cego: “Só sei que eu era cego e agora vejo!”,  e olhar para  o alto e dizer: “Eu creio, Senhor!" e  prostrar-se diante de Jesus. 
Louvado seja N.S. Jesus Cristo.
Diác. Narelvi.

sábado, 26 de março de 2011

Reflexão dominical: Senhor, dá-me dessa água

Jesus no poço de Jaco


3º Domingo da Quaresma – Ano A – 27.03.2011
(Ex 17,3-7;  Rm 5,1-2.5-8;  Jo 4,5-42)
 Queridos irmãos em Jesus Cristo:

Qualquer tropeço nos desvia para outros caminhos.
Moisés havia tirado os israelitas da escravidão do Egito. A alegria pela liberdade e o retorno à terra de origem era motivo de entusiasmo e cheios de fé, esperavam por um tempo melhor.  
            Mas a distancia era longa. Muitos sacrifícios foram enfrentados. Sede, doenças, fome, mortes, crianças e anciões debilitados fisicamente. Isso tudo causou desanimo naquela comunidade viandante, e como consequencia, veio a revolta e até arrependimento por terem saído do Egito: “Por que nos fizeste sair do Egito? Foi para nos fazer morrer de sede, a nós, nossos filhos e nosso gado?” murmuravam contra  Moises.  
            Mas, à frente daquele povo estava um grande líder: Moises. Um líder que sabia estrategicamente  como conduzir o seu povo, não apenas pelos seus conhecimentos humanos, mas acima de tudo porque Moisés estava numa missão sob a direção de Deus.
            Quando Moisés percebe a revolta dos seus conduzidos,  clama a Deus e obediente prossegue a caminhada assumindo a fileira da frente levando consigo alguns anciões e com sua vara fez sair água da pedra saciando a sede de todos.
            Houve naquele episodio um desafio a Deus: “O Senhor está no meio de nós, ou não?"
            Irmãos quantas vezes vocês  já não se depararam com situações difíceis em suas vidas? Quantas vezes vocês não sentiram vontade de parar, de desistir, e até de questionar Deus?
            Moisés é a lição de que nós precisamos em primeiro lugar de Deus, mas também de uma liderança humana. Precisamos de bispos, padres, diáconos e leigos  que revestidos da pessoa de Cristo saibam conduzir o seu rebanho nos momentos de dificuldades  transmitindo-lhes paz, serenidade, confiança em Deus.

     Nós que já nascemos sob a égide de Jesus Cristo, por Ele já adquirimos a fé e a graça. Jesus é nosso guia, nosso líder. Nessa condição, Jesus chegou a dar a sua vida pelos fracos. E isto quando ainda éramos vitimas do pecado e mais precisávamos dele dando demonstração da maior prova de amor derramado em nós  que pelo Espírito Santo pudemos entender.

            Jesus é também água viva. No Evangelho Ele, ao lado do poço  de Jacó se deixa aproximar por uma samaritana e pede-lhe água.  Causou espanto para a  samaritana porque não se davam com os judeus.
            Jesus aproveita e insinua-se como o Cristo esperado falando para a mulher que se ela conhecesse o dom de Deus e quem estava lhe falando, ela é quem tomaria a iniciativa de pedir água.
            Jesus diz para aquela mulher que quem bebe a água do poço voltara a sentir sede, Mas quem bebe a água de Cristo, jamais terá sede. Fez, então, com que a Samaritana passasse a desejar essa água especial de que Jesus falava.
            Vocês também não sentem  falta de algo que supra as suas necessidades espirituais  para o resto da vida?  
            Aquela mulher acreditou em Jesus. Optou por uma vida que não fosse atingida pela maldade. E transformou-se numa  evangelizadora na medida em que, saindo daquele poço, passou a contar a todos a sua experiência.
            Irmãos. Jesus é o salvador do Mundo. É ele quem salva a mim e a você.  Beber da água de Cristo é refletir sobre as lições da Bíblia; tratar das pessoas com  igualdade, respeito e dignidade;  não se sentir superior a ninguém; viver a  humildade e a caridade; participar das Missas;  entrar em comunhão com Jesus na liturgia da Palavra e na Eucarística que é o alimento colocado à nossa disposição para vivermos em estado de graça.  E quem vive em estado de graça  jamais terá  sede.
Louvado seja N.S. Jesus Cristo
Diác. Narelvi

sábado, 19 de março de 2011

ESCUTAR JESUS. UMA ABERTURA PARA A VOCAÇÃO.

Transfiguração de Jesus
REFLEXÃO DOMINICAL
2º Domingo da Quaresma – Ano A – Domingo 20.03.2011
Gn 12,1-4ª;  2Tm 1,8b-10;   Mt 17,1-9

Prezados amigos e irmãos em Jesus Cristo.

            Todos querem a Salvação. E é por Jesus Cristo que nos somos salvos. Daí a importância da Quaresma porque é um tempo em que somos convidados a refletir sobre os caminhos que nos leva à vida eterna junto ao nosso Pai Eterno.
            Entretanto, em que pese a Salvação vir por Jesus, não foi com ele  (como Homem) que iniciou o processo salvífico. Afinal, desde que o homem pecou no paraíso Deus já iniciou o processo de restauração das almas. É a razão da promessa do Messias.
Mas a leitura do gênesis deste domingo fala da vocação de Abraão, um patriarca que viveu lá pelo ano 1.850 a.C, portanto, quase 4.000 anos atrás. Foi com Abraão que começou, portanto, a história da Salvação.
Esse processo de salvação beneficia os homens de 4.000 anos atrás, ou a nossa geração depois de Cristo? Ou ainda o ser humano desde a sua existência cujo tempo a ciência tem demonstrado que aconteceu alguns milhões de anos antes de Abraão? A resposta é: beneficia a todos.
Em Abraão Deus confiou a formação de um povo para si, para através dele,  alcançar a todos as gerações.
Aconteceu o primeiro chamado e a missão: Abraão aceitou o chamado e partiu para a missão deixando sua terra, seus pais, confiou em Deus e foi para onde ele mandou. E Deus foi tão firme no seu propósito que o protegeu afirmando que abençoaria os que o abençoassem,   e amaldiçoaria os que o amaldiçoassem, mas que por Abrão todas as famílias da terra seriam abençoadas. 
Quanto tempo demorou. Quantas gerações foram se agregando a Abraão e seus sucessores. Foi um processo longo aos nossos olhos, não para Deus.
Ainda hoje, apesar da acontecida chegada do Messias muitos chamados ainda são feitos. Não mais para anunciar a vinda de Jesus, mas para trabalhar para a sua messe anunciando o Evangelho de Cristo Luz que brilha o rumo para o Céu. São Paulo, escrevendo para Timoteo, mostra o quanto é forte o serviço evangelizador por quem ama verdadeiramente a Jesus Cristo e sua Igreja. “Sofre comigo” diz São Paulo. Não no sentido de dor física, mas levado pela forte dose de responsabilidade, de compromisso, de amor por Jesus e todo o Povo de Deus. Sei, como Diácono, o quanto é dolorido querer desempenhar o ministério e evangelizar,  e sofrer restrições egoísticas e  intolerancia.
 
E nesse vai e vem entre a graça e o pecado, o homem precisa de quem, em nome de Jesus Cristo, anuncie o Reino e reitere sempre à misericórdia de Deus, o perdão, a acolhida, recomendando que todos os dias se procure a conversão.
Essa é a missão de todos, mas de um modo muito especial, dos ministros ordenados bispos, presbíteros e diáconos com todas as forças vivas da Igreja. O Evangelho vivido e praticado assegura a imortalidade, isto é, a ausência do pecado e a vida eterna no Céu.    

São Mateus escreveu que Jesus escolheu Pedro, Tiago e João, seus apóstolos, para dirigirem-se a uma montanha e transfigurou-se diante deles.
Transfiguração, segundo a Bíblia Ave Maria, é a Entronização de Jesus como Messias Sacerdotal”. Cristo é o único sacerdote e a sua transfiguração mostra o Jesus Divino “com o seu rosto brilhando como o sol e suas roupas brancas como a luz”.
É a certeza de que Jesus verdadeiramente é Deus. Certeza que se completou com as Palavras de Deus: Este é o meu Filho amado, no qual eu pus todo meu agrado. Escutai-o!”
Esta certeza é a mesma que  sentimos nas Missas quando Jesus se faz presente na Eucaristia. Também lá Jesus está transfigurado.
Quem compreende a presença real de Jesus na Eucaristia, apega-se tanto a Missa que o seu desejo é de não sair mais do Templo como fez São Pedro quando propôs permanecer na montanha e construir três tendas: uma para ti, outra para Moisés, e outra para Elias”.
Não perde a fé quem põe em prática os ensinamentos de Cristo. Não perde a fé quem persevera na Igreja de Cristo. Não perde a fé quem comunga Jesus na Eucaristia e também pela comunhão espiritual. Não perde a fé, meu irmão, quem escuta Jesus.
Louvado seja N.S. Jesus Cristo.
Diác. Narelvi