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quinta-feira, 10 de março de 2011

O CASO DO “PASTOR” E A IMAGEM DE NOSSA SENHORA


Matéria divulgada em outubro de 1995
A que ponto chega o fanatismo.
Republicação

“No dia 12 deste mês, dedicado a Padroeira do Brasil, quase todo o Brasil testemunhou através de noticiários um dos mais tristes episódios de desrespeito a MARIA, MÃE DE DEUS. Sem se falar na liberdade de crença, o livre exercício dos cultos religiosos e a garantia aos locais de culto e suas liturgias a que nos assegura a nossa Constituição.
Um dos “pastores” da Igreja Universal do Reino de Deus que, que se auto-intitula bispo ao se chamar de “dom” Helder, em atitude irreverente e repugnante exibiu em seu mercado de milagres televisionado  uma imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, padroeira do Brasil, e, aos berros proferiu expressões de desprezo àquela imagem dizendo que ela não era Deus, que de nada valia,chamando-a de indecente, desgraçada e feia, certamente porque a imagem estampava um rosto negro, além de outros adjetivos, e chutava-a enfurecido, como que a desafia-la para uma luta. Atitude de racista, mal-educado, fanático, louco ou de possesso?  Qualquer coisa, menos a de Cristão.
Não é a primeira vez que isso acontece. No dia 15 de maio de 1978, um fanático de uma outra seita protestante quebrou a imagem de Nossa Senhora Aparecida (aquela encontrada pelos pescadores) durante uma Missa na Basílica Velha de Aparecida.
Esta seita “Igreja Universal do Reino de Deus”, como tantas outras, precisam mudar de estratégia. Precisam cessar com o discurso de “adoração de imagem”, tão absurda e inaceitável. Precisam ser catequizados religiosamente falando para que aprendam um pouco da história, inclusive bíblica sobre o que significa a imagem para os católicos.
Recomendo aos que falseiam o verdadeiro sentido da imagem para que sejam corretos, e aqueles que, mesmo absurdamente  continuam acreditando na estória, que leiam na Bíblia: Ex 25, 17-22; Nm 21, 4-9; 2Cr 3,10-13; 4, 3-4; 1Rs 7,25; Jo 3,14-15 e acabarão aprendendo sobre o tema e descobrindo que a própria Bíblia também é uma IMAGEM da Palavra de Deus.
As imagens ou estatuas são instrumentos de evangelização (Concilio de Nicéia, ano 787). Veja-se ainda no Catecismo da Igreja Católica os parágrafos 476, 1159ss. 2691 e 2705.
A impressão que me dá é que aquele “pastor” é quem estava confundindo a imagem de Nossa Senhora como se fosse Deus e agiu daquela maneira para tirar a sua própria dúvida.  O modo como agem na sua igreja e em outras parecidas “expulsando” demônios a torto e a direito, dá a impressão de que seus adeptos estão sempre tomados pelo demônio. E por falarem tanto em “despachos”, “macumbas” e outras crendices da mesma linha que para os católicos não são reais, demonstra o quanto confusos estão.
Não importa quantas vezes os “pastores” ou seus seguidores  quebrem imagens, porque os Santos que elas simbolizam continuarão vivos no Céu. Não importa quantas IMAGENS DE MARIA sejam quebradas porque ela jamais deixará de ser a MÃE DE DEUS, NOSSA MÃE, a NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO APARECIDA ou a NOSSA SENHORA DO PORTO ou tantos outros títulos mais e que permanece junto de seu Filho Jesus Cristo lá no Céu, intercedendo por todos nós e, creiam meus queridos combatedores de imagens, intercedendo também por vocês.
Afinal, devemos até entender essas reações, pois que, no momento em que todos os afastados da Igreja que Jesus fundou redescobrirem a verdade, e isto um dia acontecerá com certeza, aí voltarão à Igreja de origem e serão novamente cristãos católicos, cumprindo a vontade de Jesus que disse: “Mas tenho outras ovelhas que não são deste redil: devo conduzi-las também; elas ouvirão a minha voz; então haverá um só rebanho, um só pastor” (Jo 10,16). E como nos ensina são Paulo: “Há um só Corpo e um só Espírito, assim como é uma só a esperança da vocação a que fostes chamados; há um só Senhor, uma só fé, um só Batismo; há um só Deus e Pai de todos, que é sobre todos, por meio de todos e em todos” (Ef  4,6).
O desrespeito praticado contra a imagem de Nossa Senhora causou indignação até mesmo entre outras seitas protestantes mais sérias conforme lemos em noticiários. Sabemos que muitos dos irmãos separados, mas bem intencionados, e que no fundo ainda conservam em seus corações o respeito pela Mãe de Jesus clamaram contra o “pastor” enfurecido.
Não duvidemos de que talvez essa atitude tenha sido até providencial para que com a repercussão negativa que causou, muitos acordem na sua verdadeira fé e retornem à Igreja Católica porque fez lembrar mais fortemente aquela mulher chamada de “bendita entre as mulheres” e a quem “todas as gerações chamarão de bem-aventurada” (Lc 1, 42-48). E com certeza, muitos se livraram da tentação de experimentar outra religião não católica.
Será que o pastor pensou que Jesus ficaria orgulhoso vendo a figura de sua mãe  sendo vilipendiada?
A gravidade das cenas foi tanta que fugiu até mesmo à expectativa do dono e fundador daquela religião, Edir Macedo, que não pode fugir também da responsabilidade deixando “seu irmão de fé e pastor” Helder sozinho como se fosse o único culpado. A igreja é de Edir Macedo. A televisão é de Edir Macedo. A escola é de Edir Macedo. O sucesso é de Edir Macedo. . . Ao sentir, então, a reação e a catolicidade  do povo brasileiro e o grande amor pela Mãe de Jesus, teve a recursal idéia: Disse que a agressão do “bispo” Helder foi “insensata”, “inconseqüente” e “que agiu como menino” e pediu perdão aos católicos. Mas até onde irá a sinceridade do pedido de perdão?
Para eles a “luta livre” do “pastor” no improvisado ringue da TV Record contra a imagem de Nossa Senhora  onde somente ele bateu, tornou-se um mal que jamais será esquecido. Mas para nós, católicos, ao contrário, tornou maior o nosso amor e amizade por Maria e, por meio dela, maior ainda a nossa adoração a Jesus Cristo. Outubro de 1995. Narelvi - MECE e aluno da Escola de Diácono São Filipe.”

quarta-feira, 9 de março de 2011

RESPOSTA para a réplica do "Consulente Anonimo" sobre: A Lei e a Graça. Salvação somente pela Fé ou também pelas Obras.

Prezado "Consulente Anonimo".
     Eu te respondi atendendo seu pedido e fiquei contente por isso.
     Agora você retorna separando a lei de Moises (que é de Deus) e a graça de Jesus.
     Diz que pela graça, depois da morte de Jesus, rasgou o véu etc. e ninguém precisa de um sacerdote para interceder pelo povo.
     Entendi também que você entende que os que morreram antes de Cristo “serão” julgados pela Lei depois de Cristo. Meio confuso. Será que você estabeleceu a vinda de Cristo como data referencial para julgamento ou inicio do julgamento? Que quem morreu antes de Cristo ainda não foi julgado? E que “quando” for julgado o será de acordo com a Lei? E os que morreram depois de Cristo serão julgados pela graça?
     Bem.
    Expliquei anteriormente conforme o Senhor me tem revelado e a Igreja também, e à luz das Sagradas Escrituras, que Lei e a Graça se completam.
     Dois critérios de julgamentos? Um para quem morreu antes de Cristo e outro para quem morreu depois?     
    Se a sua idéia é essa, desculpe, mas seria absurdo. O critério de julgamento de Deus é único: Todos os que morreram já foram julgados pela graça tanto para uns como para outros. Essa graça ultrapassa barreiras e chega até aqueles que morreram antes da presença humana de Jesus.
     Depois, Jesus é Deus. O mesmo Deus da Lei de Moises. Deus está em Jesus assim como Jesus está em Deus. Seja pela Lei, seja pela graça, ou seja pela lei e pela graça, o julgamento é o mesmo.
     Todos nós podemos orar diretamente a Deus. E daí? O que muda no plano da Salvação ou na missão da Igreja?
     Você diz: Não necessitamos mais de um sacerdote para interceder pelo povo.
     A  função do sacerdote não é apenas a de interceder pelos outros. Isto todos nós podemos fazer.
     Então por que Jesus escolheu e formou uma Igreja com os apóstolos (bispos) que escolheram sucessores, dando-lhes as incumbências que você deve conhecer?  Ide, pregai o evangelho.... Quem vos ouve a mim ouve....etc. etc.
     Para que serve, então, a religião??? Aliás, renovo a pergunta inicial: qual a sua religião? A minha você já sabe.
     O Cristianismo é um segmento religioso. Você não vai me convencer que tirou as suas conclusões sozinho e da bíblia. Será? Se foi, viu que confusão?
     A Bíblia é um conjunto de livros perfeitos, mas deve ser interpretada através de todo o contexto (e ainda assim por especialistas exegetas, teólogos, tradição, Magisterio da Igreja) e não somente por um ou outro versículo. Isto seria  um fundamentalismo que até poderia ser perigoso e levar a considerar a própria Bíblia como de ensinamento incoerente. 
     De qualquer forma, o meu entendimento já foi manifestado. Espero ter-lhe sido util.
     Fique na paz de Cristo. Diac. Narelvi.
Postado em 30.10.2010

REPLICA DO "Consulente Anonimo" sobre: A Lei e a Graça. Salvação somente pela Fé ou também pelas Obras.

A Paz do Senhor Jesus, querido irmão Narelvi.
       Recebi seu estudo mas conforme o Senhor me tem revelado quero passar para o irmão também:
        Quem usa a lei entra em maldição, pois chama Deus de mentiroso, pois ele afirmou que é impossível para o homem cumpri-la, veja: “Todos aqueles pois que são das obras da lei estão debaixo da maldição, porque escrito está: maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las (Galatas 3.10). “...conforme a mais severa seita da nossa religião vivi fariseu”
      Ou seja quem esta na lei não pode seguir a graça também porque ou ele segue somente a lei conforme esta escrito sem deixar cair uma virgula pois se seguir a lei e a graça ele é considerado "Maldito" como esta escrito nas sagradas escrituras.
        Eu creio que quem foi antes de Cristo sera julgado pela lei dada através de Moisés, e após Cristo pois ele veio para cumprir a lei e quando ele morreu na cruz rasgou o veu dando direito a todo homem e mulher de orar diretamente ao pai em seu nome, não necessitando mais de um sacerdote para interceder pelo povo.
        Quem esta na graça não deve seguir a lei e vice versa para não contrariar a missão que nosso Senhor e salvador Jesus Cristo veio cumprir aqui na terra.
       Agradeço a atenção do irmão em ler meus email Deus abençõe.
"Consulente Anonimo"
27.10.2010

RESPOSTA PARA "Consulente Anonimo": A Lei e a Graça. Salvação somente pela Fé ou também pelas Obras.

Prezado irmão "Consulente Anonimo"
Você expõe uma dúvida:

“Há dois concertos no evangelho, a lei dada por Moisés e a graça trazida por Jesus, a primeira (a lei) imposta por Deus aos pecadores injustos e que foi abolida por Cristo, a segunda (a graça) dada gratuitamente aos homens que aceitaram a justiça de Deus somente pela fé em Jesus Cristo. “Uma não pode conviver com a outra senão quebra o concerto e anula as promessas que é somente pela fé”.

Tentemos responder:

Primeiro, a Lei de Moisés (ou de Deus cf. Js 24,26) “é o conjunto das leis e prescrições religiosas e civis colecionadas nos cinco livros de Moisés (Pentateuco), atribuídos a Moisés”.
Considere-se como parte delas os Dez Mandamentos.
Você diz, ainda, citando Hb 7.18, que “Jesus tirou toda a lei: “Porque o precedente mandamento é ab-rogado (anulado) por causa da sua fraqueza e inutilidade”.
        Não se pode interpretar o versículo acima nem qualquer outro da Bíblia isoladamente sob pena de incorrer em erro e perigoso fundamentalismo.
Jesus não veio para abolir a Lei de Moisés, mas aperfeiçoá-la: “Não julgueis que vim abolir a  lei ou os profetas. Não vim  para os abolir, mas sim para levá-los à perfeição”.
        Jesus participava da Páscoa dos judeus (Jo 2,13; 5,1; 7,10; Mt 26,17-19; Lc 22,7-15), criticava o abandono da Lei de Moisés (Mt 15,2-9). Portanto, observava a Lei apesar de colocar-se acima dela (Mt 12, 8) e ensinava que a Lei não estava acima de Deus e do próximo ((Mt 7,12; 22,34-40).
        Não se pode afirmar, portanto, que a Lei de Moisés foi anulada. Senão, o que dizer dos dez Mandamentos que está em Ex 20?.Teriam sido ab-rogados?
A Lei nasce em decorrência da necessidade de disciplinar ou normatizar determinadas condutas humanas. No Pentateuco a Lei abrange “informações, narrativas e rituais ou lei civil”.
Religiosamente falando, a Lei orienta ou censura. Eu diria que a Lei não foi feita somente para os injustos. Serve também para os justos.
        De fato, a Lei por si mesma não salva. Mas nem somente a Fé salva em que pese uma das condições para a Salvação (Mc 16,16). Também não se pode dizer que a Lei e a Fé sejam inconciliáveis. Na verdade, uma complementa a outra e ambas fazem chegar à salvação pela GRAÇA. Imagine quantas pessoas existem por aí dizendo que tem Fé em Jesus Cristo e, mesmo assim, tem uma vida desregrada, sem nenhum exercício de religiosidade, sem nenhum comprometimento com o Evangelho, sem nenhuma ação de espiritualidade, vivendo em pecado. Estarão com suas salvações garantidas somente porque dizem que têm Fé e deixam o tempo passar?
       
        Veja, não estou excluindo a misericórdia de Deus e  a sua livre e soberana vontade no Plano de Salvação, pois Ele é  onipotente e onisciente.  
         
        Encontrei no site católico  http://www.thecatholictreasurechest.com/pworks.htmO Baú do Tesouro Católico" (Bob Stanley.) um resumo interessante que ajuda esclarecer a dúvida:

“1. Somos salvos Somente pela Graça?
Sim, pois esta é uma doutrina da Igreja Católica. A graça é um dom de DEUS. Nos é dada livremente, mas em contrapartida Ele espera que façamos nossa parte praticando Boas Obras.
2. Somos salvos Somente pela Fé?
Não, isto é "Sola Fides", e é ensinado por umas poucas seitas protestantes. É impossível salvar-se somente pela , pois não podemos fazer nada sem a Graça de DEUS, e, novamente, Boas Obras. O único versículo na Bíblia inteira no qual as palavras e Somente aparecem juntas é em Tiago 2,24 onde ele diz:  "Vedes como o homem é justificado pelas obras e NÃO somente pela fé."
3. Somos salvos por Obras Apenas?
Não. Meras obras humanas são inúteis sem a graça de DEUS e a agindo através da caridade.
4. Podemos dizer que estamos "Salvos" só por aceitar Jesus Cristo como nosso Senhor e Salvador?
Não. Isto é o que algumas seitas protestantes ensinam, especialmente os Batistas. Este ensinamento exclui fazer Boas Obras e diz essencialmente que, contanto que aceitemos Jesus Cristo, podemos fazer qualquer coisa que quisermos. Se este ensinamento fosse verdadeiro, então qual seria o propósito dos Dez Mandamentos (Trento, sessão 6, capítulo XI)? Por que Jesus Cristo disse: "Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, MAS SIM AQUELE QUE FAZ A VONTADE DE MEU PAI QUE ESTÁ NOS CÉUS." Mt 7,21?.
Agora, como pode alguém
FAZER a vontade do Pai sem executar Boas Obras?
5. A salvação é um processo em andamento...
Fomos salvos no passado: Rm 5,1-2; 8,24, Ef 2,5-9.
Estamos sendo salvos agora: 1Cr 1,18, 1Cr 15,2, Fl 2,12, Hb 10,14, 1Pd 1,8-9, 1Pd 2,1-2.
Seremos salvos no futuro: Mt 10,22; 24,13, Rm 6,16; 13,11, 1Cr 3,15; 5,5, Gl 2,17,Gl 5,4-5, Ap 21,6-7.
Também podemos perder nossa salvação: Mt 6,14-15, *7,21, 24,44-51, 25,31-46, Mc 11,26, Lucas 10,16,
João 14,21, Rm 11,22, Ap 21,8; 21,27.”


“Justificação Somente pela Fé, é uma doutrina protestante.
Nunca se ouviu falar dela em comunidades cristãs antes do século XVI.”


“Obras são os frutos da , mas frutos necessários... Rosalind Moss.
Nós trabalhamos naquilo que DEUS faz em nossos corações.
mais Obras é igual a Fé atuando através da Caridade.
Gálatas 5,6”.

Outra ajuda importante encontramos no site evangélico http://www.jesusvoltara.com.br/ados/pag33.htm , do Livro “Assim Diz o Senhor”, autor Lourenço Gonzáles, Editora ADOS.

“A GRAÇA EM TODA A BÍBLIA:   A lei é dada para que a Graça possa ser exigida; a Graça é concedida para que a lei possa ser cumprida.” – (Agostinho).
Os judeus, querendo ser salvos pela lei, sem a Graça, erraram; hoje, os cristãos querem ser salvos pela Graça, sem a lei, erram também. As duas que juntas começaram a agir à entrada do pecado, juntas agirão, até a eliminação do mesmo.
A salvação unicamente pela Graça de Deus é oferecida aos que a aceitam pela fé. Mas a genuína experiência de Graça e fé resulta sempre em obediência à Lei de Deus.
A Graça encarnada deu-se com o advento de Jesus. Portanto, a Graça jamais deve ser comercializada, tem é que ser apresentada graciosamente.
A santa Lei de Deus tem sido desprezada hoje em dia, por boa parte de irmãos bondosos e sinceros, pelo desconhecimento de seu eterno papel, afirmando que a Graça inutilizou-a, tornando-a sem nenhum efeito. Essa crença originou-se da leitura destes textos:
João 1: 17 – “Porque a lei foi dada por Moisés; a Graça e a verdade vieram por Jesus Cristo.”
Romanos 6: 15 – “...não estamos debaixo da lei, mas debaixo da Graça...”
Assevera-se assim que a Graça veio de Jesus para cá e portanto não devemos obediência à Lei Moral. Será assim mesmo?
É ensino óbvio das Sagradas Escrituras que a salvação dos homens é somente por meio da Graça (Efé. 2:8). Assim sendo, cabe de primeira mão uma pergunta: Se a Graça existiu apenas de Jesus para cá, como se afirma, que será dos homens do Antigo Testamento? Os grandes amigos de Deus, patriarcas, profetas e demais crentes que aguardavam a vinda do Messias!
Certamente, se a Graça não existiu antes de Jesus, estão perdidos! Este é um raciocínio absurdo, porém cabível, dentro da aceitação de que a Graça só veio depois de Jesus que, segundo se pensa, cancelou a lei e estabeleceu a Graça.
Entrementes, tenho certeza que todos os cristãos aceitam que estes santos do Antigo Testamento estão salvos. Agora, note: Se não existia Graça, foram salvos por quê? Lógico, se a Graça se manifesta através da fé em Jesus, e se Jesus só veio no Novo Testamento, estes homens foram salvos, então, pelas suas obras. Se assim é, como será no Céu? Haverá duas classes de santos? Os que se salvaram pelas obras (Velho Testamento) e os que se salvaram pela Graça (Novo Testamento)? Absurdo! Um grupo pelos seus próprios méritos e esforços se salvaram; o outro, pelos méritos de Cristo (Graça). Isso é uma blasfêmia, reduz o sacrifício de Jesus a uma posição bastante insólita. Não, amado! A Graça antecede o advento de Jesus, veja:
“Ora, Aquele que é poderoso para vos confirmar segundo o meu evangelho e a pregação de Jesus Cristo, conforme a revelação do mistério que desde tempos eternos esteve oculto.” Romanos 16: 25.
“E adoraram-na todos os que habitam sobre a Terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.” Apocalipse 13: 8.
“Que nos salvou, e nos chamou com uma santa vocação; não segundo as nossas obras, mas segundo o Seu próprio propósito e Graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos dos séculos.” II Timóteo 1: 9.
É portanto a Graça uma verdade reiterada pelos apóstolos, e Paulo consolida o assunto de maneira clara e definida, afirmando categoricamente que a Graça é estendida a todos os homens em sentido genérico, e em todos os tempos, antes ou depois de Cristo, com estas palavras:
Tito 2: 11 – “Porque a Graça de Deus se há manifestada, trazendo salvação a todos os homens.”
Por conseguinte, todos serão salvos, só e exclusivamente pela Graça, e nada mais; desta forma não se pode acreditar na pregação de que ela só veio depois de Jesus, baseando-se em um versículo isolado.
A Graça já era plano de Deus antes mesmo da queda do homem, e a primeira revelação escrita da mesma, encontra-se em Gênesis 3:15, que foi a promessa de um Salvador. A partir daí os homens passaram a esperá-Lo pela fé. Portanto, desde o início da humanidade, precisamente com o primeiro casal, teve começo a operação da Graça. Noé também foi alvo da Graça de Deus. Gênesis 6:8.
O Pastor Batista Zacarias Campello em seu livro Luz Sobre Batismo, pág. 66, informa: “Os que morreram antes de Cristo, que foram salvos, o foram pela fé no Salvador que havia de vir. Isso ia sendo lançado a débito de Cristo. Quando Cristo morreu, Seu sangue saldou essa velha dívida.” – (Grifos meus). Se foram salvos pela fé, óbvio é que foi pela Graça, não é?.
Hebreus 11 é a galeria dos salvos pela Graça (fé). Sim, porque a Graça é manifesta quando o homem exerce fé no sacrifício de Jesus. Ouça:
Efésios 2: 8 – “Porque pela Graça sois salvos, por meio da fé...”
Assim sendo, no Céu só haverá uma classe de remidos. Qual? A dos salvos pela Graça, mediante sua fé no sacrifício expiatório de Jesus; patriarcas, profetas, discípulos e os crentes de todas as épocas. Aqui a prova:
Apocalipse 5: 9
“E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno És de tomar o livro, e abrir os seus selos; porque foste morto, e com Teu sangue compraste para Deus, homens de toda a tribo, e língua e povo e nação.”
Sabe, irmão, rigorosamente um dos maiores exemplos de salvação pela Graça, mediante sua fé no Salvador que havia de vir, foi o de Jó, cujo livro os exegetas presumem tenha sido o primeiro a ser escrito, e dele destaco:
Jó 19: 25 – “Porque eu sei que o meu redentor vive, e que por fim Se levantará sobre a Terra.”
Esta magistral declaração foi expressa milênios antes de Jesus nascer, e revela a clareza desta doutrina.
Fica claro, então, que todos os que morreram antes de Cristo, sendo salvos, o serão exclusivamente pela Graça, mediante à fé sempre viva, demonstrada na esperança de um Salvador que havia de vir.
Não há, portanto, como se vê, o conflito entre Lei e Graça que hoje vêem muitos irmãos. Graça e Lei subsistiram juntas, e juntas co-existirão enquanto houver pecado; sabe por quê? A Lei e a Graça andam de mãos dadas, assim como dois namorados bem apaixonados. Senão, veja: – Por que existe a Graça?
– Você terá que responder: porque existe o pecado! Não há outra resposta. Certamente para haver Graça é mister que exista pecado. Porque caso contrário a Graça seria desnecessária. Como sabemos que existe pecado? Paulo responde:
Romanos 5: 13 – “...mas o pecado não é imputado, não havendo lei.”
Romanos 4: 15 – “Porque onde não há lei também não há pecado.”
Consequentemente, se não houvesse uma lei que apontasse, mostrasse, revelasse o pecado, ele não existiria. Não é simples? Efetivamente a lei e a Graça estão irmanadas, caminhando juntas: A lei revelando o pecado na vida do homem, e a Graça trazendo o remédio para este pecado. Fica claro, então, que a Graça antecede a presença física de Jesus nesta Terra. Ela passou a vigorar, após a transgressão à vontade expressa do Criador no Éden, por nossos primeiros pais.
Por isso, amado irmão, a Graça não nos exclui de guardar a Lei de Deus. Pelo contrário, sendo que é a lei que aponta o pecado, certamente se transgredirmos qualquer um de seus mandamentos, estaremos incorrendo no pecado (I S.João 3:4). Agradeçamos a Deus pela Graça que nos foi outorgada, mas vivamos de maneira que a lei em nada nos acuse.

UM CONSELHO – Os santos terão no fechamento da porta da Graça o caráter de Jesus, mas aqui na Terra, não no Céu. Assim é necessário que o afiramos aqui e agora. E qual é o elemento aferidor? A Lei de Deus dos Dez Mandamentos! Isaías 8: 20. Tiago 2: 10-12.

UMA CURIOSIDADE – Quando a Bíblia menciona que os remidos entoarão o cântico de Moisés e do Cordeiro (Apoc. 15: 3), você nunca se perguntou porque o cântico não é de João, Pedro ou Paulo? – Não é, porque é o cântico da Lei (Moisés) e da Graça (Cordeiro). E assim, até neste detalhe Lei e Graça estão juntas!

UMA CERTEZA – O sangue de Cristo é o único meio de salvação, e a Lei Moral eternamente será o padrão de conduta do ser humano.
O apóstolo Pedro negou a Cristo, bem como fez de tudo para esconder sua própria identidade. Lembra-se? (Mateus 26: 31-35, 69-75). Nesse caso, a fé de Pedro, sem as obras (testemunho pessoal), foi absolutamente morta.
“Nossa fé sem as obras é morta, Foi assim que o Senhor ensinou. Se o amor realmente não há Nem as obras nem a fé tem valor”
Esta é a primeira estrofe do belíssimo poema “A FÉ SEM AS OBRAS” cantado pelo Pastor Batista Feliciano Amaral, em seu LP – “Oração de Davi”.
Realmente ele tem razão e é isto que cremos e pregamos.
As obras são frutos do amor. Nós guardamos a Lei de Deus não para sermos salvos, mas porque fomos salvos. Esta obediência (obra) é fruto da fé envolta no amor por aquEle que por nós morreu. Por isso lembre-se: Somos salvos pela fé, mas seremos julgados pelas nossas obras.”

Prezado "Consulente Anonimo": Ficou um pouco extenso. Certamente que o assunto pode ser aprofundado muito mais. Contudo, já nos ajudou. Fiz pesquisa também na Biblia Ave Maria.
Na paz deCristo.
Diac. Narelvi.
(Resposta de 05.10.10)

A Lei e a Graça. Salvação somente pela Fé ou também pelas Obras.

NOTA: Estou divulgando esta materia com nome do remetente "Consultente Anonimo" pela importancia do assunto e porque o mesmo pediu para não declinar o seu nome. Diac. Narelvi.

Prezado Diác. Narelvi:
Vendo que é um homem bem informado sobre as escrituras eu gostaria de tirar uma duvida com o irmão.
Há dois concertos no evangelho, a lei dada por Moisés e a graça trazida por Jesus, a primeira (a lei) imposta por Deus aos pecadores injustos e que foi abolida por Cristo, a segunda (a graça) dada gratuitamente aos homens que aceitaram a justiça de Deus somente pela fé em Jesus Cristo. “Uma não pode conviver com a outra senão quebra o concerto e anula as promessas que é somente pela fé”. “Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não sabeis quanto a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados” (2 Corintios 13.5). 
Observação: A justiça do homem e a de Deus – “E seja achado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus, pela fé” “Filipenses 3.9 – a justiça de Deus não é pela lei e sim somente pela fé”.
“Não aniquilo a graça de Deus; porque, se a justiça provém da lei segue-se que Cristo morreu debalde (em vão) (Galatas 2.21) – A lei anula o sacrifício de Cristo”.
“Mas agora se manifestou, sem a lei a justiça de Deus,... isto é, a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo” (Romanos 3.21,22).
“Porque o fim da lei é Cristo para a justiça de todo aquele que crê” (Romanos 10.4).
I-) Jesus tirou toda a lei: “Porque o precedente mandamento é ab-rogado (anulado) por causa da sua fraqueza e inutilidade” (Hebreus 7.18).
“Na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças...” (Efésios 2.15) – os mandamentos eram inimizade de Deus contra Israel, pois não temiam a Deus; Abraão não viveu debaixo de mandamentos, pois, eles (os mandamentos) foram impostos mil anos depois dele.
“Havendo riscado a cédula que era contra nós, nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira era contraria, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz” (Colossenses 2.14).
Observação: Ordenança = Lei, ordem, obrigação.
O irmão concorda, ou o irmão teria uma outra explicação sobre a lei e a graça?
Deus te abençõe.
(a) Consultente Anonimo. 
(Postado em 24.09.2010)

terça-feira, 8 de março de 2011

Nem tanto a ciência, nem tanto a Bíblia. A criação do mundo.

Uma matéria jornalística aborda um tema polêmico que implica num dilema escolar: mostrar aos alunos a criação do mundo segundo a religião e/ou a criação do mundo segundo a ciência.
Primeiramente, nenhuma religião deve temer a ciência. A Igreja Católica, sem desprezar os seus princípios doutrinários, aceita a ciência.
Só para exemplificar, se alguém se sente curado de doença tida como incurável, sem que a ciência médica confirme a Igreja não proclama como fruto de um milagre.
O Santo Sudário sempre esteve a disposição da ciência. O milagre Eucarístico de Lanciano, também. A ciência tem contribuído muito, inclusive para auxiliar a entender a bíblia. A Igreja recorre a ciência quando precisa falar sobre reprodução humana, anticoncepcionais, métodos de fertilização, etc.
Esticando um pouco, na Missa, na Consagração, o pão e o vinho se transformam no corpo e sangue de Jesus Cristo. Ocorre o milagre da transubstanciação. A ciência diz que após a consagração o pão continua pão, e o vinho continua vinho. É verdade! Nós sabemos disso. Só que por uma questão de fé, por acreditar nas palavras de Jesus Cristo, para nós, apesar de sentirmos o gosto do pão e do vinho,  recebemos a comunhão como presença viva, real, do Corpo e Sangue de N. S. Jesus Cristo. É uma questão de fé. E nenhuma ciência se impõe ou contrapõe a fé.
 O que precisa ser levado em conta é que a Bíblia não é um livro de ciência, geografia, física, matemática, mas um livro de fé, escrito por homens que foram inspirados por Deus. A sua finalidade é contar a história do Povo de Deus desde a criação do mundo e a história da Salvação dos homens em Jesus Cristo. Por isto que a Bíblia é a Constituição do Povo de Deus.
Deus não ditou a Bíblia, mas  a inspirou. E essa inspiração recebeu dos escritores um pouco de si.
Na maravilhosa história bíblica  da criação traz um relato cronológico de seis dias e descanso no sétimo.  O homem, como criado do barro.
O sentido bíblico dado à criação É QUE DEUS É O CRIADOR. Isto basta! É no que devemos acreditar dentro da espiritualidade.
Compete à ciência estudar e apontar como se deu essa criação. Assim como se a terra é redonda ou quadrada, o seu tamanho, a sua cor.
Portanto, a questão da teoria do Big Bang, por exemplo, que diz que o universo foi criado a partir de uma grande explosão cósmica entre 10 e 20 bilhões de anos, é um problema da ciência que não diminui em nada a Onipotência de Deus.
Ouvi um estudioso assim argumentar a respeito: E quem teria determinado tal explosão?
E o homem! Porque não pode ser fruto de uma evolução? Se for, não deixa de ser Criação de Deus.
Portanto, bons mestres e leitores, se a aula for sobre o surgimento do mundo segundo a Bíblia ensine assim com a ressalva da ciência. Se você é religioso e a aula for de biologia ou qualquer disciplina sobre a criação do universo, fale conforme a ciência sem medo de fazer citação à Bíblia.
E você, meu irmão católico, fique tranqüilo que de parte da Igreja ela não te obriga a aceitar a criação segundo a ciência ou a criação segundo a Bíblia. Você é livre para acreditar no que lhe pareça ser mais razoável.  O que você não deve é NEGAR A CRIAÇÃO DIVINA.
Diác. Narelvi

sexta-feira, 4 de março de 2011

Sede firme como uma rocha.

REFLEXÃO DOMINICAL
9º DTC –Ano A – 06/03/2011
Dt 11,18.26-28.32 ; Rm 3,21-25a.28; Mt 7,21-27

Prezados amigos e imãos em Jesus Cristo.

 Por volta de 660 a.C Moises lançou a advertência sobre a necessidade de se manter viva em nossos corações, a Palavra de Deus  que ensina e mostra o caminho que leva a plenitude da vida revestida pelos princípios do amor.
          Quando Moisés manda colocar as suas palavras de ensinamentos das leis  em fitas e fixa-las nas mãos e sobre a testa, tinha um sentido pratico de fazer com que o homem permanecesse constantemente lembrando delas. Até hoje esta é uma pratica dos judeus.
          Realmente, o homem necessita manter-se vinculado todo o instante aos ensinamentos de Deus. Quando se afasta dos princípios  básicos do divino, vacila e se perde. Por isso Moisés lembra que diante de nós estão a bênção e maldição. Não como algo a que Deus nos obrigue, mas porque dependendo da nossa conduta nos sujeitaremos por nossa responsabilidade,  à benção ou à maldição
Sabemos o que Deus espera de cada um porque Ele nos auxilia ensinando que não devemos procurar outros deuses, mas a cumprir os seus preceitos.
Com a chegada do Messias, São Paulo transmite o que aprendeu como cristão. Não fala em lembretes improvisados de textos de leis nas mãos ou sobre a testa,  mas fala do Deus vivo e presente em Jesus Cristo como guia e Salvador.
Já não são mais as leis proibindo, por exemplo, de cortar o cabelo, ou de comer carne de porco, ou peixes sem escama, e uma longa lista de proibições que deviam prevalecer, mas a Lei do Amor trazida por Jesus.
A justificação ou a graça é alcançada através de Jesus Cristo que gratuitamente a concede aos homens. Somos salvos, portanto, pela fé que se demonstra pelas obras.
Portanto, meus irmãos, por Jesus Deus nos concede a Salvação, porém, não sem que antes a queiramos.
Chama-nos a atenção a afirmação de Jesus que Nem todo aquele que me diz: `Senhor, Senhor', entrará no Reino dos Céus, mas o que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus.”
É, meu amigo, gritar bem alto o nome de Jesus ou “determinar” que as coisas aconteçam nem sempre traduz correta devoção ou privilégio diante de Jesus. Não adiantará fazer relatório dizendo “fiz isto e fiz aquilo em seu nome".

O que Jesus espera de cada um é que ouça a sua Palavra  e a coloque em prática. A esses Jesus chama de “homem prudente”, isto é, aquele que constrói sua casa sobre rocha resistindo assim a todas as tempestades, diferente daqueles que, sem juízo, constroem suas casas sobre a areia e que se desmoronam sob os efeitos de qualquer vento.
Irmão meu. O homem que não se estrutura religiosamente e espiritualmente através da fé e das obras, transforma-se em vítima fácil dos novos métodos de evangelização mercantilista pensando mais em prosperidade material, em “curas”  e no descomprometimento com a religião e os  Sacramentos, colocando de lado,  por isso, a perseverança vindo a renunciar a fé deixada por Jesus, seus Apóstolos e sua Igreja..  
Deus ama você e quer que você seja tão firme na sua fé como uma rocha. Basta acreditar Nele não se afastando do caminho que Ele prescreveu.   
Louvado seja N.S. Jesus Cristo.
Diac. Narelvi.